{"id":7547,"date":"2024-06-06T17:54:31","date_gmt":"2024-06-06T20:54:31","guid":{"rendered":"https:\/\/iph.org.br\/materia\/a-relacao-profissionais-de-saude-e-clientes-tendencias-e-perspectivas-2014\/"},"modified":"2024-06-06T17:56:12","modified_gmt":"2024-06-06T20:56:12","slug":"a-relacao-profissionais-de-saude-e-clientes-tendencias-e-perspectivas-2014","status":"publish","type":"materia","link":"https:\/\/iph.org.br\/en\/materia\/a-relacao-profissionais-de-saude-e-clientes-tendencias-e-perspectivas-2014\/","title":{"rendered":"A Rela\u00e7\u00e3o Profissionais de Sa\u00fade e Clientes &#8211; Tend\u00eancias e Perspectivas &#8211; 2014"},"content":{"rendered":"<b>1. Introdu\u00e7\u00e3o<\/b>\r\n<div><b>&nbsp;<\/b><\/div>\r\n<div>\r\n<div>Atualmente, no contexto da Sa\u00fade, a grande tem\u00e1tica \u00e9 a busca da qualidade, no sentido mais amplo.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Nesse sentido, institui\u00e7\u00f5es e profissionais est\u00e3o atentos \u00e0 quest\u00e3o, buscando extrair o m\u00e1ximo aproveitamento de tecnologias, atuando em equipe para a resolu\u00e7\u00e3o de problemas, enfim, apontando solu\u00e7\u00f5es e avaliando resultados.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Tem-se enfrentado problemas estruturais, funcionais e comportamentais significativos, o que tem levado a \u00e1rea da Sa\u00fade a focalizar a Gest\u00e3o Qualidade, buscando superar os problemas, visando \u00e0 efici\u00eancia e efic\u00e1cia nos seus diversos aspectos.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Sob esta perspectiva, buscou-se analisar: A rela\u00e7\u00e3o profissional da Sa\u00fade e o Cliente.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>\r\n<div><b>2. &nbsp;Desenvolvimento Tem\u00e1tico<\/b><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Ao focalizar essa rela\u00e7\u00e3o e recorrendo a Balint (1978), v\u00ea-se que \u00e9 no primeiro encontro, no qual se trava o conhecimento m\u00e9dico-cliente, que se cria a alian\u00e7a terap\u00eautica. &nbsp;\u00c9 no final dessa primeira entrevista que o m\u00e9dico emite o seu diagn\u00f3stico e estabelece um projeto terap\u00eautico, impulsionando as intera\u00e7\u00f5es seguintes.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Balint aponta interfer\u00eancias no prosseguimento do tratamento, tais como o cliente conferir uma autoridade exagerada ao m\u00e9dico, esperar passivamente que ele resolva todos os seus problemas, comportar-se com muita submiss\u00e3o ou mostrar-se reivindicativo. &nbsp; A terminologia psicanal\u00edtica fala de transfer\u00eancia ou de elementos transferenciais, indicando tratar-se de emerg\u00eancias subentendidas por emo\u00e7\u00f5es fortes ou experi\u00eancias do passado, as quais desencadeiam, \u00e0s vezes, rea\u00e7\u00f5es inadequadas ao m\u00e9dico, ou seja, a contratransfer\u00eancia.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Os clientes s\u00e3o diferentes uns dos outros, o comportamento humano n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 determinado por fatores biol\u00f3gicos, mas por fatores complexos relativos \u00e0s ci\u00eancias humanas, em que o individual, o \u00fanico, \u00e9 dificilmente apreens\u00edvel em sua totalidade. &nbsp;Seria importante se fazer um diagn\u00f3stico global, incluindo os aspectos psicol\u00f3gicos e sociais do cliente.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Balint aponta a necessidade de descobrir, com o cliente, a maneira de lidar com as situa\u00e7\u00f5es conflitantes em que ele se encontra.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Haynal (1981, p.17) assim se expressa quanto ao di\u00e1logo m\u00e9dico-paciente: \"Os m\u00faltiplos aspectos da solicita\u00e7\u00e3o do doente constituem toda a complexidade de seu encontro com o m\u00e9dico; ele n\u00e3o vem s\u00f3 trazer-lhe um \u00f3rg\u00e3o doente, mas tamb\u00e9m a ansiedade e os problemas psicol\u00f3gicos ou sociais que dele decorrem.\"<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Ao procurar o m\u00e9dico, o cliente espera ser ouvido e entendido, em sua fala transmite mensagens que ultrapassam as informa\u00e7\u00f5es relativas ao mau funcionamento de seu corpo. &nbsp;Essas mensagens refletem um pedido de aux\u00edlio e informam sobre as consequ\u00eancias sociais da doen\u00e7a e podem ter certa import\u00e2ncia no encadeamento etiopatog\u00eanico.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Balint e colaboradores (1988) mostraram que poucos minutos suplementares necess\u00e1rios \u00e0 coleta dessas informa\u00e7\u00f5es, trazem contribui\u00e7\u00f5es importantes, tal como ocorria com os antigos m\u00e9dicos de fam\u00edlia. &nbsp; H\u00e1 necessidade de uma avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do conjunto, em que as ang\u00fastias, a depress\u00e3o, as preocupa\u00e7\u00f5es, as rela\u00e7\u00f5es do paciente com o ambiente familiar e social s\u00e3o integradas ao exame geral. &nbsp; O cliente tem expectativas que, no atendimento, o m\u00e9dico esteja interessado nele como ser humano e n\u00e3o como um caso a mais.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Haynal (1981) assim comenta a rela\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-paciente:<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O m\u00e9dico que recebeu uma informa\u00e7\u00e3o que lhe permite compreender a psicologia do paciente, decodificar o seu discurso intencional, extrair dele a resson\u00e2ncia afetiva e emocional, interpretar o seu comportamento, a sua m\u00edmica e os seus gestos, pode, no entanto, sentir-se dificultado no seu trabalho pela necessidade de se identificar com ele; efetivamente, a vida interior do outro s\u00f3 \u00e9 compreendida quando podemos \"remeter-nos na pele dele\", viver n\u00f3s mesmos, por identifica\u00e7\u00e3o, o que ele tenta descrever e depois, num segundo tempo, capt\u00e1-lo, gra\u00e7as a uma tomada de dist\u00e2ncia objetivante. &nbsp;Estes dois momentos sucessivos podem deparar com certas dificuldades, mesmo quando o m\u00e9dico est\u00e1 convencido da import\u00e2ncia de uma compreens\u00e3o psicol\u00f3gica do doente e do seu ambiente psicossocial. &nbsp;Pode acontecer que: a) problemas do doente despertem no m\u00e9dico eco desagrad\u00e1vel, causador de um movimento defensivo involunt\u00e1rio e moment\u00e2neo, quase autom\u00e1tico; &nbsp;b) &nbsp;o m\u00e9dico n\u00e3o conseguir identificar-se com certos doentes, que acha antip\u00e1ticos em fun\u00e7\u00e3o de motivos &nbsp;que nem sempre s\u00e3o conscientes ou que n\u00e3o conseguem superar; &nbsp;c) &nbsp;ele sentir-se demasiado longe de um doente que lhe parece estranho, incompreens\u00edvel.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>\r\n<div>Tais fatores impactam diretamente na din\u00e2mica da intera\u00e7\u00e3o m\u00e9dico-cliente influenciando na perspectiva do M\u00e9dico em apreender as necessidades do seu interlocutor, procurando suprir as necessidades prementes dando-lhe assist\u00eancia b\u00e1sica quanto aos determinantes biopsiquicosociais, assim como investigando a etiologia da sua queixa, expressa no momento do encontro.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>A ang\u00fastia ou a depress\u00e3o do doente podem constituir-se em obst\u00e1culo ao desenrolar satisfat\u00f3rio do di\u00e1logo com o m\u00e9dico, pois essa ang\u00fastia \u00e9 referente \u00e0 destrui\u00e7\u00e3o do corpo, ao sofrimento, \u00e0 invalidez, ao medo da interven\u00e7\u00e3o, \u00e0s vezes advindos do estilo de vida do cliente, ou decorrentes de conflitos causadores de certas doen\u00e7as funcionais ou psicossom\u00e1ticas.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Menzies (1990) aponta as situa\u00e7\u00f5es causadoras de estresse nas enfermeiras que lidam com tarefas desgastantes, repulsivas ou aterrorizantes, suscitando sentimentos fortes e contradit\u00f3rios, ora libidinosos, ora agressivos, ocasionando forte ansiedade. &nbsp;Aponta ainda que o impacto direto da doen\u00e7a f\u00edsica na enfermeira \u00e9 intensificado pela sua tarefa de captar os estresses psicol\u00f3gicos em outras pessoas, e de lidar com eles, inclusive os de suas pr\u00f3prias colegas.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Pensando nesses v\u00e1rios t\u00f3picos \u00e9 que se pode entender que as rela\u00e7\u00f5es entre os v\u00e1rios profissionais da Sa\u00fade e o cliente se estendem aos aspectos intra e interpessoais, advindos do processo de comunica\u00e7\u00e3o, intera\u00e7\u00e3o e a ambival\u00eancia do sentimento envolvido, que devem ser monitorados, captados se atendidos.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><b>2.1. A Atua\u00e7\u00e3o do Profissional de Sa\u00fade<\/b><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Como o profissional da sa\u00fade necessita atuar e a que aspectos deve estar atento?<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Inicialmente, pode-se dizer que \u00e9 aconselh\u00e1vel que o profissional de sa\u00fade busque o autoconhecimento, a fim de facilitar a compreens\u00e3o e o manejo adequados da doen\u00e7a e do cliente.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Ao se relacionar com o cliente, o profissional necessita apreend\u00ea-lo como um ser no mundo e a investiga\u00e7\u00e3o cl\u00ednica da doen\u00e7a como consequ\u00eancia do &nbsp;di\u00e1logo estabelecido entre o cliente e o mundo. &nbsp;A observa\u00e7\u00e3o da express\u00e3o espont\u00e2nea de sua fala, assim como, deixar-se \"guiar\" por ela com uma atitude de escuta, buscando captar as for\u00e7as psicol\u00f3gicas, sociais ou som\u00e1ticas que determinam o seu mal-estar moment\u00e2neo.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>\u00c0s vezes, o cliente necessita de uma postura mais diretiva, por parte do profissional, funcionando como um aux\u00edlio moral, um apoio, ou de uma troca de ideias, levando a um al\u00edvio imediato com efeito cat\u00e1rtico, ou clarificando os conflitos. &nbsp; Outras vezes n\u00e3o basta a catarse, ou seja, um di\u00e1logo possibilita ao paciente a tomada de consci\u00eancia de seus problemas\/necessidades, buscando posteriormente o aux\u00edlio psicoterap\u00eautico.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>\u00c9 necess\u00e1rio que o profissional da Sa\u00fade crie condi\u00e7\u00f5es, para que o cliente consiga refletir sobre o significado de seu adoecer.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O trabalho do profissional, como agente catalisador, seria o de fazer emergir as possibilidades e recursos de cada indiv\u00edduo para a cura de sua doen\u00e7a, buscando aclarar o significado das atitudes de sua vida e da compreens\u00e3o de sua doen\u00e7a. &nbsp;Assim, \u00e9 necess\u00e1rio que o psic\u00f3logo, bem como demais profissionais da Sa\u00fade, tornem-se conscientes de suas pr\u00f3prias responsabilidades, utilizando adequadamente e, em conjunto, os recursos dispon\u00edveis, adotando, inclusive, a participa\u00e7\u00e3o pessoal. A tecnologia aliada \u00e0 compet\u00eancia pessoal\/profissional contribui para a efic\u00e1cia e eleva\u00e7\u00e3o da confian\u00e7a entre clientes e profissionais da Sa\u00fade.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Mezomo (1980) afirmou, por ocasi\u00e3o da abertura do 1\u00ba Congresso Brasileiro de Humaniza\u00e7\u00e3o do Hospital e da Sa\u00fade, em S\u00e3o Paulo, que toda pol\u00edtica de sa\u00fade e, dentro dela, toda estrutura hospitalar, encontram sua raz\u00e3o de ser no Homem, considerado como sujeito e benefici\u00e1rio, e n\u00e3o como simples objeto e recept\u00e1culo dos cuidados que lhe s\u00e3o prestados. &nbsp;No seu entender, \u00e9 no atendimento da Pessoa Humana, no seu todo, que se encontram as a\u00e7\u00f5es de Sa\u00fade, \u00e9tica e moralmente corretas. &nbsp;Diz que: \"Toda pessoa carente de Sa\u00fade \u00e9, antes de tudo, uma Pessoa, mesmo quando suas condi\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e ps\u00edquicas o pare\u00e7am negar!\".<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Mezomo enfatiza a necessidade de que os profissionais da sa\u00fade tenham uma conduta pautada pelos valores humanos e n\u00e3o apenas pelos valores t\u00e9cnicos e terap\u00eauticos de seu agir. &nbsp;Nesse sentido, forma-se uma unidade profunda entre o profissional da Sa\u00fade e a pessoa que recebe seus cuidados, havendo necessidade da integra\u00e7\u00e3o de ambos, em fun\u00e7\u00e3o do objetivo de preservar ou recuperar a Sa\u00fade, adotando a Postura Hol\u00edstica.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Poder-se-ia dizer, seguindo essa ideia de humaniza\u00e7\u00e3o, que o atendimento em Sa\u00fade busca responder a uma ang\u00fastia, um pedido de ajuda e de socorro. &nbsp;\u00c9 o cliente que sabe dimensionar a sua dor e sua ang\u00fastia. &nbsp;Assim, as respostas do profissional da Sa\u00fade n\u00e3o podem ser respostas padronizadas e uniformes, pois nem sempre estabelecem a integra\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria entre ele e quem recebe seus cuidados.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O profissional necessita, assim, ouvir o apelo e sentir a ang\u00fastia, para ent\u00e3o poder responder com a a\u00e7\u00e3o adequada. &nbsp;O ouvir e o sentir, assim como entender em profundidade o cliente \u00e9 a tarefa primordial de todo profissional da Sa\u00fade, pois todo o servi\u00e7o referente \u00e0 Sa\u00fade \u00e9 um encontro de pessoas, sendo necess\u00e1rio que o cliente, se manifeste e contribua efetivamente no processo de sua plena reintegra\u00e7\u00e3o f\u00edsica, psicol\u00f3gica, social e espiritual. &nbsp;O cliente precisa querer a sua Sa\u00fade e aceitar a terapia indicada. &nbsp;\u00c9, portanto, um agente de sua Sa\u00fade, estendendo-a a seu ambiente familiar, social e profissional. A atua\u00e7\u00e3o se evidencia no ajustamento do cliente \u00e0s condi\u00e7\u00f5es da vida hospitalar. &nbsp;Isso se torna necess\u00e1rio, pois a doen\u00e7a rompe a intera\u00e7\u00e3o dele com a sociedade e seus familiares, havendo uma mudan\u00e7a de pap\u00e9is, de equil\u00edbrio e da rotina de sua vida. &nbsp;Vivendo um momento de crise, fica na depend\u00eancia de outras pessoas.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>A compreens\u00e3o das dificuldades, eventuais, que o cliente apresentar, ap\u00f3s um per\u00edodo de hospitaliza\u00e7\u00e3o prolongada, pode desencadear o receio \"de sua alta\", ou sentir-se inseguro face ao seu retorno ao meio social, ao trabalho. &nbsp;Consequentemente, a equipe de Sa\u00fade, necessita encarar o cliente como um todo, como uma unidade integrada, nos seus aspectos f\u00edsico, ps\u00edquico, socioecon\u00f4mico e espiritual, prestando servi\u00e7os m\u00e9dicos, assistenciais e terap\u00eauticos, regidos por padr\u00f5es de qualidade, efici\u00eancia e efic\u00e1cia.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><b>&nbsp;<\/b><\/div>\r\n<div><b>3. Conclus\u00f5es<\/b><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>A \u00eanfase ao processo de humaniza\u00e7\u00e3o hospitalar tem possibilitado perspectivas para a atua\u00e7\u00e3o do m\u00e9dico e demais profissionais da Sa\u00fade, e dessa forma, garantir de uma maneira mais ampla o resgate da confian\u00e7a e a efic\u00e1cia no tratamento, assim como, a\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0 preven\u00e7\u00e3o das doen\u00e7as e melhoria da qualidade de vida do cliente, do respeito \u00e0s diferen\u00e7as individuais e da valoriza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre os mesmos.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Dentre as a\u00e7\u00f5es mais importantes, pode-se citar:<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>\r\n<div>\r\n<ul>\r\n<li>Atua\u00e7\u00e3o em equipe multiprofissional;<\/li>\r\n<li>Incorpora\u00e7\u00e3o de conhecimentos de epidemiologia e pr\u00e1tica cl\u00ednica, levando os profissionais a atuarem com mais compet\u00eancia;<\/li>\r\n<li>\u00canfase aos aspectos psicol\u00f3gicos, sociais e culturais, nas doen\u00e7as e nos doentes;<\/li>\r\n<li>Enfoque \u00e0 preven\u00e7\u00e3o;<\/li>\r\n<li>Conhecimento dos custos das decis\u00f5es tomadas, buscando administrar com efic\u00e1cia o processo diagn\u00f3stico;<\/li>\r\n<li>Foco no resgate da cidadania, ou seja, a crescente participa\u00e7\u00e3o do paciente nas decis\u00f5es que s\u00e3o tomadas a seu respeito, visando a sua recupera\u00e7\u00e3o;<\/li>\r\n<li>Implementa\u00e7\u00e3o de programas centrados na Qualidade, com \u00eanfase nos processos, procedimentos, rotinas e posturas compat\u00edveis com as demandas do cliente. &nbsp;<\/li>\r\n<\/ul>\r\n<\/div>\r\n<div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>A t\u00edtulo de considera\u00e7\u00f5es finais \u00e9 de fundamental import\u00e2ncia que os profissionais de Sa\u00fade apreendam a lidar com os Clientes, tanto no aspecto diagn\u00f3stico quanto na orienta\u00e7\u00e3o efetiva, no tocante, \u00e0s altera\u00e7\u00f5es do estilo de vida de seus Clientes, sugerindo a\u00e7\u00f5es preventivas quanto aos h\u00e1bitos, atitudes e comportamentos, que eles possam vir a apresentar. Consequentemente, o relacionamento - profissionais de Sa\u00fade e Cliente - passa a ser fator determinante na recupera\u00e7\u00e3o do paciente, um aliado no resgate da autoestima e da autoimagem, concedendo-lhe autonomia e responsabilidade pelo processo de recupera\u00e7\u00e3o, gerando o aflorar do compromisso e comprometimento dos envolvidos.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><b>Refer\u00eancias&nbsp;<\/b><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>\r\n<div>BALINT (1978) in BERWICK, &nbsp;Donald M. et alii. &nbsp;Melhorando a Qualidade dos Servi\u00e7os M\u00e9dicos, Hospitalares e da Sa\u00fade. &nbsp;S\u00e3o Paulo, Makron Books, 1995.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>CAMPOS, Terezinha C. Padis. &nbsp;Psicologia Hospitalar. &nbsp;S\u00e3o Paulo, EPU,2005.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>KANAANE, R. Comportamento Humano nas Organiza\u00e7\u00f5es: O Homem rumo ao s\u00e9culo XX. 2\u00aa ed.S\u00e3o Paulo: Atlas 2012.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>MENZIES (1990) in MIRSHAWKA, Vitor. &nbsp;Hospital: Fui bem atendido: a vez do Brasil. S\u00e3o Paulo.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>HAYNAL (1981) in REVISTA MEDICINA SOCIAL - Ano XIII, no. 144 - Maio\/98 (\u00d3rg\u00e3o Informativo da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Medicina de Grupo - Abrange). Consultei a revista.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>\r\n<div>Para contato:&nbsp;<\/div>\r\n<div>Roka Consultoria Em Gest\u00e3o de Pessoas<\/div>\r\n<div>Fone: (011) 2950-3230<\/div>\r\n<div>E-mail: roka@roka.com.br<\/div>\r\n<div>http: www roka.com.br<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>","protected":false},"featured_media":0,"template":"","class_list":["post-7547","materia","type-materia","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/materia\/7547","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/materia"}],"about":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/materia"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7547"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}