{"id":8047,"date":"2024-06-12T13:48:49","date_gmt":"2024-06-12T16:48:49","guid":{"rendered":"https:\/\/iph.org.br\/materia\/um-estudo-sobre-o-controle-arquitetonico-de-infeccoes-hospitalares-em-1980-caso-do-hospital-regional-de-chapeco-sc\/"},"modified":"2024-11-15T20:04:54","modified_gmt":"2024-11-15T23:04:54","slug":"um-estudo-sobre-o-controle-arquitetonico-de-infeccoes-hospitalares-em-1980-caso-do-hospital-regional-de-chapeco-sc","status":"publish","type":"materia","link":"https:\/\/iph.org.br\/en\/materia\/um-estudo-sobre-o-controle-arquitetonico-de-infeccoes-hospitalares-em-1980-caso-do-hospital-regional-de-chapeco-sc\/","title":{"rendered":"Um estudo sobre o controle arquitet\u00f4nico de infec\u00e7\u00f5es hospitalares em 1980: caso do Hospital Regional de Chapec\u00f3 &#8211; SC"},"content":{"rendered":"<p><strong>Resumo<\/strong><br \/>O presente artigo apresenta os primeiros resultados de uma pesquisa de mestrado que procura investigar as evolu\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas nos espa\u00e7os de sa\u00fade atrav\u00e9s de influ\u00eancias sociais, tecnol\u00f3gicas e legislativas. Parte do trabalho aqui apresentado busca exemplificar e ilustrar por meio de um estudo de caso como a Arquitetura Infecto-Preditiva se apresentava no Brasil entre 1974 e 1994. O recorte temporal deve-se ao fato de altera\u00e7\u00f5es legislativas federais terrem ocorrido no per\u00edodo impulsionadas por respaldos t\u00e9cnicos que questionaram e transformaram os paradigmas existentes. O Hospital Regional de Chapec\u00f3, desenhado por Irineu Breitman em 1980, \u00e9 analisado por meio de marca\u00e7\u00f5es e releitura das plantas de projeto e aponta as estrat\u00e9gias projetuais aplicadas no ambiente constru\u00eddo a fim de conter a propaga\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as. Por meio do estudo questiona-se as solu\u00e7\u00f5es aplicadas em cada situa\u00e7\u00e3o, nem sempre sendo poss\u00edvel compreender as t\u00e9cnicas de projeto utilizadas.&nbsp;<br \/><br \/><strong>Palavras-chaves: <\/strong><br \/>arquitetura hospitalar, arquitetura infecto-preditiva, partido arquitet\u00f4nico.<\/p>\r\n<p><br \/>Desde o surgimento de ambientes hospitalares foram in\u00fameras as mudan\u00e7as ocorridas em fun\u00e7\u00e3o de diferentes fatores provenientes de diversas \u00e1reas do conhecimento. Ao longo da hist\u00f3ria o espa\u00e7o de sa\u00fade melhorou significativamente alterando consequentemente o espa\u00e7o arquitet\u00f4nico hospitalar. Essas mudan\u00e7as ocorreram em fun\u00e7\u00e3o de novos princ\u00edpios e procedimentos m\u00e9dicos, assim como das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas, principalmente na \u00e1rea de sa\u00fade e da constru\u00e7\u00e3o civil. Mas, \u00e9 somente a partir da metade do s\u00e9culo XX que pode ser observado o in\u00edcio da formula\u00e7\u00e3o de normas brasileiras diretamente ligadas a forma\u00e7\u00e3o destes ambientes.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Estas normas surgiram com a necessidade de gerar uma padroniza\u00e7\u00e3o m\u00ednima em alguns ambientes do hospital para que este pudesse oferecer a melhor ergonomia e fluxograma aos pacientes e corpo cl\u00ednico. Elas refletiam as \"boas pr\u00e1ticas\" paulatinamente constru\u00eddas e elencadas, al\u00e9m dos saberes m\u00e9dicos de cada \u00e9poca.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Dentro destas reflex\u00f5es vistas em normativas hospitalares no Brasil, destacamos aqui a&nbsp;<b>Norma de Constru\u00e7\u00e3o e Instala\u00e7\u00e3o do Hospital Geral,<\/b>&nbsp;publicada pelo Governo Federal em 1974, que trouxe aos registros legais a preocupa\u00e7\u00e3o quanto o controle das infec\u00e7\u00f5es de cunho hospitalar.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Ao longo do s\u00e9culo XX houve uma s\u00e9rie de momentos importantes na mudan\u00e7a de paradigmas quanto ao controle de cont\u00e1gios e infec\u00e7\u00f5es hospitalares. Por exemplo, na decada de 1970 a norma indicava aos profissionais: \"Evitar o cruzamento de trafego limpo e contaminado\" (BRASIL, 1974, p.5). Essa sugest\u00e3o referia-se ao uso de corredores apelidados de \"sujos e limpos\", os quais controlavam, por exemplo, a entrada de roupa limpa no ambiente, e a sa\u00edda de res\u00edduos por outro caminho. Assim eram projetados os setores contendo salas de cirurgias e enfermarias. Na d\u00e9cada de 1970 a presen\u00e7a de dois corredores de circula\u00e7\u00e3o era uma instru\u00e7\u00e3o forte para o projeto e provocava um aumento das \u00e1reas de circula\u00e7\u00e3o em qualquer planta hospitalar.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Em 1994 \u00e9 lan\u00e7ada a nova publica\u00e7\u00e3o legislativa federal, que aborda projetos f\u00edsicos de estabelecimentos assistenciais de sa\u00fade, quando j\u00e1 era de conhecimento geral que as quest\u00f5es de cont\u00e1gio poderiam ser controladas com higiene adequada, atrav\u00e9s da assepsia. Este conhecimento come\u00e7a a surgir em 1980 quando passa-se a preticar, com os restritos conhecimentos da \u00e9poca, a chamada Arquitetura Infecto-Preditiva (BRASIL, 1995) que dialogava com os procedimentos m\u00e9dicos na busca pelo aperfei\u00e7oamento da cura e da preven\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00f5es hospitalares.<\/p>\r\n<p>A Arquitetura Infecto-Preditiva buscava hospitais mais seguros, muitas vezes sem ter um aprofundado embasamento cientifico. A Arquitetura Infecto-Preditiva foi o nome dado as a\u00e7\u00f5es impostas pela normativa de 1974, como as salas de cirurgia s\u00e9ptica, bloco cir\u00fargico de corredor duplo, elevadores e monta-cargas privativos para transporte de material \"sujo\", isto \u00e9, potencialmente infeccioso, entre outros.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Em 1980 a consolida\u00e7\u00e3o da preven\u00e7\u00e3o da infec\u00e7\u00e3o hospitalar \u00e9 reformulada. A partir deste ponto, atrav\u00e9s de publica\u00e7\u00f5es mundiais, o entendimento da Arquitetura Infecto-Preditiva come\u00e7a a ser alterado. Os documentos oficiais se referiam as pr\u00e1ticas anteriores como \"rituais m\u00e1gicos in\u00fateis que apenas oneram os custos hospitalares\" que seriam desmascarados pela nova norma baseada em descobertas t\u00e9cnicas e cient\u00edficas (BRASIL, 1995, p.15).<\/p>\r\n<p>Foi na d\u00e9cada de 1980 que, as Precau\u00e7\u00f5es Universais (PU), os Procedimentos de Seguran\u00e7a e a ado\u00e7\u00e3o das Barreiras Individuais (luvas, avental, m\u00e1scara e \u00f3culos de prote\u00e7\u00e3o) se tornaram rotina aos funcion\u00e1rios e p\u00fablico presente em Espa\u00e7os Assistenciais a Sa\u00fade (EAS). Com o entendimento e compreens\u00e3o das a\u00e7\u00f5es de seguran\u00e7a individual nesses espa\u00e7os, a Arquitetura Hospitalar passa a ser colaborativa - e n\u00e3o mais decisiva, provendo o ambiente da forma necess\u00e1ria para que essas a\u00e7\u00f5es aconte\u00e7am:&nbsp;<\/p>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>(...) um lavat\u00f3rio-pia, por quarto, sem d\u00favida, constitui s\u00f3lido suporte \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o da nova tend\u00eancia assistencial; assim como: torneira de \u00e1gua acionada por comando de p\u00e9 ou por outro meio, capaz de liberar as m\u00e3os e preserv\u00e1-las de contamina\u00e7\u00e3o; e, ainda, a provis\u00e3o de espa\u00e7o, sob o lavat\u00f3rio- pia, para o posicionamento de porta-saco pl\u00e1stico para roupa suja, de porta-saco pl\u00e1stico para res\u00edduos s\u00f3lidos e de recipiente s\u00f3lido para o recolhimento seguro de agulhas de inje\u00e7\u00e3o servidas e, de outros p\u00e9rfuro-cortantes; completam os apoios requeridos: prateleiras elevadas, sobre o lavat\u00f3rio-pia, para a guarda e pronto-uso, sempre \u00e0 m\u00e3o, das \"barreiras individuais\" (luvas, m\u00e1scara, avental e outros). Os elevadores e monta-cargas s\u00e3o os meios usuais para o transporte da roupa; quando ensacada e acondicionada, em carros fechados, n\u00e3o requer precau\u00e7\u00f5es ou seguran\u00e7a adicionais; a recomenda\u00e7\u00e3o de que o transporte seja feito por elevadores, preferentemente destinados a servi\u00e7os, ou que n\u00e3o conduzam pacientes concomitantemente, s\u00e3o ditadas, apenas, por raz\u00f5es de \"humaniza\u00e7\u00e3o\" e disciplina (BRASIL, 1995, p.32).<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<p>Baseado nisso, o presente artigo apresenta uma an\u00e1lise do Hospital Regional de Chapec\u00f3, apoiando-se em demarca\u00e7\u00f5es e releitura do projeto arquitet\u00f4nico, bem como respaldado pelas cren\u00e7as e legisla\u00e7\u00f5es vigentes na \u00e9poca para o melhor entendimento. A escolha desta arquitetura, assinada por Irineu Breitman, se justifica por sua data de concep\u00e7\u00e3o, 1980. Foi um projeto hospitalar orientado legalmente pela normativa restrita de 1974 e executado em um momento de transi\u00e7\u00f5es de conhecimento a respeito da arquitetura hospitalar infecto-preditiva.&nbsp;<\/p>\r\n<p>O material aqui utilizado faz parte de uma pesquisa mais ampla, onde posteriormente \u00e9 acrescentado novo estudo de caso que representa o pensamento arquitet\u00f4nico posterior a norma de 1994. Nosso objetivo neste momento \u00e9 ilustrar e entender como estes conhecimentos e normas eram traduzidos ao espa\u00e7o arquitet\u00f4nico hospitalar, considerando suas peculiaridades.<\/p>\r\n<p><strong>O Hospital Regional de Chapec\u00f3<br \/><\/strong>O autor do projeto aqui apresentado e estudado \u00e9 Irineu Breitman, que fundou em 1970 o escrit\u00f3rio HOSPLAN, posteriormente denominado HOSPITASA, e foi o escrit\u00f3rio respons\u00e1vel pelo projeto do Hospital Regional de Chapec\u00f3. A equipe, al\u00e9m de Irineu, era complementada com mais dois arquitetos e um m\u00e9dico consultor. Seus projetos apresentaram caracter\u00edsticas bem marcantes e vistas em outros projetos de Irineu: predomin\u00e2ncia do partido horizontal e a prioridade para ventila\u00e7\u00e3o e insola\u00e7\u00e3o naturais (VICENTE, 2018).&nbsp;<\/p>\r\n<p>Localizado na cidade de Chapec\u00f3, oeste do estado de Santa Catarina, o Hospital Regional de Chapec\u00f3 iniciou sua constru\u00e7\u00e3o em 1982, inaugurando em outubro de 1986 com 60 leitos dispon\u00edveis. Atualmente, o complexo \u00e9 nomeado como Hospital Regional do Oeste. Conforme constatado na an\u00e1lise dos desenhos t\u00e9cnicos de arquitetura no projeto de Irineu Breitman, o desenho original de 1980 contou com 6 pavimentos principais, ocupando um terreno de aproximadamente 35 mil metros quadrados.&nbsp;<\/p>\r\n<p>O s\u00edtio de implanta\u00e7\u00e3o apresentava-se com uma inclina\u00e7\u00e3o de 15% no eixo leste-oeste. Para dispor 6 pavimentos, Breitman utilizou-se de 5 plat\u00f4s - inseridos nas cotas 126, 122, 118, 112 e 107 (figura 01). Atrav\u00e9s dos plat\u00f4s, Breitman nomeia seu partido de projeto como&nbsp;<i>vertical-escalonado<\/i>, conectando os pavimentos por meio do n\u00facleo r\u00edgido (elevadores e escadas) e possibilitando acessos diretos a cada \u00e1rea.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Na figura 02 \u00e9 poss\u00edvel verificar os cortes realizados nos terrenos e o assentamento de cada pavimento. Pelo corte 2 e 3 nota-se que o bloco leste do quarto pavimento fica parcialmente enterrado. Bretiman justifica: \"A necessidade de prover a maioria destes servi\u00e7os com ar condicionado foi explorada colocando em piso com menor possibilidade de ilumina\u00e7\u00e3o e ventila\u00e7\u00e3o.\", refere-se aos servi\u00e7os cir\u00fargicos e de tratamento intensivo, como ser\u00e1 mostrado no estudo individual do pavimento.&nbsp;<\/p>\r\n<p>O primeiro pavimento abriga centrais de caldeiras e ar condicionado. Tem acesso direto pela Rua Israel e apoia-se sobre o plat\u00f4 de cota 107.&nbsp; Conta ainda com acesso direto de ve\u00edculos at\u00e9 a garagem e acessos individuais aos demais ambientes. Em depoimento coletado para a pesquisa de disserta\u00e7\u00e3o, Lucio Breitman - filho de Irineu - destacou que a dificuldade imposta pela alta declividade do terreno possibilitou a implanta\u00e7\u00e3o de galerias subterr\u00e2neas abaixo do pavimento t\u00e9rreo, as quais permitiam o acesso e manuten\u00e7\u00e3o aos demais pavimentos de uma forma mais f\u00e1cil e r\u00e1pida.<\/p>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:162101415616210141560321869447.jpg\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\">Fonte: Acervo IPH, 1980. Adaptado pela autora.<\/div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 01.<\/strong> Implanta\u00e7\u00e3o do Hospital Regional de Chapec\u00f3&nbsp;<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:1621014157162101415780346057.png\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\">Fonte: Acervo IPH, 1980. Alterado pela autora.&nbsp;<\/div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 02.<\/strong> Cortes esquem\u00e1ticos dos plat\u00f4s implantados no terreno, destaque 4\u00b0 pav.<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O segundo pavimento (figura 03) conta com um acesso de funcion\u00e1rios pela fachada norte, outro acesso de servi\u00e7o na fachada sul e um terceiro acesso destinado ao p\u00fablico geral localizado na fachada leste. O bloco esquerdo conta com servi\u00e7os gerais de administra\u00e7\u00e3o e \u00e1rea de interna\u00e7\u00e3o. A liga\u00e7\u00e3o com os demais pavimentos ocorre nesse mesmo bloco por meio de uma escada enclausurada e tr\u00eas elevadores. A separa\u00e7\u00e3o de fluxos \u00e9 realizada pela localiza\u00e7\u00e3o dos acessos e a distribui\u00e7\u00e3o dos ambientes internos, que criam uma barreira e<\/div>\r\n<div>conduzem o p\u00fablico.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:162101415916210141599822848169.jpg\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\">Fonte: Acervo IPH, 1980. Adaptado pela autora.&nbsp;<\/div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 03.<\/strong> Segundo pavimento do Hospital Regional de Chapec\u00f3<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>O bloco da direita abriga os servi\u00e7os de lavanderia, cozinha, lact\u00e1rio, manuten\u00e7\u00e3o e almoxarifado. \u00c9 nesse bloco que as principais cren\u00e7as da \u00e9poca come\u00e7am a aparecer por meio do projeto arquitet\u00f4nico.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Ainda que j\u00e1 dotados de alguns avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos e conhecimentos acerca dos processos m\u00e9dicos, os hospitais da d\u00e9cada de 1980 ainda atribu\u00edam as solu\u00e7\u00f5es arquitet\u00f4nicas a responsabilidade da preven\u00e7\u00e3o. Essas solu\u00e7\u00f5es exerciam o papel da&nbsp;<i>manuten\u00e7\u00e3o preditiva<\/i>. O termo utilizado por Karman (2011) anos depois, diz respeito a a\u00e7\u00e3o de antecipar, e executar uma arquitetura que previna e antecipe os fatos t\u00e3o temidos na \u00e9poca.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Um exemplo desta cren\u00e7a no Brasil aparece em 1972, com Jarbas Karman quando define a lavanderia como \"uma esta\u00e7\u00e3o central receptora e distribuidora de germens.\" (KARMAN, 1972, p.59). E em 1976, a American Hospital Association publica a terceira edi\u00e7\u00e3o do&nbsp;<i>Controle de infec\u00e7\u00f5es no hospital&nbsp;<\/i>e a respeito da lavanderia, \u00e9 afirmado: \"Al\u00e9m da sala para separa\u00e7\u00e3o e estocagem, a lavanderia precisa ter salas separadas para o processamento, estocagem limpa e costura da roupa, para instala\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e para um escrit\u00f3rio.\" (AMERICAN, HOSPITAL ASSOCIATION, 1976, p.59).<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O fluxo citado pela&nbsp;<i>American Hospital Association<\/i>&nbsp;pode ser observado na marca\u00e7\u00e3o da figura 03, que ocorre pelo acesso, seguido pela lavagem de carros de transporte da roupa suja, por meio de uma sala isolada do contato com as demais zonas da lavanderia. Entre a separa\u00e7\u00e3o e a finaliza\u00e7\u00e3o da lavagem n\u00e3o acontecem trocas diretas entre agentes f\u00edsicos, apenas por meio das lavadoras de porta dupla.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>A sala de finaliza\u00e7\u00e3o de lavagem contempla uma antessala de controle, centrifugas, secadoras, calandras, prensas, passagem e nova sala de controle. O fluxo acontece da esquerda para a direita, e antes de chegar na rouparia para nova distribui\u00e7\u00e3o passa ainda pela \u00e1rea de costura. Esse fluxo e distribui\u00e7\u00e3o faz a composi\u00e7\u00e3o do sistema de barreira, delimitando \u00e1rea contaminada e \u00e1rea desinfetada (n\u00fameros 01 e 02 respectivamente) (BRASIL, 1995).&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>No lact\u00e1rio e na cozinha, a ideia do sistema de barreiras se repete. Existe um ambiente de recep\u00e7\u00e3o dos carrinhos \"contaminados\", que seguem a distribui\u00e7\u00e3o de lou\u00e7as sujas para outro ambiente e realizam a sa\u00edda para distribui\u00e7\u00e3o por outro acesso, o \"limpo\".&nbsp; Karman (2011) descreveu as salas que comp\u00f5em a \u00e1rea da cozinha pelo sistema de barreiras e j\u00e1 acontecia em 1980:&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>Sob o aspecto do planejamento f\u00edsico, o sistema convencional contempla os seguintes ambientes e componentes, sujeitos a pequenas varia\u00e7\u00f5es: plataforma destinada \u00e0 carga e descarga; \u00e1rea de recep\u00e7\u00e3o e inspe\u00e7\u00e3o de g\u00eaneros e utens\u00edlios; \u00e1rea de armazenamento; \u00e1rea de c\u00e2maras frigor\u00edficas; sala de nutricionistas; sanit\u00e1rios; dep\u00f3sito de material de limpeza; sala de recolhimento de res\u00edduos; \u00e1reas para preparo de alimentos; \u00e1reas para coc\u00e7\u00e3o; \u00e1rea para prepara\u00e7\u00e3o de dietas; \u00e1rea para desjejum e lanches; \u00e1rea para distribui\u00e7\u00e3o; \u00e1rea para lavagem de lou\u00e7as, talheres e bandejas; \u00e1rea para lavagem e guarda de panelas; \u00e1rea para lavagem de carrinhos; refeit\u00f3rios, lanchonete para o p\u00fablico para mordiscos (snacks) e lanchonete para doares de sangue; lact\u00e1rio; sala para nutri\u00e7\u00e3o enteral (KARMAN, 2011, p.352).&nbsp;<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<div>O terceiro pavimento (figura 04), o primeiro da torre de interna\u00e7\u00f5es, representa a menor \u00e1rea. Abriga a interna\u00e7\u00e3o geral e o isolamento, o que levanta alguns questionamentos sobre as barreiras utilizadas em projeto. Na figura, observa-se o pontilhado com flechas delimitando a \u00e1rea de&nbsp;<i>Interna\u00e7\u00e3o geral-isolamento&nbsp;<\/i>a esquerda e, a \u00e1rea de<i>&nbsp;Interna\u00e7\u00e3o de cl\u00ednica m\u00e9dica<\/i>&nbsp;a direita.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:162101415616210141566438816277.jpg\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\">Fonte: Acervo IPH, 1980. Adaptado pela autora.&nbsp;<\/div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 04.<\/strong> Terceiro pavimento do Hospital Regional de Chapec\u00f3<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>A \u00e1rea de&nbsp;<i>Interna\u00e7\u00e3o geral-isolamento<\/i>&nbsp;conta com quatro enfermarias de tr\u00eas leitos cada e dois quartos semi-privativos, dois leitos cada. Essa \u00e1rea \u00e9 atendida pelo posto de enfermagem central, sala de exames, prescri\u00e7\u00e3o m\u00e9dica e copa suja e limpa (n\u00famero 01). \u00c9 interessante notar que o mesmo atendimento ocorre na ala de<i>&nbsp;Interna\u00e7\u00e3o de cl\u00ednica m\u00e9dica<\/i>, por\u00e9m n\u00e3o se repete no isolamento: os 14 quartos de isolamento - um leito, s\u00e3o atendidos apenas por um posto de dimens\u00f5es menores e uma copa (n\u00famero 02), sem separa\u00e7\u00e3o entre \u00e1rea suja e limpa.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Mezomo (197?), na d\u00e9cada de 70, exemplificou tr\u00eas tipos de sistemas de distribui\u00e7\u00e3o de refei\u00e7\u00f5es encontrados em hospitais: sistemas descentralizado, centralizado e misto. O sistema descentralizado consistia basicamente no preparo da refei\u00e7\u00e3o na cozinha, e posterior distribui\u00e7\u00e3o em carros t\u00e9rmicos, apoiando-se em copas extras locadas em cada unidade de interna\u00e7\u00e3o, para separar as por\u00e7\u00f5es e identificar as bandejas. O sistema centralizado dispensava o uso de copas, preparando, armazenando e acondicionando as refei\u00e7\u00f5es dentro da cozinha, saindo apenas para distribui\u00e7\u00e3o direta aos quartos. O sistema misto \u00e9 definido como:<\/div>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>Pode ser o sistema, por exemplo, onde as dietas sobem porcionadas e identificadas da cozinha, sendo que a montagem das bandejas \u00e9 feita na pr\u00f3pria copa.&nbsp;<br \/><b>Ou ent\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o descentralizada para pacientes com dieta geral e distribui\u00e7\u00e3o centralizada para pacientes com dietas especiais, permitindo maior supervis\u00e3o na \u00faltima.<\/b>&nbsp;<br \/>Outra modalidade, seria a distribui\u00e7\u00e3o centralizada dos alimentos frios e descentralizada dos alimentos quentes (MEZOMO, 197?, p. 112Grifo nosso).<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<div>Esta op\u00e7\u00e3o em destaque, apresentada por Mezomo (197?), pode explicar o porqu\u00ea do uso irregular das copas sujas e limpas presentes no projeto. Por exemplo, o terceiro pavimento cont\u00e9m copas sujas e limpas para atender aos quartos e enfermarias, mas cont\u00e9m apenas uma copa - sem defini\u00e7\u00e3o - para atender aos quartos de isolamento. Isto poderia ser justificado pensando que, os alimentos destinados aos pacientes em isolamento, saem da cozinha e destinam-se direto aos quartos, sem passar por um processo de finaliza\u00e7\u00e3o ou armazenamento, na copa limpa. A copa destinada ao atendimento desta ala deve proporcionar um apoio, se necess\u00e1rio, ou apenas receber os pratos sujos.&nbsp;&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O mesmo ser\u00e1 notado no sexto pavimento, onde a ala de interna\u00e7\u00e3o infantil \u00e9 composta apenas por uma copa, sem defini\u00e7\u00f5es. Mezomo (197?) destaca a import\u00e2ncia no cuidado de preparo e transporte de mamadeiras, destacando que o manuseio das mamadeiras deve ser o m\u00ednimo poss\u00edvel. Pelas an\u00e1lises de projeto aqui realizadas, entende-se que Irineu aplicou no Hospital Regional de Chapec\u00f3, o uso do sistema misto. Estas informa\u00e7\u00f5es foram aqui expostas para de alguma forma responder ao questionamento quanto as solu\u00e7\u00f5es de projeto empregadas.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Outro questionamento se faz quanto ao acesso aos pacientes isolados, uma vez que existe uma \u00e1rea de transfer\u00eancia no corredor principal e outro acesso por um segundo corredor. Essas entradas secundarias para os quartos de isolamento s\u00f3 acontece em um dos lados do pavimento, deixando 6 quartos sem janelas. Ainda, n\u00e3o apresenta nenhuma barreira f\u00edsica, que pudesse indicar uma passagem permitida apenas a pessoas autorizadas.&nbsp; O desenho permite entender que esse corredor cria dois acessos aos quartos. Nesses quartos de isolamento \u00e9 utilizado uma antessala, o que segundo a American Hospital Association, descartaria o uso de corredores extras:&nbsp;<\/div>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>3) uma ante-sala com pia, arm\u00e1rios para aventais limpos e outros materiais, e espa\u00e7o para um recipiente de materiais sujos. Essa ante-sala facilita a implementa\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas de isolamento sem necessidade de se usar o corredor. A figura 5 mostra a planta de uma sala de isolamento com ante-sala (AMERICAN HOSPITAL ASSOCIATION, 1976, p.79).&nbsp;<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<div>O terceiro pavimento \u00e9 ainda, o \u00fanico que cont\u00e9m uma sa\u00edda de emerg\u00eancia, localizada na fachada sul, com acesso direto a \u00e1rea externa. Sobre as rotas de fuga e sa\u00eddas de emerg\u00eancia, a \"Normas e Especifica\u00e7\u00f5es Contra Inc\u00eandios\", publicada em 1979 pelo Corpo de Bombeiros Militares de Santa Catarina especificava:&nbsp;<\/div>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>Art. 141 - O n\u00famero de Escadas Enclausuradas dos edif\u00edcios para outros usos, ser\u00e1 calculado em fun\u00e7\u00e3o das seguintes condi\u00e7\u00f5es:<br \/>a) Edif\u00edcios com mais de 30 (trinta) metros de altura, devem ser providos de 2 (duas) escadas;<br \/>b) A \u00e1rea do pavimento para uma \u00fanica Escada Enclausurada n\u00e3o poder\u00e1 ser maior do que 500 (quinhentos) m2.<br \/>c) A dist\u00e2ncia m\u00e1xima a percorrer entre o ponto mais afastado e a porta de entrada da antec\u00e2mara ser\u00e1 de 35 (trinta e cinco) metros, medida dentro do per\u00edmetro do edif\u00edcio; (SANTA CATARINA, 1979).<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<div>Ainda no sobre o terceiro pavimento - que inicia a torre de interna\u00e7\u00e3o - \u00e9 interessante notar o que Lucio Breitman destacou como a import\u00e2ncia dada por Breitman quanto a \"<i>forma e fun\u00e7\u00e3o<\/i>\" da estrutura. A utiliza\u00e7\u00e3o da malha de 1,20 x 1,20m por todo o projeto, aplica-se inclusive no dimensionamento dos quartos e loca\u00e7\u00e3o de n\u00famero de leitos. O arquiteto utilizava-se sempre de 1 malha ou meia malha, e dependia do n\u00famero de pacientes a serem abrigados no quarto. As enfermarias, com 3 leitos possuem dimens\u00e3o aproximada de 8,40m, enquanto que os quartos de dois leitos possuem 6m de comprimento. Esta forma rigorosa de seguir os valores estipulados em sua malha permitiu um aproveitamento total do espa\u00e7o, sem desperd\u00edcios ou super dimensionamento dos apartamentos e ainda proporcionou a fachada da torre de interna\u00e7\u00e3o um jogo de volumes e ritmo muito interessante. A sugest\u00e3o da ado\u00e7\u00e3o desta dimens\u00e3o de malha vai ser tratada anos depois pela norma RDC publicada em 2002.&nbsp;&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O quarto pavimento (figura 05), \u00e9 onde se v\u00ea a extens\u00e3o do edif\u00edcio em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 Rua Madri, atual Rua Montevid\u00e9u (fachada leste). Nesse pavimento repete-se a torre de interna\u00e7\u00e3o, abrigando a&nbsp;<i>Interna\u00e7\u00e3o Obst\u00e9trica Ginecol\u00f3gica<\/i>&nbsp;com capacidade de 30 leitos, e a&nbsp;<i>Interna\u00e7\u00e3o Obst\u00e9trica com \"rooming in\"<\/i>&nbsp;contemplando 42 leitos. Al\u00e9m da torre de interna\u00e7\u00e3o, o pavimento conta ainda com centro cir\u00fargico e obst\u00e9trico, ber\u00e7\u00e1rio, unidades de recupera\u00e7\u00e3o e tratamento intensivo e centro de material esterilizado.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>A transi\u00e7\u00e3o de uma ala a outra \u00e9 conectada por uma sala de estar, que se entende como \u00e1rea de espera destinada aos acompanhantes com entes queridos em cirurgia. A localiza\u00e7\u00e3o desta \u00e1rea \u00e9 justificada por\u00e9m invasiva, uma vez que para acessar o centro cir\u00fargico, pacientes e equipe m\u00e9dica transitam livremente pelo espa\u00e7o sem barreiras f\u00edsicas.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:162101415916210141593361607436.jpg\" \/><\/div>\r\n<div style=\"text-align: center;\">Fonte: Acervo IPH, 1980. Adaptado pela autora.&nbsp;<\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 05 . <\/strong>Quarto pavimento do Hospital Regional de Chapec\u00f3<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O fluxo principal acontece pelo corredor \"sujo\" que contempla a passagem de mulheres em trabalho de parto, pacientes cir\u00fargicos e pacientes com necessidade de tratamento intensivo. O acesso dos pacientes ao corredor cir\u00fargico passa por duas \u00e1reas de transfer\u00eancia. Quando n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio a transfer\u00eancia para a UTI, o fluxo das salas de parto e salas de cirurgia \u00e9 direto para a sala de recupera\u00e7\u00e3o. Cada acesso e sa\u00edda, possui \u00e1reas de transfer\u00eancia. Karman descreve essas \u00e1reas como pontos de separa\u00e7\u00e3o entre um fluxo e outro:<\/div>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>4. Sala de Transfer\u00eancia: A cama ou maca em que o paciente \u00e9 trazido do seu quarto, alberga e coleta pelo caminho consider\u00e1vel quantidade de bact\u00e9rias que n\u00e3o podem penetrar nas salas de cirurgia. \u00c9 preciso, portanto, que na sala de transfer\u00eancia, situada na entrada do conjunto cir\u00fargico (e obst\u00e9trico), o paciente limpo seja transferido de seu leito para uma maca desinfetada, totalmente limpa e tratada com fixadores de fiapos (KARMAN, 1972).&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<p>O centro obst\u00e9trico se organiza atrav\u00e9s do acesso por meio da sala de preparo, salas de trabalho de parto e salas de parto. Enquanto as m\u00e3es s\u00e3o transferidas a sala de recupera\u00e7\u00e3o, os bebes s\u00e3o levados a um dos quatro ber\u00e7\u00e1rios que o hospital disponibiliza: observa\u00e7\u00e3o, infectados, patol\u00f3gicos e sem patogenias. O ber\u00e7\u00e1rio para bebes sem patogenias abre uma janela ao corredor de passagem dos pacientes para contempla\u00e7\u00e3o de parentes e visitantes.&nbsp;<\/p>\r\n<p>O fluxo m\u00e9dico acontece pelo corredor direito, e leva direto as salas preparat\u00f3rias para cirurgia. Para realiza\u00e7\u00e3o de cirurgia infectada, existe uma sala preparat\u00f3ria a equipe m\u00e9dica. O corredor \"limpo\" destinados aos m\u00e9dicos e enfermeiros leva ao segundo acesso das salas cir\u00fargicas.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Desde 1995 o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade j\u00e1 fazia ampla divulga\u00e7\u00e3o de que a localiza\u00e7\u00e3o de salas cir\u00fargicas deveria ocorrer entre dois corredores: \"em nada contribui para melhorar a assepsia do bloco cir\u00fargico; podendo, pelo contr\u00e1rio, prejudic\u00e1-la pela introdu\u00e7\u00e3o de mais um acesso; \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica e operacionalmente onerosa e sem justificativa t\u00e9cnica\" (BRASIL, 1995, p.57). O contato da equipe m\u00e9dica com o paciente durante horas dentro do mesmo espa\u00e7o, e o \"despacho\" do mesmo juntamente com os materiais e roupas sujas, em nada anula a limpeza do corredor por onde passar, desde que tudo esteja acondicionado dentro da t\u00e9cnica preconizada (BRASIL, 1995).&nbsp;<\/p>\r\n<p>O quinto (figura 06) e maior pavimento, abriga al\u00e9m do setor de interna\u00e7\u00e3o m\u00e9dico cir\u00fargica, o espa\u00e7o de consultas, fisioterapia, exames, laborat\u00f3rio, patologia, servi\u00e7o de emerg\u00eancia e conforto m\u00e9dico. O bloco da torre de interna\u00e7\u00e3o no quinto pavimento, conta com 68 leitos divididos entre enfermarias, quartos e apartamentos privativos. A conex\u00e3o com o segundo bloco \u00e9 feita pela capela.<\/p>\r\n<p>Esse \u00e9 o \u00faltimo pavimento que faz contato direto com o logradouro, o que permitiu, al\u00e9m da maior extens\u00e3o e agrupamento de servi\u00e7os, a loca\u00e7\u00e3o de diversos acessos. Os tr\u00eas acessos da fachada leste s\u00e3o para o servi\u00e7o de Bar, entrada geral de exames e consultas, e acesso\/sa\u00edda do necrot\u00e9rio (da esquerda para direita). Os tr\u00eas outros acessos, localizados na fachada sul, levam ao hemocentro, a emerg\u00eancia e ao conforto m\u00e9dico (de cima para baixo).&nbsp;<\/p>\r\n<p>A entrada geral divide o fluxo para tr\u00eas op\u00e7\u00f5es: consultas, fisioterapia e servi\u00e7o social; \u00e1rea de patologia cl\u00ednica; ou ainda as salas de exames. A planta do quinto pavimento organiza os fluxos como no segundo pavimento: pela distribui\u00e7\u00e3o dos ambientes.&nbsp;<\/p>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:162101415716210141570977690499.jpg\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\">&nbsp;Fonte: Acervo IPH, 1980. Adaptado pela autora.&nbsp;<\/div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 06.&nbsp;<\/strong> Quinto pavimento do Hospital Regional de Chapec\u00f3<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Todos os fluxos aos consult\u00f3rios m\u00e9dicos levam a uma sala de espera, tendo a sala de consulta dois acessos. O m\u00e9dico entra pelo corredor que vem direto da \u00e1rea de conforto. Al\u00e9m dos consult\u00f3rios, todas as salas de exames tamb\u00e9m possuem entradas separadas, com exce\u00e7\u00e3o dos eletros, uma vez que s\u00e3o exames realizados por t\u00e9cnicos.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O acesso dos pacientes ao servi\u00e7o de emerg\u00eancia ocorre somente pela fachada sul, e o acesso da equipe m\u00e9dica acontece pelo longo corredor que divide \u00e1rea de exames e emerg\u00eancia. Tamb\u00e9m nessa \u00e1rea localiza-se um vazio, que permite loca\u00e7\u00e3o de janelas e a ventila\u00e7\u00e3o natural nos quartos da equipe m\u00e9dica.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O sexto pavimento, seguido pela casa de maquinas, fecha o bloco da torre. Nele (figura 07) concentra-se a unidade de interna\u00e7\u00e3o pedi\u00e1trica, que se subdivide em&nbsp;<i>sub unidade A<\/i>&nbsp;e&nbsp;<b>sub unidade B<\/b>. A sub unidade A, ao lado esquerdo, conta com 4 enfermarias de 0 a 2 anos, com 6 leitos cada. Essas enfermarias s\u00e3o acompanhadas por dois postos de enfermagem. Existem ainda 3 quartos privativos, de 0 a 2 anos com acomoda\u00e7\u00e3o para acompanhante. A subunidade B contem enfermarias de 2 a 7 anos, enfermarias de 7 a 12 anos e quartos semi-privativos para idades entre 7 e 12 anos. Cada enfermaria de 2 a 7 anos conta com um posto individual, e os demais s\u00e3o comandados por&nbsp;<\/div>\r\n<div>um posto central.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:162101415516210141555548247246.jpg\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\">&nbsp;Fonte: Acervo IPH, 1980. Adaptado pela autora.&nbsp;<\/div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 07.&nbsp;<\/strong> Sexto pavimento do Hospital Regional de Chapec\u00f3<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>A copa desse pavimento tamb\u00e9m se apresenta apenas como um ambiente \u00fanico, sem reparti\u00e7\u00e3o de ala suja e limpa. Al\u00e9m desta incerteza sobre os ambientes, questiona-se o porqu\u00ea da aus\u00eancia de quartos destinados a pacientes de 2 a 7 anos. O andar ainda conta com uma \u00e1rea de recrea\u00e7\u00e3o e \u00e1rea externa, caracterizada tamb\u00e9m como sa\u00edda de emerg\u00eancia.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Quanto as solu\u00e7\u00f5es de insola\u00e7\u00e3o e ventila\u00e7\u00e3o aplicadas no projeto, Breitman afirma: \"O posicionamento das unidades de interna\u00e7\u00e3o, com os quartos dos pacientes voltados para leste e oeste, permitir\u00e1 insola\u00e7\u00e3o adequada.\".&nbsp; Sabe-se que em projetos, o sol oeste normalmente \u00e9 evitado, barrado ou controlado por meio de estrat\u00e9gias diversas. A cidade de Chapec\u00f3 est\u00e1 localizada em uma regi\u00e3o de clima frio, sendo justificado em alguns momentos os ambientes com face a oeste para que o calor da tarde permane\u00e7a no ambiente durante a noite. Por\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 em projeto nenhuma estrat\u00e9gia utilizada para o controle, mesmo que pontual, desta insola\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Nas figuras 04, 05, 06 e 07, \u00e9 poss\u00edvel observar as varia\u00e7\u00f5es do posicionamento da torre de interna\u00e7\u00e3o, contudo a prote\u00e7\u00e3o do sol oeste \u00e9 nula. A fachada oeste cont\u00e9m grande quantidade de aberturas nesta dire\u00e7\u00e3o, novamente sem nenhuma prote\u00e7\u00e3o. A fachada norte, que em estudos \u00e9 a insola\u00e7\u00e3o que mais beneficia os ambientes, apresenta um n\u00famero m\u00ednimos de aberturas. Lucio destacou que a insola\u00e7\u00e3o e ventila\u00e7\u00e3o adequada dos ambientes sempre foi uma considera\u00e7\u00e3o importante em todos os projetos de Breitman, e acredita que a op\u00e7\u00e3o pela orienta\u00e7\u00e3o leste-oeste da torre de interna\u00e7\u00e3o justifique-se pelo clima frio da cidade.<br \/><br \/><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><\/div>\r\n<div>No momento do projeto do HRC, o modelo vertical j\u00e1 era amplamente aceito e replicado, inclusive no Brasil. Por\u00e9m, al\u00e9m de caracter\u00edsticas e prefer\u00eancias pessoais do arquiteto chefe - Irineu Breitman, o s\u00edtio n\u00e3o favorecia um projeto totalmente vertical. Imagino que um \u00fanico volume de v\u00e1rios andares locado ao centro, ou pr\u00f3ximo a alguma das vias circundantes, iria prejudicar o desenvolvimento do projeto, limitar seu acesso, e desperdi\u00e7ar o grande espa\u00e7o dispon\u00edvel. Ainda que com limita\u00e7\u00f5es de desn\u00edvel, o escalonamento e distribui\u00e7\u00e3o dos setores permitiu que todas as \u00e1reas fossem atendidas e agrupadas por meio de um layout caracter\u00edstico de 1980.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>O HRC por sua vez, apresenta apenas um n\u00facleo r\u00edgido no projeto sem restri\u00e7\u00e3o de uso a funcion\u00e1rios ou acompanhantes. Deve-se considerar, no entanto, que embora o projeto ofere\u00e7a apenas uma op\u00e7\u00e3o de fluxo vertical, os seus dois maiores pavimentos - quarto e quinto- s\u00e3o compostos por uma planta horizontal, apoiados em plat\u00f4s e n\u00e3o totalmente sobrepostos, o que dificulta a inser\u00e7\u00e3o de mais op\u00e7\u00f5es para o tr\u00e2nsito vertical. Quest\u00f5es de or\u00e7amento tamb\u00e9m devem ser consideradas.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Ao ponderar sobre esta defici\u00eancia em oferta de escadas ou elevadores, a circula\u00e7\u00e3o critica interna tamb\u00e9m deve ser levada em conta. Como j\u00e1 apontado, espa\u00e7os como a cozinha, lact\u00e1rio, lavanderia, costura e centro cir\u00fargico eram classificados como espa\u00e7os cr\u00edticos, onde o cuidado com infec\u00e7\u00f5es era uma preocupa\u00e7\u00e3o constante. Considerar colocar outra op\u00e7\u00e3o de fluxo poderia interferir nesses cruzamentos cr\u00edticos.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Sobre as torres de interna\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 poss\u00edvel fazer uma an\u00e1lise com as ideias de Florence Nightingale e Tenon. Seus estudos aplicados aos pacientes internados em longos pavilh\u00f5es, com aberturas em ambas as fachadas e um maior distanciamento entre camas foram adaptadas no s\u00e9culo XX e permanecem nos projetos atuais.&nbsp;&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Pode-se dizer que uma releitura de seus estudos est\u00e1 aplicada as torres de interna\u00e7\u00e3o do projeto. Vejamos que, os pavimentos de interna\u00e7\u00e3o s\u00e3o compostos porpavilh\u00f5es longos, com acomoda\u00e7\u00e3o dos pacientes em ambos os lados, bem como as aberturas. As altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o a separa\u00e7\u00e3o por quartos e a descentraliza\u00e7\u00e3o dos postos de enfermagem.&nbsp;<\/div>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>Entretanto, para uma manuten\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e assist\u00eancia eficiente \u00e9 imprescind\u00edvel que os quartos sejam dispostos de ambos os lados dos corredores. Fachadas e corredores devem ser ocupados s\u00f3 por acomoda\u00e7\u00f5es de pacientes. \u00c9 bom sempre ter em vista que a mais compacta disposi\u00e7\u00e3o dos leitos corresponde ao menor percurso de servi\u00e7o (CYTRYNOWICZ, 2014).<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<div>As \u00e1reas de transfer\u00eancia, presentes no setor cir\u00fargico do HRC se tornaram obsoletas ap\u00f3s 1994, quando a legisla\u00e7\u00e3o n\u00e3o indica mais a necessidade de evitar o cruzamento de fluxos limpos e sujos. Esses espa\u00e7os eram destinados a troca de macas para manter o corredor \"limpo\" e livre de microrganismos causadores de infec\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o aos centros cir\u00fargicos, o HRC apresenta salas individuais para Anestesista e Enfermeira Chefe, que embora n\u00e3o caracterizem ambientes primordiais ao funcionamento deste espa\u00e7o, pode sugerir mais uma forma compactar o edif\u00edcio hospitalar, uma vez que a exclus\u00e3o de tais espa\u00e7os em nada prejudica o fluxo ou funcionamento da ala cir\u00fargica, pelo contr\u00e1rio, a torna mais compacta e restrita a acesso somente quando necess\u00e1rio.<\/div>\r\n<p><strong>Refer\u00eancias Biliogr\u00e1ficas<br \/><\/strong>AMERICAN HOSPITAL ASSOCIATION.&nbsp;<b>Controle de infec\u00e7\u00f5es no hospital.<\/b>&nbsp;S\u00e3o Paulo, SP: Sociedade Beneficente S\u00e3o Camilo, 1976. viii, 203 p.<\/p>\r\n<p>BRASIL, Minist\u00e9rio da Sa\u00fade.&nbsp;<b>Arquitetura na preven\u00e7\u00e3o de <\/b><b>Infec\u00e7\u00e3o hospitalar<\/b>. 1995.&nbsp; Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.anvisa.gov.br\/servicosaude\/manuais\/infeccao.pdf&gt; Acesso 28\/02\/2020.<\/p>\r\n<p>BRASIL. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Secretaria de Assist\u00eancia M\u00e9dica. Coordena\u00e7\u00e3o de Assist\u00eancia M\u00e9dica e Hospitalar.&nbsp;<b>Normas de Constru\u00e7\u00e3o e instala\u00e7\u00e3o do Hospital Geral.<\/b>&nbsp;1974. Acervo IPH.<\/p>\r\n<p>BREITMAN, Irineu. Projeto Arquitet\u00f4nico Hospital Regional de Chapec\u00f3. 1980.&nbsp;<\/p>\r\n<p>CYTRYNOWICZ, Monica Musatti,&nbsp;<b>1964 - Instituto de pesquisas hospitalares arquiteto Jarbas Karman&nbsp;<\/b>- IPH: 60 anos de hist\u00f3ria \/ Monica Musatti Cytrynowicz. - 1. ed. -S\u00e3o Paulo: Narrativa Um, 2014. 176 p.&nbsp;<\/p>\r\n<p>KARMAN, Jarbas.<b>&nbsp;Inicia\u00e7\u00e3o \u00e0 Arquitetura Hospitalar<\/b>. IPH - Instituto de Pesquisas Hospitalares Arquiteto Jarbas KarmanS\u00e3o Paulo - SP, Brasil - 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o - 1972. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/iph.org.br\/acervo\/livros\/iniciacao-a-arquitetura-hospitalar-6&gt; Acesso em 16 mar 2020.<\/p>\r\n<p>KARMAN, Jarbas. Manuten\u00e7\u00e3o e seguran\u00e7a hospitalar preditivas \/ Jarbas Kannan ; (pref\u00e1cio de Celso Skrabej. - S\u00e3o Paulo :Esta\u00e7\u00e3o Liberdade; IPH, 2011. Dispon\u00edvel em: &lt;http:\/\/www.iph.org.br\/acervo\/livros\/manutencao-e-seguranca-hospitalar-preditivas-1036&gt; Acesso em: 10 03 2020<\/p>\r\n<p>MEZOMO, Iracema F. de Barros.<b>&nbsp;Organiza\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o de nutri\u00e7\u00e3o e diet\u00e9tica.<\/b>&nbsp;[S\u00e3o Paulo, SP]: SBS, 197-]. 199 p.<\/p>\r\n<p>SANTA CATARINA, Bombeiros Militares de Santa Catarina.&nbsp;<b>Normas e Especifica\u00e7\u00f5es Contra Inc\u00eandios,<\/b>&nbsp;1979.<\/p>\r\n<p>VICENTE, E. R. S. A arquitetura de hospitais de Irineu Breitman. Revista IPH, S\u00e3o Paulo, n. 15, p.35-56, 2018.&nbsp;<\/p>\r\n<p><b>Chayane Galv\u00e3o<\/b>&nbsp;\u00e9 Mestranda do POSURB-ARQ PUC-Campinas. Atua na Linha de pesquisa em Projeto, inova\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o em Arquitetura e Urbanismo. Arquiteta e Urbanista pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2013-2018). Trabalho de conclus\u00e3o de curso realizado na \u00e1rea de rela\u00e7\u00e3o entre arquitetura, espa\u00e7o e sentimentos em ambientes hospitalares. Monitora de Desenho T\u00e9cnico (2014-2015).&nbsp;<b>chayanegalvao@hotmail.com<\/b><\/p>\r\n<p><b>Jonathas Magalhaes Pereira da Silva<\/b>&nbsp;\u00e9 Profo Dr. do POSURB-ARQ PUC-Campinas. Como consultor atuou na coordena\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica: do Plano S\u00f3cio Espacial da Rocinha RJ; de 11 planos participativos da regi\u00e3o serrana do ES; de Projetos urbanos dos corredores de transporte em SP, do Master Plan para CDHU-SP, do Plano de Saneamento para Paragominas - PA, do Plano de Infraestrutura da UNIFESP - Campus S\u00e3o Paulo, entre outros.&nbsp;<b>jonathas.silva@puc-campinas.edu.br<\/b><\/p>","protected":false},"featured_media":0,"template":"","class_list":["post-8047","materia","type-materia","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/materia\/8047","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/materia"}],"about":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/materia"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8047"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}