{"id":8048,"date":"2024-06-12T13:48:56","date_gmt":"2024-06-12T16:48:56","guid":{"rendered":"https:\/\/iph.org.br\/materia\/estudo-sobre-o-desenvolvimento-do-conceito-de-crescimento-e-mudanca-referente-a-arquitetura-hospitalar-no-japao\/"},"modified":"2024-11-15T19:50:19","modified_gmt":"2024-11-15T22:50:19","slug":"estudo-sobre-o-desenvolvimento-do-conceito-de-crescimento-e-mudanca-referente-a-arquitetura-hospitalar-no-japao","status":"publish","type":"materia","link":"https:\/\/iph.org.br\/en\/materia\/estudo-sobre-o-desenvolvimento-do-conceito-de-crescimento-e-mudanca-referente-a-arquitetura-hospitalar-no-japao\/","title":{"rendered":"Estudo sobre o desenvolvimento do conceito de crescimento e mudan\u00e7a referente \u00e0 arquitetura hospitalar no Jap\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Este estudo tem como objetivo descobrir como o conceito Crescimento e Mudan\u00e7a, proposto pelo arquiteto brit\u00e2nico John Weeks para a arquitetura hospitalar, foi introduzido e desenvolvido no Jap\u00e3o. Foi realizada uma revis\u00e3o da literatura, al\u00e9m de entrevistas, e as descobertas foram as seguintes: 1) John Weeks foi introduzido ao Jap\u00e3o pelo Professor Makoto Ito em 1965. Em seguida ocorreu a ado\u00e7\u00e3o do conceito de Week, Crescimento e Mudan\u00e7a, pelo Professor Tadashi Yanagisawa, em 1969; observou-se tamb\u00e9m que um conceito similar j\u00e1 havia sido descoberto por Rintaro Mori, em 1899 e teorizado por Masao Takamatsu, em 1923; 2) ap\u00f3s 1969, o conceito de Weeks foi disseminado e aceito por todo o Jap\u00e3o, por meio dos memoriais e desenhos de sua aplica\u00e7\u00e3o no projeto do Centro de C\u00e2ncer Chiba, apesar de terem sido levantadas algumas quest\u00f5es; 3) considera-se que a ado\u00e7\u00e3o deste conceito n\u00e3o obteve \u00eaxito no caso do Hospital Northwick Park, projetado por Weeks em 1970.<br \/><br \/><b>Palavras-chave:&nbsp;<br \/><\/b>John Weeks, Richard Llewelyn Davies, Hospital Northwick Park, design baseado em evid\u00eancias, APO, hist\u00f3ria do planejamento hospitalar<br \/><br \/><strong>1 Hist\u00f3rico e prop\u00f3sito do estudo<br \/><\/strong>Existe um entendimento comum entre projetistas de hospitais de que as edifica\u00e7\u00f5es hospitalares s\u00e3o continuamente ampliadas e reformadas, na medida em que os tratamentos e os equipamentos m\u00e9dicos evoluem, e quando esses espa\u00e7os atingem seu limite, precisam ser reconstru\u00eddos. Por isso, os projetos de hospitais geralmente precisam considerar, j\u00e1 em seu in\u00edcio, futuras expans\u00f5es e reconstru\u00e7\u00f5es. O conceito de&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>, elaborado por John Weeks (1921-2005), arquiteto hospitalar brit\u00e2nico, \u00e9 geralmente citado nesses casos, a maioria ilustrada com o layout do Hospital Northwick Park, projetado por Weeks, que mostra uma \"rua hospitalar\" extensa, com espa\u00e7o para expans\u00e3o no final dos pr\u00e9dios, e um espa\u00e7o vazio para novas constru\u00e7\u00f5es ao final desta rua. Costuma-se dizer que essa ideia nasceu quando ele observava um antigo mapa do vilarejo de Ashmore, no Reino Unido, e notou que as constru\u00e7\u00f5es tinham mudado, mas a rua, em 800 anos, n\u00e3o. Este estudo diferencia o conceito&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a,<\/i>&nbsp;tal como proposto por Weeks, e o conceito geral de&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i>, que tem se tornou um conceito muito comum no Jap\u00e3o. O trabalho tamb\u00e9m investiga como e por quem o&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;foi importado, e como se disseminou no Jap\u00e3o.<br \/><br \/><strong>2 Pesquisa passada<br \/><\/strong>Entre o final da d\u00e9cada de 60 e os anos 80, Shinya conduziu uma s\u00e9rie de estudos sobre a evolu\u00e7\u00e3o do projeto e das plantas baixas de hospitais, que foram compilados em sua disserta\u00e7\u00e3o de doutorado\u00b2\u00b3\u00b9. De maneira similar, Yoon\u00b2\u2074\u2075 tamb\u00e9m seguiu os ind\u00edcios do projeto e das plantas baixas sob o ponto de vista da '\"edifica\u00e7\u00e3o e dos padr\u00f5es m\u00e9dicos\", mas nenhum abordou os conceitos de <i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;ou&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a.<\/i> Ueno et al.\u00b2\u2074\u00b2 tamb\u00e9m sintetizou a hist\u00f3ria do planejamento hospitalar no per\u00edodo do p\u00f3s-guerra, mas apenas alguns deles mencionaram o crescimento e mudan\u00e7a.<br \/><br \/><strong>3 Metodologia da pesquisa<\/strong><br \/>Foram conduzidas uma revis\u00e3o de literatura e entrevistas. Recentemente, o conceito&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;tornou-se comum na arquitetura hospitalar como uma pr\u00e9-condi\u00e7\u00e3o para propostas e projetos, portanto a literatura coletada esteve limitada ao \u00faltimo livro de Yasumi Yoshitake,&nbsp;<i>Architectural Design Planning Pickup&nbsp;<\/i>I, II (2004)\u00b2\u2074\u00b3 \u00b2\u2074\u2074, considerado muito pr\u00f3ximo \u00e0s ideias de Weeks (apesar de a Ref. 245 estar exclu\u00edda). Al\u00e9m de coletar literatura a respeito dos m\u00e9todos de projetos de hospitais (sem considerar simples introdu\u00e7\u00f5es a trabalhos) passando pela lista de refer\u00eancias, incluindo os estudos pr\u00e9vios mencionados acima, n\u00f3s pesquisamos extensivamente peri\u00f3dicos m\u00e9dicos e textos sobre administra\u00e7\u00e3o hospitalar. A literatura foi organizada de maneira cronol\u00f3gica para determinar se o conceito de <i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;j\u00e1 existia no Jap\u00e3o antes de Weeks, respons\u00e1vel por introduzir o conceito de&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;no Jap\u00e3o, e como se disseminou.<br \/><br \/>O que n\u00e3o ficou claro na literatura foi complementado por entrevistas com Tadashi Yanagisawa (Professor Em\u00e9rito da Universidade de Nagoya University) e Yasushi Nagasawa (Professor Em\u00e9rito da Universidade de T\u00f3quio), ambos conheciam Weeks e utilizaram o conceito de&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i> em seus trabalhos\u00b9\u2079\u2074,\u00b9\u2079\u2076,\u00b2\u00ba\u00ba,\u00b2\u00b2\u2077,\u00b2\u00b3\u00ba, \u00b2\u00b3\u2079.<br \/><br \/><strong>4 Descobertas<br \/><\/strong>Foram reunidas 245 obras de literatura, organizadas na lista de refer\u00eancias no fim deste trabalho. Abaixo, descrevemos quando<i>&nbsp;crescimento e mudan\u00e7a&nbsp;<\/i>e<i>&nbsp;Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;emergiram e como foram disseminados atrav\u00e9s dos tempos.<br \/><br \/><strong>4.1 Entre o per\u00edodo pr\u00e9-guerra e durante a guerra (antes de 1945)<br \/><\/strong>O documento\u00b9 mais antigo da nossa cole\u00e7\u00e3o \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o simplificada do Tratado sobre Higiene do Departamento Naval e de Guerra, escrito por Murtin Melman (1866), o primeiro diretor da Escola de Medicina Naval Holandesa, que j\u00e1 descrevia o espa\u00e7o para expans\u00e3o. Os hospitais em quest\u00e3o se referem aos hospitais militares e s\u00e3o divididos em tr\u00eas categorias: \"hospital tempor\u00e1rio\", \"hospital principal\" (que deveria estar localizado pr\u00f3ximo do acampamento principal) e \"hospital principal leg\u00edtimo\" (que deveria ser localizado na retaguarda). Como o n\u00famero de pacientes na zona de combate podia crescer rapidamente e os pacientes eram transferidos para hospitais de diferentes tipos, de maneira que o tamanho de um hospital n\u00e3o poderia ser determinado pelo n\u00famero de homens no ex\u00e9rcito, deveria haver espa\u00e7o para futuros pacientes no \"hospital principal genu\u00edno\". Apesar de ser uma tradu\u00e7\u00e3o, \u00e9 o primeiro documento que descreve <i>crescimento e mudan\u00e7a.<br \/><br \/><\/i>O primeiro artigo\u00b3 na edi\u00e7\u00e3o de estreia do Jornal do Instituto de Arquitetura do Jap\u00e3o \u00e9 um m\u00e9todo de projeto para a cl\u00ednica. \"O projeto da cl\u00ednica \u00e9 o que deve receber mais aten\u00e7\u00e3o do arquiteto na hora do projeto, pois \u00e9 a edifica\u00e7\u00e3o mais dif\u00edcil em termos de projeto\"; assim come\u00e7a o artigo no qual ele explica que a constru\u00e7\u00e3o de hospitais come\u00e7ou no s\u00e9culo 18 e que o projeto do Hospital Lariboisi\u00e8re em Paris foi a primeira pr\u00e1tica perfeita na hist\u00f3ria desse tipo de pr\u00e9dio baixo. Al\u00e9m disso, ele aponta a import\u00e2ncia da vista e do ar limpo, que vai de acordo com os projetos atuais baseados na evid\u00eancia, por meio do projeto e do saneamento das edifica\u00e7\u00f5es de sa\u00fade na Europa, dizendo: \"Se esses lugares t\u00eam uma vista ampla e ar fresco, os pacientes se sentir\u00e3o mais refrescados e suas doen\u00e7as ser\u00e3o curadas mais rapidamente.\" As dimens\u00f5es de 1,500-2,000 p\u00e9s quadrados de volume de ar por leito exigidas para prevenir infec\u00e7\u00f5es, assim como as dimens\u00f5es de oito p\u00e9s entre o centro dos leitos est\u00e3o de acordo com as ilustra\u00e7\u00f5es encontradas no livro <i>Notes on Hospitals<\/i>&nbsp;de Florence Nightingale (1863).<br \/><br \/>Mori foi o primeiro a mencionar o estilo de edifica\u00e7\u00e3o com \"corredores\" e \"pavilh\u00f5es\", assim como os trens hospitalares. Mori compilou muitos m\u00e9todos de projetos de hospitais com base em seus quatro anos de expedi\u00e7\u00e3o na Europa, a partir de 1884, e ele explicou na segunda edi\u00e7\u00e3o\u00b9\u00b3 que o Hospital Oresunder em Copenhague tinha preparado um local de 320 metros quadrados\/leito porque \"eles exigir\u00e3o espa\u00e7o nas instala\u00e7\u00f5es para edif\u00edcios adicionais a serem constru\u00eddos em outros dias.\" Mori foi o primeiro a tomar consci\u00eancia do conceito de <i>crescimento e mudan\u00e7a&nbsp;<\/i>por meio do que aprendera com o estudo de caso dinamarqu\u00eas.<br \/><br \/>Um relat\u00f3rio publicado pelo Instituto de Arquitetura do Reino Unido, introduzido por Ishii\u00b9\u2076, afirma que \"Apesar de muitos hospitais hoje em dia carregarem o estigma de m\u00e1 sa\u00fade, a causa desse estigma n\u00e3o \u00e9 devido \u00e0 neglig\u00eancia na constru\u00e7\u00e3o, na amplia\u00e7\u00e3o ou na reforma, mas sim decorre principalmente de defeitos ao detalhar o edif\u00edcio.\" A raz\u00e3o disso talvez seja porque, j\u00e1 nesse per\u00edodo, alguns hospitais tinham dificuldade de lidar com <i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i> e os edif\u00edcios n\u00e3o eram capazes de se adequar \u00e0s necessidades sanit\u00e1rias. Al\u00e9m disso, h\u00e1 refer\u00eancia a um epis\u00f3dio\u00b9\u2077 em que algu\u00e9m chamou o hospital de \"uma f\u00e1brica de sa\u00fade,\" mostrando a introdu\u00e7\u00e3o de um novo conceito de hospital no Jap\u00e3o.<br \/><br \/>Neste per\u00edodo, Takamatsu\u00b3\u00b9 foi quem exerceu a maior influ\u00eancia na arquitetura hospitalar e quem fez refer\u00eancia \u00e0 teoria de <i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i>. Ele observou que, nos EUA, a planta da ala de um hospital era projetada para ser flex\u00edvel com o objetivo de que quartos amplos pudessem ficar menores, e se houvesse a expectativa de uma expans\u00e3o no futuro, ela deveria ser pensada em propor\u00e7\u00e3o ao tamanho da ala. No caso de hospitais grandes, o departamento cl\u00ednico deveria prever expans\u00f5es futuras. Portanto, \u00e9 tamb\u00e9m importante considerar desenvolvimentos futuros ao pensar no local do hospital. Desta forma, a teoria de&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i> introduzida primeiro ao Jap\u00e3o foi assimilada a partir de exemplos dos Estados Unidos. Takamatsu divide ainda as extremidades do tipo pavilh\u00e3o em \"extremidade aberta\" e \"extremidade fechada\", mas n\u00e3o discute a expans\u00e3o futura da extremidade aberta. Como ele disse: \"Podemos pensar na arquitetura hospitalar como um grande instrumento\", aparentemente ele reconhecia a arquitetura hospitalar como um tipo de equipamento m\u00e9dico. Ele tamb\u00e9m afirmava\u00b3\u00b2 que as instala\u00e7\u00f5es hospitalares deveriam ser transpostas para a grande arquitetura que organiza organizou a reconstru\u00e7\u00e3o da capital ap\u00f3s o Grande Terremoto de Kanto em 1923. Ou seja, pela primeira vez, ele compara o planejamento da arquitetura hospitalar ao planejamento urbano. E escreveu: \"A propor\u00e7\u00e3o e a disposi\u00e7\u00e3o ordenada de cada quarto e corredor da planta baixa foram alcan\u00e7adas a partir da readapta\u00e7\u00e3o do terreno e da reconfigura\u00e7\u00e3o das ruas. Al\u00e9m disso, a disposi\u00e7\u00e3o unificada de cada parte, assim como a classifica\u00e7\u00e3o cl\u00ednica, social e o zoneamento nas alas dos pacientes s\u00e3o criados ao serem estabelecidas e implementadas as pr\u00f3prias caracter\u00edsticas regionais das comunidades residenciais, comerciais, industriais e mistas.\" Diferente do vilarejo de Ashmore, ele supunha que um bom hospital poderia ser planejado tendo como fundamento a ideia de destrui\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o, o que se assemelha muito \u00e0 cultura de edifica\u00e7\u00f5es popularmente empregada em pa\u00edses propensos a desastres naturais - como terremotos.<br \/><br \/>Por outro lado, Nagane\u00b3\u2075 mediu as dimens\u00f5es dos hospitais na regi\u00e3o de Kansai e T\u00f3quio e comparou com institui\u00e7\u00f5es na Alemanha e nos Estados Unidos para descrever o desenho da \u00e1rea de entrada. Ele contabilizou o n\u00famero de pacientes ambulatoriais entrando e saindo do Hospital Keio, em T\u00f3quio, projetado por ele, \"enquanto 40 pessoas sa\u00edam (por quatro minutos a partir das 10h00 da manh\u00e3), 21 entravam,\" e julgou que aquele n\u00famero era alto demais para as dimens\u00f5es da entrada. A partir da\u00ed, prop\u00f4s um exemplo de melhoria. Esse foi o primeiro exemplo de melhoria em que, al\u00e9m de coletar evid\u00eancia num\u00e9rica, foi realizada uma Avalia\u00e7\u00e3o P\u00f3s-Ocupa\u00e7\u00e3o (<i>POE - Post Occupancy Evaluation<\/i>) que refletiu no projeto.<br \/><br \/>O primeiro manual did\u00e1tico sistem\u00e1tico do Jap\u00e3o escrito por Yoshida37 tamb\u00e9m explicava o m\u00e9todo do projeto por meio de exemplos de outros pa\u00edses, incluindo os Estados Unidos, o Reino Unido, a Alemanha, \u00c1ustria, e Dinamarca, que afirmava: \"Os espa\u00e7os vagos entre as alas devem estar o mais pr\u00f3ximo poss\u00edvel, a menos que impe\u00e7a a incid\u00eancia de luz solar nas alas de tr\u00e1s, com o objetivo de poupar terreno e trabalho de tr\u00e2nsito, al\u00e9m de evitar o risco de que os espa\u00e7os vagos entre as alas sejam usados para expans\u00f5es futuras,\" sugerindo que uma expans\u00e3o sem planejamento j\u00e1 tinha ocorrido. Tamb\u00e9m afirma: \"O pr\u00e9dio em si deve ser considerado como um meio de tratamento m\u00e9dico. O tratamento de pacientes ser\u00e1 mais favorecido se o ambiente, as instala\u00e7\u00f5es, a luz, a ventila\u00e7\u00e3o, a temperatura e a umidade estejam t\u00e3o perfeitas quanto possam ser em um quarto hospitalar. E aqui vemos a import\u00e2ncia da arquitetura hospitalar.\" Apesar de o escopo do artigo ser relativamente restrito, o autor j\u00e1 indicava a perspectiva da arquitetura hospitalar como uma ferramenta de tratamento.<br \/><br \/>Outros aspectos importantes do projeto hospitalar s\u00e3o majoritariamente trazidos para o per\u00edodo pr\u00e9-guerra, como em Osawa\u2074\u2075 e MT55 (nota: de maneira an\u00f4nima, mas Takamatsu Masao), que organizaram equipamentos hospitalares, Takamatsu\u2074\u2078, que descreveram o sistema de sinaliza\u00e7\u00e3o, e Kondo\u2076\u00ba, que enfatizou a privacidade do paciente ao mesmo tempo que simulou o n\u00famero de passos andados pelas enfermeiras.<br \/><br \/>Osawa\u2076\u00b3 disse: \"Estamos na Era da Sa\u00fade. Os hospitais s\u00e3o ao mesmo tempo instrutores e patronos da sa\u00fade\", sugerindo que, em um sentido mais amplo, a arquitetura afeta a sa\u00fade. Na terceira edi\u00e7\u00e3o do mesmo livro\u2076\u2074, al\u00e9m da afirma\u00e7\u00e3o de Nagane statement\u00b3\u2075, \"H\u00e1 muitas teorias sobre o n\u00famero de latrinas, e alguns dizem uma latrina para cada 30 pacientes, mas na minha experi\u00eancia, quando h\u00e1 mais de 500 a 600 pacientes ambulatoriais, em poucas situa\u00e7\u00f5es h\u00e1 uma latrina para cada 25 pacientes, at\u00e9 mesmo quem vai fazer exame de urina usa essas estruturas.\" Ele fez um planejamento de escala com evid\u00eancia num\u00e9rica baseada em eventos anteriores e em observa\u00e7\u00f5es.<br \/><br \/>A ref. 66 \u00e9 a se\u00e7\u00e3o hospitalar dentre os 26 volumes de um manual did\u00e1tico sistem\u00e1tico, no qual Takamatsu mostra muitos exemplos de fotografias e desenhos da Europa, dos Estados Unidos e do Jap\u00e3o, ao mesmo tempo se referindo ao rouxinol como arquiteto.<br \/><br \/>Segundo Takeda\u2076\u2078, \"Sempre chegar\u00e1 o momento em que um hospital precisar\u00e1 ser ampliado, e se for constru\u00eddo em um local limitado, sem muito espa\u00e7o, \u00e9 inevit\u00e1vel que, eventualmente, esse hospital precise mudar ou se tornar\u00e1 obsoleto. Portanto, a constru\u00e7\u00e3o de pr\u00e9dios hospitalares deve ocupar metade ou um ter\u00e7o do terreno, considerando desde o in\u00edcio que ser\u00e1 um edif\u00edcio de muitos andares.\"<br \/><br \/><strong>4.2 Per\u00edodo entre o p\u00f3s-guerra e a reconstru\u00e7\u00e3o (1945-1959)<\/strong><br \/>A ref. 87 \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o em volumes do&nbsp;<i>Design and Construction of General Hospital<\/i>, escrito por Marshall Shaffer, Engenheiro S\u00eanior do Servi\u00e7o de Sa\u00fade P\u00fablica dos Estados Unidos, entre agosto de 1945 e agosto de 1946. Nesse material, lemos: \"O hospital geral mais t\u00edpico, com 40 leitos, \u00e9 fundamentalmente ampliado para comportar 50 a 60 leitos. E \u00e9 preciso que isso seja considerado no futuro, quando for necess\u00e1rio incluir instala\u00e7\u00f5es n\u00e3o utilizadas no presente.\"T\u00e9cnicas de projeto espec\u00edficas, como&nbsp;<i>Configura\u00e7\u00e3o m\u00ednima e servi\u00e7os; Instala\u00e7\u00f5es, como lavanderia ou salas de anatomia, podem ser omitidas dependendo das condi\u00e7\u00f5es locais; Cirurgias, partos, emerg\u00eancias, entre outras, devem ser separadas<\/i>; e A ala administrativa pode ser expandida, s\u00e3o exemplificadas com desenhos.<br \/><br \/>A ref. 102 tamb\u00e9m \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o do mesmo<i>&nbsp;Design and Construction of General Hospital<\/i>, como a refer\u00eancia 87,118-121, mas das quatro partes da planta esquematizada (modelo de planta), projeto e estrutura, elementos de um hospital geral (desenhos detalhados) e mesa de equipamentos, apenas os elementos de um hospital geral s\u00e3o utilizados.&nbsp;<br \/><br \/>A ref. 107 merece men\u00e7\u00e3o especial por ser um m\u00e9todo de projeto passo a passo que antecipa o&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;desde o come\u00e7o. A raz\u00e3o para isso \u00e9 que, apesar de ser indicada a constru\u00e7\u00e3o de concreto refor\u00e7ado para hospitais em cumprimento \u00e0s exig\u00eancias do p\u00f3s-guerra de prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios e de resist\u00eancia s\u00edsmica, estamos falando ainda de um per\u00edodo economicamente dif\u00edcil. \"\u00c9 f\u00e1cil construir uma extens\u00e3o de madeira, mas com concreto refor\u00e7ado fica dif\u00edcil construir uma parte limitada do departamento com or\u00e7amento limitado, que prepara o edif\u00edcio, as conex\u00f5es de encanamento e fia\u00e7\u00e3o para expandir no pr\u00f3ximo planejamento or\u00e7ament\u00e1rio.\" Por isso, a arquitetura empregada deve integrar as fun\u00e7\u00f5es limitadas da primeira fase com as fun\u00e7\u00f5es futuras, as linhas de tr\u00e1fego e o encanamento que ser\u00e3o conectados na segunda fase e posteriores, de maneira art\u00edstica.<br \/><br \/>Aproximadamente nesse per\u00edodo, o modelo de planta para o hospital geral de madeira com capacidade para 186 leitos realizado pelo Conselho Central para o Desenvolvimento de Institui\u00e7\u00f5es M\u00e9dicas (a partir de agora, referido como Modelo de Planta Yoshitake), coordenado por Yoshitake, apareceu em r\u00e1pida sucess\u00e3o \u2079\u2076,\u00b9\u00ba\u00b3,\u00b9\u00ba\u2074,\u00b9\u00ba\u2076. O o Modelo de Planta Yoshitake inclu\u00eda 53 dicas de projeto, al\u00e9m das plantas do primeiro e do segundo andar, e afirmava que o local deveria ser grande o suficiente para acomodar a necessidade de espa\u00e7os vagos suficientes ao redor do pr\u00e9dio para manter o ambiente do hospital, e j\u00e1 que todos os hospitais precisar\u00e3o passar por expans\u00f5es em mais de dez anos, o local da constru\u00e7\u00e3o deve ser grande o suficiente para acomodar tais exig\u00eancia. Yoshida\u00b9\u00ba\u00b3 at\u00e9 comentou sobre a redu\u00e7\u00e3o: \"Eu acho que \u00e9 poss\u00edvel organiz\u00e1-los de maneira apropriada ou expandi-los para acomodar mais leitos, ou ainda os reduzir para o tamanho de hospitais menores.\" Uma vez que Yoshitake n\u00e3o faz men\u00e7\u00e3o \u00e0 expans\u00e3o no texto, a exig\u00eancia para o tamanho do local de constru\u00e7\u00e3o presente no Plano de Modelo Yoshitake pode ter sido proposta por Yoshida. Entretanto, n\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o \u00e0 redu\u00e7\u00e3o no processo de prepara\u00e7\u00e3o do Modelo de Planta Yoshitake na ref. 232 ou no \"Texto do Professor Yukio Yoshida\" na ref. 244.<br \/><br \/>Aqui Yoshitake\u00b9\u00b9\u00b2 de repente questiona a capacidade de expans\u00e3o. \"O problema do projeto que prev\u00ea blocos de alas altos \u00e9 a dificuldade de cumprir com as futuras expans\u00f5es e os or\u00e7amentos anuais do governo. A expans\u00e3o, extremamente importante dentro do conceito tradicional, pode se tornar um problema menor quando o hospital for considerado um componente de uma rede organizacional nacional. Isso pode significar que se o sistema de compartilhamento de fun\u00e7\u00f5es hospitalares dos Estados Unidos for introduzido, as fun\u00e7\u00f5es de cada hospital ser\u00e3o fixas e, portanto, estes n\u00e3o precisar\u00e3o ser ampliados nem reconstru\u00eddos.\" Esse \u00e9 o \u00fanico artigo do estudo a n\u00e3o sugerir que a expans\u00e3o&nbsp; ser\u00e1 um problema.&nbsp;<br \/><br \/>Richard Llewelyn Davies, copesquisador e projetista do Weeks, aparece no Relat\u00f3rio da Confer\u00eancia de Pesquisas Arquitet\u00f4nicas de Londres de Yoshitake\u00b9\u00b9\u00b3. Os hospitais foram apresentados em tr\u00eas trabalhos e \"os dois primeiros hospitais s\u00e3o trabalhos not\u00e1veis fundamentados em pesquisas sobre o uso concreto de pr\u00e9dios e t\u00eam como objetivo novos desenvolvimentos para o planejamento de projetos funcionais. Esse tipo de pesquisa era raro na Europa e nos Estados Unidos. \u00c9 uma pena que n\u00e3o houve repercuss\u00e3o sobre o que eles projetaram,\" disse. O primeiro trabalho \u00e9 um relat\u00f3rio sobre a inspe\u00e7\u00e3o de alas conduzida por Davies cuja conclus\u00e3o afirma: \"Os servi\u00e7os hospitalares mudam e criam novas solu\u00e7\u00f5es \u00e0 medida que surgem desenvolvimentos m\u00e9dicos e sociais. A pesquisa hospitalar n\u00e3o se trata de uma solu\u00e7\u00e3o fant\u00e1stica e permanente para todos os problemas, mas sim de um ac\u00famulo de saberes e experi\u00eancias sobre os problemas enfrentados pelos hospitais e, nesse sentido, \u00e9 ilimitado.\" O terceiro trabalho \u00e9 de Marshall Shaffer, que apareceu nas refer\u00eancias 87 e 102, e exp\u00f5e os pontos principais do projeto hospitalar desenvolvidos pela Lei Hill-Burton de 1946. \"A parte cl\u00ednica de um hospital \u00e9 a mais suscept\u00edvel a mudan\u00e7as. \u00c9 preciso considerar desenvolvimentos futuros.\"<br \/><br \/>A ref. 115 de Osawa \u00e9 uma adi\u00e7\u00e3o \u00e0 ref. 64 e incluiu a frase:&nbsp;<i>Diz-se ainda que o local de constru\u00e7\u00e3o deve ser grande o suficiente para acomodar a expans\u00e3o hospitalar em at\u00e9 100%.<\/i> Esse n\u00famero espec\u00edfico \"100%\" foi geralmente mencionado at\u00e9 muito mais tarde \u00b9\u00b9\u2078-\u00b9\u00b2\u00b9,\u00b9\u00b2\u00b3,\u00b9\u2074\u00ba,\u00b9\u2074\u2075,\u00b9\u2079\u00b3, mas a base desse percentual concreto provavelmente tem origem na ref. 87, como ser\u00e1 explicado a seguir.&nbsp;<br \/><br \/>As refs. 118 a121 s\u00e3o tradu\u00e7\u00f5es do&nbsp;<i>Design and Construction of the General Hospita<\/i>l, o mesmo das refs. 87 e 102. \u00c9 constitu\u00eddo de quatro partes: uma planta esquematizada (modelo de planta), projeto e estrutura, elementos de um hospital geral (desenhos detalhados) e mesa de equipamentos. \"\u00c9 necess\u00e1rio ser capaz de expandir pelo menos 100% da \u00e1rea total do piso a ser constru\u00eddo ali no futuro, que tamb\u00e9m \u00e9 considerada para a expans\u00e3o da estrutura. Em qualquer projeto \u00e9 importante que o plano de expans\u00e3o futura seja minuciosamente considerado.\" Ogawa observa que ap\u00f3s conclu\u00edda a primeira parte da ref. 118,&nbsp;<i>a pedido do autor, o trabalho foi retomado<\/i>, e depois conclu\u00eddo, pois a vers\u00e3o expandida, incluindo o modelo de planta, foi lan\u00e7ada nos EUA. A vers\u00e3o seguinte, traduzida por Ogawa em 1955119, foi baseada na tradu\u00e7\u00e3o da edi\u00e7\u00e3o suplementar, assim como na tradu\u00e7\u00e3o de Ogawa sobre os crit\u00e9rios modelos de planta para a ala e os departamentos ambulatoriais japoneses e na tradu\u00e7\u00e3o do&nbsp;<i>Mental Ward Attached to the<\/i>&nbsp;General Hospital, do estadunidense G. Guttersen, mas o conte\u00fado da tradu\u00e7\u00e3o permaneceu em grande parte inalterada.<br \/><br \/>Por outro lado, a tradu\u00e7\u00e3o de Yoshitake\u00b9\u00b2\u00ba em 1956 traz um relato detalhado sobre o processo de tradu\u00e7\u00e3o no Pref\u00e1cio. O original foi publicado no Registro de Arquitetura em 1946, mas, em 1950, a equipe de Yoshitake encontrou uma tradu\u00e7\u00e3o francesa na publica\u00e7\u00e3o <i>L'Architecture d'aujourd'hu<\/i>i, edi\u00e7\u00e3o de abril de 1948. Apesar de a tradu\u00e7\u00e3o japonesa a partir do franc\u00eas estar em andamento, ele teve acesso ao original (provavelmente uma vers\u00e3o mais extensa) no fim de 1953 e passou a trabalhar nela de imediato, a expectativa era de public\u00e1-la no segundo trimestre de 1954. Entretanto, a entrega da tradu\u00e7\u00e3o foi adiada para 1956 devido ao estado de convalesc\u00eancia de Ito e \u00e0 morte de Watanabe. Al\u00e9m desse atraso, o fato de o artigo incluir uma carta de Marshall Shaffer afirmando estar de acordo com a tradu\u00e7\u00e3o e de Yoshitake e o Servi\u00e7os de Sa\u00fade P\u00fablica dos Estados Unidos terem acordado em uma tradu\u00e7\u00e3o unificada para o livro sugerem que Yoshitake e Ogawa eram rivais.<br \/><br \/>Takano\u00b9\u00b2\u00b3 escreveu sobre o local da constru\u00e7\u00e3o: \"Eu gostaria que houvesse um local poss\u00edvel de acomodar um pr\u00e9dio aproximadamente duas vezes maior do que o projetado na planta original para a expans\u00e3o futura. Teria de ser suficiente para um pr\u00e9dio do tipo bloco de 100 m x 100 m para 50 leitos, 150 m x 150 m para 100 leitos, 200 m x 150 m para 200 leitos, e 200 m x 200 m para 300 leitos.\"<br \/><br \/>Yoshitake\u00b9\u00b2\u2076 descreve cada departamento com base no estilo de administra\u00e7\u00e3o hospitalar estadunidense e avalia tr\u00eas hospitais nos Estados Unidos. O departamento central de tratamento foi posicionado como uma instala\u00e7\u00e3o central onde \"instala\u00e7\u00f5es avan\u00e7adas s\u00e3o agregadas ou modificadas em resposta aos avan\u00e7os da medicina.\" Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ideia de dividir o departamento central de tratamento e as alas em pr\u00e9dios separados e de conectar todos os pisos por meio de um corredor, o relat\u00f3rio diz de maneira negativa: \"\u00c9 conveniente ter uma instala\u00e7\u00e3o central de tratamento no mesmo andar que corresponda \u00e0s alas e \u00e0 instala\u00e7\u00e3o de tratamento central e que haja menos bloqueios de elevadores. Entretanto, por outro lado, a conex\u00e3o com as alas n\u00e3o \u00e9 sempre na base do um a um e existe falta de flexibilidade para desenvolvimentos futuros.\" A raz\u00e3o para a diferen\u00e7a de avalia\u00e7\u00e3o em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 abordagem corrente em rela\u00e7\u00e3o a situar as alas de pacientes em um pr\u00e9dio independente que cres\u00e7a e mude menos \u00e9 provavelmente devido \u00e0 impossibilidade de combinar as alas e os departamentos m\u00e9dicos centrais no mesmo departamento no mesmo andar.<br \/><br \/>As refs. 137 e 138 s\u00e3o enciclop\u00e9dias de arquitetura revisadas em 1980\u00b2\u00b9\u2076. A edi\u00e7\u00e3o de 1956 recomendava adotar projetos que seguissem os novos sistemas e padr\u00f5es de administra\u00e7\u00e3o hospitalar devido ao \"grande n\u00famero de exemplos que mostram como sucessivas expans\u00f5es deixam o sistema mais desordenado\" e recomendava considerar \"os r\u00e1pidos avan\u00e7os da medicina, das pr\u00e1ticas m\u00e9dicas e o desenvolvimento da comunidade ao mesmo tempo.\" \u00c9 tamb\u00e9m afirmado que <i>o teto n\u00e3o deve ser instalado alto demais<\/i>, abordagem esta diferente da adotada nos projetos atuais. Isso porque \"um hospital \u00e9 dividido em quartos pequenos, e \u00e9 aconselh\u00e1vel decidir de maneira cuidadosa n\u00e3o subir o teto em demasia em vista da disposi\u00e7\u00e3o dos quartos e de quest\u00f5es econ\u00f4micas. Observe que o teto das salas de cirurgia e de Raio-X deve ser mais alto do que nas demais.\"<br \/><br \/>As refs. 153 a155 n\u00e3o descrevem o&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i> no trabalho de Yoshitake, Ito, Ura, Kurihara entre outros arquitetos, mas descrevem os prospectos para mudan\u00e7as futuras no volume estudo e aloca\u00e7\u00e3o funcional \u00e0 medida que a nova administra\u00e7\u00e3o hospitalar \u00e9 difundida. Em contraste, o grupo m\u00e9dico\u00b9\u2075\u2076 alegava \"\u00c9 natural que um sistema de bloco seja adotado. Entretanto, mesmo assim, devemos, de alguma maneira, prever as futuras expans\u00f5es e considerar medidas para lidar com elas. \u00c9 muito mais dif\u00edcil expandir os sistemas de bloco do que os de pavilh\u00f5es, e mesmo assim n\u00e3o s\u00e3o poucos os que deixam de levar esse fato em considera\u00e7\u00e3o.\"<br \/><br \/><strong>4.3 Per\u00edodo de r\u00e1pido crescimento econ\u00f4mico (1960-1979)<\/strong><br \/>A ref. 164 \u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de projetos. A se\u00e7\u00e3o \"Flexibilidade exigida para todos os edif\u00edcios e instala\u00e7\u00f5es\" afirma \"que pr\u00e9dios e equipamentos sempre devem ser planejados com flexibilidade suficiente para acomodar tais movimentos\" que menciona pela primeira vez a rela\u00e7\u00e3o entre&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;e os equipamentos. Ademais, a colet\u00e2nea de desenhos de projetos configura um \"plano de primeira linha de projetos competitivos do Instituto de Arquitetura do Jap\u00e3o\" no come\u00e7o, enfatizando que o projeto \u00e9 ideal e preparado para futuras expans\u00f5es tamb\u00e9m.<br \/><br \/>Em contraste, a ref. 165 \u00e9 um manual did\u00e1tico de projetos. No Pref\u00e1cio, Yoshitake diz que seu desejo era esclarecer o significado e conte\u00fado, al\u00e9m de lidar com as diretrizes b\u00e1sicas da planta em profundidade pois a ref. 164, tamb\u00e9m editada por ele ao mesmo tempo, foca na metodologia do projeto. Apesar de ele afirmar \"n\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio levantar o teto em demasia a n\u00e3o ser para a sala que abrigam as caldeiras, a cozinha, as salas de cirurgia e de radioterapia\", ele considerou a reposi\u00e7\u00e3o de equipamentos ao dizer, \"Particularmente, hospitais regionais precisam deixar espa\u00e7o para expans\u00f5es futuras, n\u00e3o apenas para aumentar o n\u00famero de leitos, mas tamb\u00e9m para melhorar o padr\u00e3o do atendimento m\u00e9dico na regi\u00e3o como um todo ao aprimorar os departamentos de tratamento.\" Davies est\u00e1 no \u00edndice, mas Weeks,&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a&nbsp;<\/i>e&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;ainda n\u00e3o figura no \u00edndice.<br \/><br \/>A ref. 166 \u00e9 uma vers\u00e3o revisada da ref. 165 com as se\u00e7\u00f5es sublinhadas adicionadas e modificadas. \"Considerar expans\u00f5es futuras \u00e9 particularmente necess\u00e1rio em hospitais. O potencial de expans\u00e3o varia de departamento para departamento e \u00e9 especialmente grande no departamento de tratamento e na ala de pacientes. A decis\u00e3o sobre a altura do teto na planta inicial afetar\u00e1 a subsequente planta de expans\u00e3o, pois hospitais com movimentos frequentes de carrinhos n\u00e3o ter\u00e3o degraus ou rampas. Com exce\u00e7\u00e3o da sala das caldeiras, da cozinha, das salas de cirurgia e radioterapia, a altura do teto n\u00e3o precisa ser excessiva e pode ser a mesma\" e a refer\u00eancia segue \"N\u00e3o \u00e9 bom que seja baixo demais como um todo, por\u00e9m \u00e9 mais conveniente para inclus\u00f5es futuras ter uma altura uniforme que n\u00e3o seja alta em demasia. Ademais, devem ser evitadas extens\u00f5es acima do edif\u00edcio.\" O \u00edndice permanece o mesmo, ou seja, Davies est\u00e1 l\u00e1, mas Weeks,&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;e C<i>rescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;ainda n\u00e3o est\u00e3o dispon\u00edveis.<br \/><br \/>Ito\u00b9\u2078\u00b2 afirma que \"os padr\u00f5es arquitet\u00f4nicos de alguns dos hospitais do nosso pa\u00eds j\u00e1 alcan\u00e7aram um ponto consider\u00e1vel,\" e Weeks aparece pela primeira vez em uma das edi\u00e7\u00f5es de <i>Hospitals with Hands<\/i>: \"John Weeks tem uma perspectiva intuitiva ao citar hospitais, universidades, laborat\u00f3rios e aeroportos como exemplos de edif\u00edcios em r\u00e1pido estado de mudan\u00e7a, classificando-os como Arquitetura Indeterminada. Projetar um hospital que vai crescer ao longo do tempo sempre exige uma planta mestra que se norteie pelo futuro. Seria necess\u00e1rio elaborar uma planta geral para o futuro neste est\u00e1gio e adotar uma atitude de construir uma parte primeiro. O acima citado pode ser traduzido arquitetonicamente da seguinte maneira: hospitais, dependendo de sua escala, deveriam ser projetados com o maior n\u00famero de alas poss\u00edvel, e suas extremidades deveriam ser ilimitadas. Em outras palavras, deveriam ser divergentes. N\u00e3o \u00e9 necess\u00e1rio dizer que, consequentemente, ser\u00e1 necess\u00e1rio incluir caldeiras e equipamentos el\u00e9tricos.\" Apesar de n\u00e3o mencionar o conceito&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>, detalha at\u00e9 mesmo aspectos do equipamento, citando tratamento progressivo ao paciente, aceleradores lineares, c\u00e2maras de oxig\u00eanio hiperb\u00e1rica, equipamento m\u00e9dico e reabilita\u00e7\u00e3o como as causas para expans\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>Nikken Sekkei\u00b9\u2078\u00b3 diz: \"Tentamos responder \u00e0s mudan\u00e7as e inclus\u00f5es. Entretanto, \u00e9 imposs\u00edvel para n\u00f3s, arquitetos, pensarmos sozinhos sobre quais m\u00e9todos de tratamentos estar\u00e3o dispon\u00edveis no futuro,\" fazendo um apelo para que sejam feitos projetos em parceria com outras profiss\u00f5es. Aproximadamente nesta \u00e9poca, m\u00e9dicos passaram a dar sugest\u00f5es de crescimento e mudan\u00e7a, e os autores tamb\u00e9m discutem a necessidade de arquitetos e consultores hospitalares\u00b9\u2078\u2078,\u00b9\u2079\u00b2,\u00b2\u00ba\u2074,\u00b2\u00b9\u2075.<br \/><br \/>Aqui, Yanagisawa\u00b9\u2079\u2074 introduziu <i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;pela primeira vez, dedicando um cap\u00edtulo inteiro para o tema. \u00c9 tamb\u00e9m onde crescimento e mudan\u00e7a aparece no livro. Com base em uma sondagem de dez hospitais do distrito de Aichi, ele discute as causas das expans\u00f5es e reformas e introduz o Hospital Northwick Park como um exemplo de Arquitetura Indeterminada, com seu projeto e sistema operacional do departamento de expans\u00e3o.<br \/><br \/>Yanagisawa e Imai\u00b9\u2079\u2076 estudaram Weeks para mostrar o projeto e o local de constru\u00e7\u00e3o do Hospital Northwick Park, al\u00e9m de introduzirem a personalidade de Weeks e seu escrit\u00f3rio, explicando a teoria e a pr\u00e1tica da Arquitetura Indeterminada com ilustra\u00e7\u00f5es e fotos. A \u00faltima metade do livro \u00e9 conclu\u00edda com uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s plantas de quatro hospitais estrangeiros em rela\u00e7\u00e3o ao conceito de <i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;e \u00e0 proposta para o futuro do&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;comparando um estudo de caso de expans\u00e3o e renova\u00e7\u00e3o hospitalar em Aichi, introduzido na ref. 194. Tamb\u00e9m s\u00e3o mencionados o planejamento de estruturas e instala\u00e7\u00f5es que podem ser mudadas internamente e a trajet\u00f3ria geral, com identifica\u00e7\u00e3o e separa\u00e7\u00e3o dos departamentos sob o conceito de&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7<\/i>a.<br \/><br \/>Al\u00e9m disso, Yanagisawa\u00b2\u00ba\u00ba fez um registro sobre o local de constru\u00e7\u00e3o do Hospital Universit\u00e1rio McMaster, no Canad\u00e1, cuja visita foi encorajada por Weeks. A ideia de combinar um interior vari\u00e1vel com uma estrutura b\u00e1sica de um grande andaime de a\u00e7o com espa\u00e7o intersticial n\u00e3o est\u00e1 livre de problemas, e ele nota a dificuldade de movimentar paredes divis\u00f3rias, a irracionalidade de dividir um quarto pequeno em um grande v\u00e3o, a dificuldade de construir uma extens\u00e3o no centro do pr\u00e9dio e muitos quartos sem janela. Ele tamb\u00e9m coloca a pergunta sobre se um sistema racional seria compat\u00edvel com um espa\u00e7o humanizado e se favoreceria uma rede que abrangeria desde o cuidado intenso at\u00e9 o bem-estar.<br \/><br \/>A ref. 210 \u00e9 uma edi\u00e7\u00e3o especial que discute mudan\u00e7as nos hospitais a partir de perspectivas diversas, incluindo da medicina e da economia. Na se\u00e7\u00e3o de arquitetura, Yoshitake escreveu um ensaio intitulado&nbsp;<i>Arquitetura Hospitalar do Futuro<\/i>&nbsp;com base no trabalho de Nightingale. N\u00e3o h\u00e1 uma explana\u00e7\u00e3o espec\u00edfica, mas \u00e9 acompanhado de um diagrama intitulado&nbsp;<i>Planos para o redesenvolvimento de diversos hospitais em Londres<\/i>&nbsp;(Fig.1, Davies, Weeks e outros: uma proposta de aproximadamente 1960, ilustrado na ref. 210). Apesar de Davies e Weeks n\u00e3o serem mencionados, \"O hospital mudou do tipo pavilh\u00e3o para o tipo \"bloco org\u00e2nico\", que segue em uso atualmente. Recentemente, \u00e0 medida que as medidas municipais reguladoras de edifica\u00e7\u00f5es se tornam cada vez mais rigorosas e os vizinhos cada vez mais contr\u00e1rios \u00e0 ideia de um pr\u00e9dio gigante, ficou dif\u00edcil manter essa forma, e me parece que seria melhor para os hospitais seguir o caminho das formas amorfas em vez de formas padr\u00e3o. Em outras palavras, o hospital deveria se adequar \u00e0s exig\u00eancias das regulamenta\u00e7\u00f5es e ser fluido na forma, enquanto cada departamento deveria ser estritamente funcional e completo e conectado aos demais por meio da mais moderna tecnologia de constru\u00e7\u00e3o e equipamento.\" Ele defende a Arquitetura Indeterminada a partir da perspectiva das regula\u00e7\u00f5es de edifica\u00e7\u00f5es em vez de o conceito de&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i>. Para alcan\u00e7ar isso, \"A pr\u00e9-fabrica\u00e7\u00e3o \u00e9 inevit\u00e1vel no m\u00e9todo de constru\u00e7\u00e3o e \u00e9 necess\u00e1rio buscar o sistema estrutural, a fia\u00e7\u00e3o de equipamentos e o sistema de tubula\u00e7\u00e3o em paralelo. Mesmo se a apar\u00eancia externa do hospital for prejudicada por esse tipo de amorfismo, cada departamento interno deveria ser conclu\u00eddo de maneira satisfat\u00f3ria pela busca de novas fun\u00e7\u00f5es.\"<\/p>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:162101126516210112654767780367.jpg\" \/><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 1.<\/strong> Diversos planos de redesenvolvimento hospitalar na cidade de Londres, uma proposta de construir de maneira sequencial ao longo das ruas (b) em um sistema com se\u00e7\u00e3o (a)<\/div>\r\n<\/div>\r\n<p>Em um livro independente de Ogawa\u00b2\u00b9\u00b9-\u00b2\u00b9\u00b3 sobre o m\u00e9todo de projeto e seu trabalho de fato, este escreveu: \"Os oito grupos m\u00e9dicos funcionais podem expandir livremente e come\u00e7ar\u00e3o a crescer ao redor da sala central \u00e0 medida que seus conte\u00fados mudem e se enrique\u00e7am com o desenvolvimento da medicina. O crescimento n\u00e3o \u00e9 necessariamente cont\u00ednuo, mas sim irregular, por isso, a arquitetura hospitalar deve ser um instrumento capaz de responder a isso. \u00c9 tamb\u00e9m afirmado de maneira po\u00e9tica que as extens\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es s\u00e3o consideradas um fen\u00f4meno arquitet\u00f4nico mold\u00e1vel, e essa qualidade de moldar, que vem ap\u00f3s a maturidade, pode ter um significado mais profundo do que nutri\u00e7\u00e3o ou maturidade. Por isso, aqueles que estejam planejando adi\u00e7\u00f5es ou altera\u00e7\u00f5es devem sempre questionar sobre a hist\u00f3ria de crescimento passado do hospital, analisar os conte\u00fados da maturidade presente e desenhar a imagem futura do hospital por meio de adi\u00e7\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es.\"<br \/><br \/><strong>4.4 Per\u00edodo da bolha econ\u00f4mica e posterior (1980-2004)<\/strong><br \/>A ref. 216 \u00e9 uma vers\u00e3o revisada da ref. 138. Inclui a se\u00e7\u00e3o \"Espa\u00e7o para expans\u00e3o futura\", onde a \u00e1rea do local de constru\u00e7\u00e3o \u00e9 quantificada como \"pelo menos grande o suficiente para manter a raz\u00e3o da \u00e1rea do piso abaixo de 100% como norte aproximado.\" Na se\u00e7\u00e3o \"Respondendo ao crescimento e \u00e0 mudan\u00e7a,\" foi observado que \"Todos os pr\u00e9dios s\u00e3o refor\u00e7ados a serem reconstru\u00eddos, expandidos ou renovados seguindo a exig\u00eancia do momento. Isso \u00e9 especialmente verdadeiro no caso de hospitais. E a maneira como os edif\u00edcios deveriam responder ao crescimento e \u00e0s mudan\u00e7as em suas fun\u00e7\u00f5es \u00e9 agora um desafio comum a todos os pa\u00edses.\" Mostra a planta do corredor de conex\u00e3o, a planta no formato do caractere chin\u00eas para \"rei\" (ambulat\u00f3rio, central de diagn\u00f3stico e alas s\u00e3o configuradas paralelamente a partir do sul e conectadas pelos corredores centrais), e a planta consolidada seguida pela planta multialas, que \u00e9 uma \"planta em bloco cujo objetivo \u00e9 responder de maneira relativamente flex\u00edvel ao crescimento e \u00e0 mudan\u00e7a sem perder a organicidade e a funcionalidade que s\u00e3o os pontos fortes da planta consolidada\" com o projeto do pr\u00e9dio do Centro de C\u00e2ncer Chiba. Tamb\u00e9m inclui uma nova se\u00e7\u00e3o \"Responder ao crescimento e \u00e0 mudan\u00e7a nas cl\u00ednicas,\" que afirma especificamente \"Quase metade das cl\u00ednicas no mercado h\u00e1 menos de dez anos, mais de tr\u00eas quartos das que est\u00e3o no mercado h\u00e1 mais de dez anos e aproximadamente 80% das que est\u00e3o h\u00e1 mais de 20 anos expandiram ou foram reformadas,\" e \"O andar do departamento de tratamento das cl\u00ednicas com leitos aumentou significativamente diversas vezes, chegando at\u00e9 a dez&nbsp;vezes seu tamanho.\"<br \/><br \/>A ref. 218 divide a enfermaria em Tratamento Intensivo e Tratamento Geral e uma vez que o primeiro \u00e9 que passa por mudan\u00e7a, \"No planejamento, \u00e9 aconselh\u00e1vel colocar mais peso no segundo e avaliar as tend\u00eancias e fatores no primeiro antes de tratar deste\" e apela pelo planejamento a partir da perspectiva da enfermaria, o que nunca havia sido feito antes. Tamb\u00e9m descreve as t\u00e9cnicas de projeto, tais como corredor com extremidade aberta, divis\u00f3rias feitas de constru\u00e7\u00e3o seca e espa\u00e7o para equipamento, citando uma taxa de crescimento departamental e um estudo de acelera\u00e7\u00e3o feito por Davies e Weeks.<br \/><br \/>A ref. 222 \u00e9 uma tradu\u00e7\u00e3o do \"Hospitais e Instala\u00e7\u00f5es de Atendimento \u00e0 Sa\u00fade,\" McGraw-Hill, 1978, feita pelo arquiteto estadunidense Louis Gordon Redstone. As palavras&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a&nbsp;<\/i>n\u00e3o s\u00e3o usadas, mas ao se referir \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o dos programas de sa\u00fade dos EUA Medicare and Medicaid ele escreveu: \"Devido aos r\u00e1pidos desenvolvimentos e mudan\u00e7as, n\u00e3o apenas em termos de seguro sa\u00fade, mas tamb\u00e9m em termos das demandas da profiss\u00e3o do m\u00e9dico e da comunidade, o planejamento de novos hospitais deveriam ser projetados com o intuito de permitir o m\u00e1ximo de flexibilidade, e h\u00e1 um foco cada vez maior para se considerar desenvolvimentos adicionais futuros.\" Entretanto, como \"poucos hospitais s\u00e3o capazes de responder de maneira adequada \u00e0s mudan\u00e7as futuras na assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, as instala\u00e7\u00f5es atualmente em fase de planejamento devem ser projetadas para acomodar o maior n\u00famero poss\u00edvel de mudan\u00e7as sob risco de se tornarem obsoletas j\u00e1 em sua conclus\u00e3o. Para isso, al\u00e9m de um amplo local de constru\u00e7\u00e3o e um espa\u00e7o permanente de corredor, os corredores principais, as escadas e elevadores n\u00e3o devem ser alterados de maneira desnecess\u00e1ria, assim determinando o padr\u00e3o das expans\u00f5es e reformas do hospital e garantindo que as rotas de tr\u00e2nsito sejam facilmente compreendidas.\" \u00c9 tamb\u00e9m espec\u00edfico ao mostrar \"sistemas de transporte flex\u00edveis e cambi\u00e1veis, espa\u00e7os amplos e sem obstru\u00e7\u00e3o de colunas antevendo mudan\u00e7as internas e expans\u00f5es laterais, pr\u00e9dios de demoli\u00e7\u00e3o f\u00e1cil e redu\u00e7\u00e3o de equipamentos embutidos.\" O racioc\u00ednio estadunidense defende que \"o lucro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 seguran\u00e7a \u00e9 t\u00e3o importante como a rela\u00e7\u00e3o entre qualidade e custo da arquitetura. Os hospitais n\u00e3o s\u00e3o mais imut\u00e1veis e precisam mudar constantemente; eles deveriam ser reconstru\u00eddos a cada 20 anos, aproximadamente, esperando-se que haver\u00e1 mudan\u00e7as fundamentais dentro de 10 anos, aproximadamente,\" uma proposta de demoli\u00e7\u00e3o e reconstru\u00e7\u00e3o ousada. O estudo de caso descreve em detalhes o conceito do Hospital Northwick Park e de Weeks, mas menciona apenas a Arquitetura Indeterminada, n\u00e3o o&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>, e diz, \"Os leitores estadunidenses podem pensar o princ\u00edpio da indetermina\u00e7\u00e3o como algo ilimitado pelas limita\u00e7\u00f5es de um programa que n\u00e3o est\u00e1 fundamentado na realidade com respeito \u00e0 vida \u00fatil de um projeto ao ter uma sensa\u00e7\u00e3o de \"ambiguidade\" ou \"falta de clareza\" depreciativa nessa frase. Indica uma diferen\u00e7a em atitude entre os Estados Unidos e o Reino Unido.<br \/><br \/>A ref. 223 dedica quase toda a se\u00e7\u00e3o \"Planta Geral\" para explicar&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i>. Apesar de Weeks n\u00e3o ser mencionado, \"O primeiro m\u00e9todo de planejamento eficaz para \"crescimento\" \u00e9 fazer e incluir espa\u00e7o extra. O segundo m\u00e9todo \u00e9 construir um sistema de pr\u00e9dios em antecipa\u00e7\u00e3o \u00e0s futuras inclus\u00f5es e altera\u00e7\u00f5es. \u00c9 muito significativo tratar as extremidades das alas como indeterminadas, e n\u00e3o completas.\"<br \/><br \/>Yanagisawa\u00b2\u00b2\u2077 discutiu a rela\u00e7\u00e3o entre a gest\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o e do crescimento e mudan\u00e7a. Ele menciona Weeks, a Arquitetura Indeterminada e o Hospital Northwick Park e observou que esse tipo de resposta arquitet\u00f4nica tende a ser mais sobre os equipamentos dur\u00e1veis e menos sobre os n\u00e3o dur\u00e1veis, mantendo na perspectiva as mudan\u00e7as futuras. A gest\u00e3o da instala\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 discutida na ref. 233.<br \/><br \/>A ref. 228 \u00e9 uma vers\u00e3o revisada da ref. 166. Na se\u00e7\u00e3o \"Respondendo ao crescimento e \u00e0 mudan\u00e7a,\"os autores dividem os m\u00e9todos de resposta em quatro categorias: investimento na forma; pavilh\u00e3o; andares de equipamento; e multialas. O m\u00e9todo de investimento adiantado \u00e9 praticamente imposs\u00edvel de imitar, como por exemplo construir apenas o formato estrutural. Na se\u00e7\u00e3o \"Tipo pavilh\u00e3o\", s\u00e3o discutidos o Hospital Northwick Park e a Arquitetura Indeterminada junto com a planta do projeto, mas \"talvez n\u00e3o seja t\u00e3o f\u00e1cil compensar o trabalho gasto ao ir e voltar pelo corredor. N\u00e3o posso deixar de expressar minha discord\u00e2ncia, pois sinto que o fardo di\u00e1rio \u00e9 um pre\u00e7o alto demais a se pagar pelo crescimento futuro.\" Quanto \u00e0 se\u00e7\u00e3o \"Andares de equipamento,\" \"A pergunta \u00e9 se faz sentido alocar quase metade do volume do edif\u00edcio para equipamentos considerando os custos da constru\u00e7\u00e3o. Tal quest\u00e3o ou cr\u00edtica \u00e9 tamb\u00e9m bastante relevante tamb\u00e9m no Ocidente. Houve poucos casos em que foi usado apenas em departamentos onde a necessidade \u00e9 maior, e este talvez seja um m\u00e9todo muito eficaz.\" A se\u00e7\u00e3o final,\"Tipo multialas,\" foi explicada em detalhes com exemplos do Centro de C\u00e2ncer Chiba e do Hospital Sundsvall, na Su\u00e9cia, como uma \"resposta prim\u00e1ria ao crescimento e \u00e0 mudan\u00e7a na situa\u00e7\u00e3o atual no Jap\u00e3o.\" Al\u00e9m disso,&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a&nbsp;<\/i>aparece no \u00edndice. A segunda edi\u00e7\u00e3o229 avalia a se\u00e7\u00e3o \"Andar de equipamentos\" como \"uma escolha inteligente porque seria um m\u00e9todo razoavelmente efetivo.\"<br \/><br \/>A ref. 230 \u00e9 um coment\u00e1rio sobre&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;feito pelo pr\u00f3prio Weeks, que j\u00e1 havia sido introduzido por Yanagisawa e outros, portanto n\u00e3o h\u00e1 nada de novo nesse trabalho. Entretanto, como inclui um diagrama do vilarejo de Ashmore, \u00e9 \u00fatil para aprofundar nosso entendimento da natureza urbana do hospital e sua conex\u00e3o com&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a.<br \/><br \/><\/i>A ref. 235 revisa a hist\u00f3ria da Arquitetura hospitalar com exemplos do mundo todo. Assim come\u00e7a: \"No Reino Unido, os \u00faltimos arquitetos a compreender esta situa\u00e7\u00e3o foram Davies e Weeks. Eles criaram um m\u00e9todo tradicional indeterminado. Seus princ\u00edpios arquitet\u00f4nicos permitem pr\u00e9dios que respondem a um crescimento ordenado e mudan\u00e7as suaves.\"&nbsp; Os autores explicam os projetos para o Hospital Northwick Park, mas dizem que s\u00e3o ineficazes para as \u00e1reas urbanas, citando Weeks: \"O que \u00e9 realmente necess\u00e1rio \u00e9 projetar um pr\u00e9dio que n\u00e3o seja mais adequado para uma fun\u00e7\u00e3o em particular, mas que pelo menos n\u00e3o interfira nas mudan\u00e7as de fun\u00e7\u00e3o.\" O \u00edndice tamb\u00e9m inclui&nbsp;crescimento e mudan\u00e7a.<br \/><br \/>A ref. 236 traz um resumo da hist\u00f3ria, dos m\u00e9todos de projeto e dos exemplos por tipo de edifica\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de apresentar Weeks,&nbsp;<i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;e o Hospital Northwick Park.<br \/><br \/>A ref. 239 \u00e9 uma an\u00e1lise do Crescimento e Mudan\u00e7a feita pelo pr\u00f3prio Weeks. O Hospital Northwick Park foi submetido a uma grande mudan\u00e7a ap\u00f3s o hospital privado St. Marks ter assumido o controle do local antes pertencente ao Centro de Pesquisa Cl\u00ednica. Havia apenas um exemplo de extremidade aberta, e o restante foi constru\u00eddo de maneira inesperada em terrenos livres ou at\u00e9 mesmo em lajes no topo dos pr\u00e9dios. Houve tamb\u00e9m extens\u00f5es que obstru\u00edam o Hospital Street e extens\u00f5es inesperadas para estacionamento, mas o local era grande o suficiente para permitir o crescimento cont\u00ednuo.<br \/><br \/>Yamashita\u00b2\u2074\u00b9 visitou e verificou o local, o que o fez levantar a quest\u00e3o da dist\u00e2ncia entre o departamento de tratamento central e a extens\u00e3o do departamento de emerg\u00eancia constru\u00edda para al\u00e9m da rua do hospital, cuja realiza\u00e7\u00e3o foi devido ao fechamento de institui\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia do entorno. O vice-presidente do Truste do Sistema Nacional de Sa\u00fade tamb\u00e9m observou que o conceito de <i>Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;era um s\u00edmbolo, mas n\u00e3o um s\u00edmbolo perfeito.<br \/><br \/><strong>5 Conclus\u00e3o<\/strong><br \/>Uma pesquisa da literatura mostra que o conceito de&nbsp;<i>crescimento e mudan\u00e7a<\/i> foi notado por Mori\u00b9\u00b3 e teorizado por Takamatsu\u00b3\u00b9 antes de Weeks. Apesar de haver muita literatura sobre crescimento e mudan\u00e7a antes da introdu\u00e7\u00e3o de Weeks, alguns dos primeiros exemplos focavam nas inclus\u00f5es em pr\u00e9dios em prepara\u00e7\u00e3o ao aumento r\u00e1pido de feridos e doentes em decorr\u00eancia de epidemias e guerras.<br \/><br \/>Ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial, o Modelo de Planta de Yoshitake\u2079\u2076,\u00b9\u00ba\u00b3,\u00b9\u00ba\u2074,\u00b9\u00ba\u2076 afirma que os locais para expans\u00e3o deveriam ser preparados e talvez por causa da presen\u00e7a do Ministro de Sa\u00fade e do Bem-Estar no hist\u00f3rico da sua produ\u00e7\u00e3o, a ideia de crescimento e mudan\u00e7a pode ter sido popularizada em muitas \u00e1reas da comunidade m\u00e9dica assim como da arquitetura. Ao mesmo tempo, a tradu\u00e7\u00e3o repetida e concorrente de Yoshitake e Ogawa do m\u00e9todo de projeto dos EUA para o hospital geral que poderia ser expandido \u2078\u2077,\u00b9\u00ba&nbsp;\u00b2,\u00b9\u00b9\u2078-\u00b9\u00b2\u00b9 pode ter tido um impacto.<br \/><br \/>Durante o per\u00edodo de r\u00e1pido crescimento econ\u00f4mico, os m\u00e9todos de projeto hospitalar ficaram mais disseminados e o conceito de crescimento e mudan\u00e7a era rotineiro, mas uma metodologia espec\u00edfica para como projetar com o intuito de estar pronto para o futuro ainda n\u00e3o havia sido encontrada. \u00c9 a\u00ed que entra a Arquitetura Indeterminada de Weeks. Foi Ito\u00b9\u2078\u00b2 quem primeiro introduziu Weeks ao Jap\u00e3o em 1965, e Yanagisawa\u00b9\u2079\u2074 quem escreveu Crescimento e Mudan\u00e7a quatro anos depois. Segundo as entrevistas com Yanagisawa e Nagasawa, ambos aprendizes de Yoshitake, na \u00e9poca, Yoshitake os fazia estudar Weeks, portanto n\u00e3o restam d\u00favidas de que foi Yoshitake que trouxe Weeks para o Jap\u00e3o. Crescimento e Mudan\u00e7a foi rapidamente disseminado ap\u00f3s isso e apesar de algum ceticismo da parte de Ito e Yanagisawa, o Centro de C\u00e2ncer Chiba foi aceito como um exemplo de aplica\u00e7\u00e3o e sucesso desse conceito.<br \/><br \/>Ap\u00f3s o per\u00edodo da bolha econ\u00f4mica, a reconstru\u00e7\u00e3o de hospitais antigos constru\u00eddos logo ap\u00f3s a Segunda Guerra Mundial foi conclu\u00edda e teve in\u00edcio a revis\u00e3o do conceito crescimento e mudan\u00e7a em prepara\u00e7\u00e3o para a nova reconstru\u00e7\u00e3o. Entretanto, quando foi realizada a POE do Hospital Northwick Park, incluindo pelo pr\u00f3prio Weeks239), ficou claro que a ideia de Crescimento e Mudan\u00e7a n\u00e3o tinha necessariamente sido alcan\u00e7ada de maneira ideal.<br \/><br \/>Nos per\u00edodos pr\u00e9-guerra at\u00e9 metade da guerra, p\u00f3s-guerra at\u00e9 a reconstru\u00e7\u00e3o, r\u00e1pido crescimento econ\u00f4mico e bolha econ\u00f4mica e posterior, as porcentagens dos artigos que descrevem crescimento e mudan\u00e7a e Crescimento e Mudan\u00e7a foram, respectivamente, 24.1%, 41.1%, 56.9% e 71.0%, indicando que o impacto do trabalho de Weeks foi significativo. Entretanto, a \"reloca\u00e7\u00e3o inevit\u00e1vel\" de hospitais apontada por Takeda68 \u00e9 ainda comum 80 anos depois, e as metodologias para a expans\u00e3o vertical, rejeitada por Osuga\u00b9\u00ba\u2077 e Yoshitake\u00b9\u2076\u2076, ainda n\u00e3o foram encontradas. A figura 1 acima mencionada pode ser a base para consolidar os m\u00faltiplos hospitais e a reorganiza\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios promovida pelo Sistema Nacional de Sa\u00fade no Reino Unido, mas h\u00e1 ainda talvez algumas li\u00e7\u00f5es a serem aprendidas com Weeks nesse pequeno diagrama.<br \/><br \/><strong>Refer\u00eancias<br \/><\/strong>Todas as refer\u00eancias est\u00e3o escritas em japon\u00eas. Elas est\u00e3o listadas por ordem cronol\u00f3gica de sua publica\u00e7\u00e3o, mas as revis\u00f5es em s\u00e9rie e menores est\u00e3o listadas consecutivamente.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Os seguintes s\u00edmbolos foram inclu\u00eddos ao fim de cada refer\u00eancia:<\/p>\r\n<p><i>+ crescimento e mudan\u00e7a&nbsp;<\/i>\u00e9 mencionado, mas nenhuma explica\u00e7\u00e3o detalhada \u00e9 dada.<\/p>\r\n<p><i>++ crescimento e mudan\u00e7a&nbsp;<\/i>\u00e9 explicado em detalhes.<\/p>\r\n<p><i>* Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;\u00e9 mencionado, mas nenhuma explica\u00e7\u00e3o detalhada \u00e9 dada.<\/p>\r\n<p><i>** Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;\u00e9 explicado em detalhes, mas n\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o ao vilarejo de Ashmore.<\/p>\r\n<p><i>*** Crescimento e Mudan\u00e7a<\/i>&nbsp;\u00e9 explicado em detalhes e inclui uma descri\u00e7\u00e3o do vilarejo de Ashmore.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Aus\u00eancia de s\u00edmbolos: N\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o alguma.<br \/><br \/><strong>Per\u00edodo do pr\u00e9-guerra at\u00e9 metade da Guerra (antes de 1945), 20 trabalhos com s\u00edmbolos, dentre 83<\/strong><br \/>1) Nobuyoshi Tsuboi: Hospital Building Construction Law and Knowledge Requirements, Iji Zassi, (6), 1874.2+&nbsp;<br \/><br \/>2) Tadanao Ishiguro: History of the Halkenstein Lung Hospital, Chugai Igaku Shimpo, (77), 1883.5<br \/><br \/>3) Yuzuru Watanabe: Architectural Law for Medical Clinics, Kenchiku Zasshi, 1(1), 1887.1<br \/><br \/>4) Hanroku Yamaguchi: Outline of Construction of Sewerage Pipes for the First Clinic of Imperial University, Kenchiku Zasshi, 2(19), 1888.7<br \/><br \/>5) Rintaro Mori: Nursing of Wounded Soldiers, Army Medical Training Course, 1889.3<br \/><br \/>6) Rintaro Mori: Hospital, Eisei Shinshi, (4), (6), 1889.3, 1889.6<br \/><br \/>7) Heidelberg University New Hospital, Kenchiku Zasshi, 3(33), 1889.9<br \/><br \/>8) Rintaro Mori: New Sanatorium built with Medical Design, Eisei Shinshi, (15), 1890.2<br \/><br \/>9) Jiro Tsuboi: Ventilation volume of a hospital room, Kenchiku Zasshi, 4(45), 1890.9<br \/><br \/>10) Aisue T.Y.: Treatise on Hospital Architecture, Kenchiku Zasshi, 8(86), 1894.2<br \/><br \/>11) Kotaro Sakurai: Hospital Construction Law, Kenchiku Zasshi, 10(113), 1896.5<br \/><br \/>12) Rintaro Mori and Masanao Koike: Hygiene New Edition, Nanko-do, 1896.12<br \/><br \/>13) Rintaro Mori and Masanao Koike: Hospitals, Hygiene New Edition, 2nd edition, Nanko-do, 1899.5<br \/><br \/>14) Rintaro Mori and Masanao Koike: Hospitals, Hygiene New Edition, 3rd edition, Nanko-do, 1904.10+<br \/><br \/>15) Rintaro Mori and Masanao Koike: Hospital, Hygiene New Edition, 5th edition, Nanko-do, 1914.9+.<br \/><br \/>16) Keikichi Ishii: Theory of Hospital Architecture, Kenchiku Zasshi, 11(128), 1897.8+<br \/><br \/>17) Keikichi Ishii: Hospital Architecture, Kenchiku Zasshi, 12(138), 1898.6<br \/><br \/>18) Shunro Watanabe: Infectious Disease and Barracks, Kenchiku Zasshi, 19(225), 1905.9<br \/><br \/>19) Hoyo Okawa: Hospital Construction, Special Building Law Part 2-5, Kenchiku Sekai, 5(1)-(5), 1911.1-1911.5<br \/><br \/>20) Excerpt from the examination bylaws for an application for establishment of a private hospital (Metropolitan Police Department) and Extract from Regulations to Control Infectious Disease Units in Private Hospitals, Special Building Law, Vol. 9, Kenchiku Sekai, 5(8), 1911.8<br \/><br \/>21) Sei Nobukawa: On Hospital Architecture, Part I-13, The World of Architecture, 6(2), (4)-(7), (9)-(12), 7(2)-(4), 1912.2-1913.4<br \/><br \/>22) Naito: Early Modern German Hospital Architecture (1)-(4), Kenchiku Zasshi, 26(308), (309), (311), (312), 1912.8-1912.12<br \/><br \/>23) Shibasaburo Kitasato (ed.): Social education and curing pulmonary tuberculosis, 1913.7<br \/><br \/>24) Tokyo City Hospital Building Regulation Draft, Kenchiku Zasshi, 29(353), 1915.12<br \/><br \/>25) Outline of the present regulations for hospitals, Kenchiku Zasshi, 29(353), 1915.12<br \/><br \/>26) Tokyo City Hospital Building Regulation, Kenchiku Zasshi, 31(369), 1917.1<br \/><br \/>27) Department of Health, Ministry of the Interior: Summary of Tuberculosis Hospitals, Sanatoriums and Tuberculosis Prevention Society, March 1919.<br \/><br \/>28) ST: A few thoughts on hospital construction (1), Architecture and Society, 5(4), 1922.4<br \/><br \/>29) Akira Uenami: Solar radiation in and around hospital buildings, Kenchiku Zasshi, 36(430), 1922.5<br \/><br \/>30) A reporter: Osaka Municipal Hospital to begin construction, Architecture and Society, 6(5), 1923.5<br \/><br \/>31) Masao Takamatsu: On the construction of hospital, The Journal of Medical Science and Devices, 1(5), (6), 1923.9, 1923.12<br \/><br \/>32) Masao Takamatsu: Ideal Hospital Architecture, New Tokyo and Architecture, Jiji-Shimpo-Sha, 1924<br \/><br \/>33) Takehira Okado: Hospital architecture Miscellaneous Impressions: Orders from patients, Architecture and Society, 8(7), 1925.7<br \/><br \/>34) Kemehisa Obata: Wish to be in hospital architecture, Architecture and Society, 8(8), 1925.8<br \/><br \/>35) Sukehachi Nagane: Study of Hospital Architecture, Kokusai Kenchiku Jiron, 1(1), 1925.9<br \/><br \/>36) E. F. Stevens: Design of a Hospital, Ika Kikaigaku Zasshi, 3(4), 1925.10<br \/><br \/>37) Mitsugu Yoshida: Hospital architecture, ARS Architecture, vol. 3, Arusu, 1926-1930+<br \/><br \/>38) Shogo Sakurai: On the Pharmacy Room in the Hospital, Kokusai Kenchiku Jiron, 3(2), 1927.2<br \/><br \/>39) Shogo Sakurai: On the Bathroom Facilities of Hospital, Kokusai Kenchiku Jiron, 3(3), 1927.3<br \/><br \/>40) Gennosuke Osawa: On the X-ray House, Kokusai Kenchiku Jiron, 3(4), 1927.4<br \/><br \/>41) Shogo Sakurai: On the Operating Room, Kokusai Kenchiku Jiron, 3(4), 1927.4<br \/><br \/>42) Sotusaburo Yamamoto: Psychological condition of the sick and miscellaneous impressions of hospital architecture, Kokusai Kenchiku Jiron, 3(4), 1927.4<br \/><br \/>43) Keisuke Murao: A review of tuberculosis sanatorium architecture, Kokusai Kenchiku Jiron, 3(4), April 1927.<br \/><br \/>44) Its Masuda: Construction requirements for hospitals, Kokusai Kenchiku Jiron, 3(5), 1927.5+<br \/><br \/>45) Ichiro Osawa: An Introduction to the Mechanical Equipment of Hospitals, Kokusai Kenchiku Jiron, 3(5), 1927.5+<br \/><br \/>46) Shogo Sakurai: On the Operating Room, Kokusai Kenchiku Jiron, 3(5), 1927.5<br \/><br \/>47) Toshiro Ichimori: On artificial lighting in hospitals, Kokusai Kenchiku Jiron, 3(5), 1927.5<br \/><br \/>48) Masao Takamatsu: On the architecture of hospitals, Ika Kikaigaku Zasshi, 5(1), (2), 1927.7, 1927.8<br \/><br \/>49) MT: Recent progress in overseas hospital planning, Nippon Kenchikushi, 1927.8<br \/><br \/>50) Chinosuke Yamada and Seiichiro Yamazaki: The Latest in Medical and Hospital Architecture and Design, Kanehara Shoten, 1927.9<br \/><br \/>51) Seiichiro Yamazaki: Latest Medical and Hospital Architecture and Design, 6th edition, Kanehara Shouten, 1935.1<br \/><br \/>52) Ichiro Osawa: Outline of Mechanical Equipment of Hospitals (2), The International Journal of Architecture, 4(1), 1928.1<br \/><br \/>53) Juro Kondo: The basic concept of hospital planning, Kenchiku Zasshi, 42(514), 1928.10<br \/><br \/>54) MT: Fire in hospitals and the building structure of special hospitals, Nippon Kenchikushi, 4(3), 1929.3<br \/><br \/>55) MT: Hospital facilities and their preparation, Nippon Kenchikushi, 4(4), 1929.4<br \/><br \/>56) MT: Lighting in hospitals, Nippon Kenchikushi, 4(5), 1929.5<br \/><br \/>57) Juro Kondo: Hospital architecture, The Pocket Book of Architectural Engineering, Maruzen, 1929.7<br \/><br \/>58) Juro Kondo: Hospital architecture, The Pocket Book of Architectural Engineering, Maruzen, 1933.5<br \/><br \/>59) Juro Kondo: Hospital architecture, The Pocket Book of Architectural Engineering, Revised edition, Maruzen, 1949.1<br \/><br \/>60) Juro Kondo: On the architecture of Tokyo Doai Memorial Hospital, Kenchiku Zasshi, 43(525), 1929.9<br \/><br \/>61) MT: Protection against radiation in the planning of the hospital's X-ray department, Nippon Kenchikushi, 5(5), 1929.11<br \/><br \/>62) MT: Trends in hospital construction lately, Nippon Kenchikushi, 5(5), 1929.11+<br \/><br \/>63) Gennosuke Osawa: Hospital and Clinic Construction and Their Equipments, Homeido Shoten, 1931.5+<br \/><br \/>64) Gennosuke Osawa: Hospital and Clinic Construction and Their Equipments, 3rd edition, Homeido Shoten, 1941.8+<br \/><br \/>65) Masao Takamatsu: Modern Western hospital architecture through \"Nosokomeion,\" Kenchiku Zasshi, 46(565), 1932.12<br \/><br \/>66) Masao Takamatsu: Hospital, Higher School of Architecture Vol.15 Hotel, Hospital and Sanatorium, Tokiwa Shobo, 1933.5<br \/><br \/>67) Masao Takamatsu and Tomiya Ibona: Hospital Architecture (Building Section), (Equipment Section), Pamphlet of Architectural Institute of Japan, 5(7), 1933.5+<br \/><br \/>68) Goichi Takeda: Modern tendency of hospital architecture, Architecture and Society, 17(10), 1934.10+<br \/><br \/>69) Saburo Kajiwara: A study of hospital architecture, Architecture and Society, 17(10), 1934.10<br \/><br \/>70) Kuro Washio: Tendency towards private rooms, Architecture and Society, 17(10),&nbsp;1934.10<br \/><br \/>71) Saburo Okura: Some Problems in Hospital Architecture, Architecture and Society, 17(10), 1934.10<br \/><br \/>72) Ichiro Osawa: Hospital architecture and its mechanical facilities, Architecture and Society, 17(10), 1934.10<br \/><br \/>73) Kenzaburo Kumagai: On the architecture of special hospitals, Architecture and Society, 17(10), 1934.10<br \/><br \/>74) Masujiro Kinoshita: The characteristics and special facilities of Konan Hospital, Architecture and Society, 17(10), 1934.10<br \/><br \/>75) Tokio Mito: A few findings on the construction of tuberculosis sanatorium, Tuberculosis 13(6), 1935.6+<br \/><br \/>76) On the architecture of hospital, Masao Takamatsu's work and writings, Masao Takamatsu's memorial work, Sep. 1935.<br \/><br \/>77) shosaku Hariya: The present situation of tuberculosis sanatoriums in Japan, Kenchiku Zasshi, 51(624), 1937.3+.<br \/><br \/>78) Shujiro Haruki: Problems in the construction of tuberculosis sanatorium, Tuberculosis, 16(6), 1938.6<br \/><br \/>79) Jun Yamada: Study on hospital architecture and block plan, Hospital, Vol. 18, No. 5 (206), 1941.5<br \/><br \/>80) Kunitaro Ochiai: A study of the design of a hospital room for infectious diseases, The Hospital, No. 19(214), 1942.1+.<br \/><br \/>81) Outline of Construction of Japan Medical Unity Nuclear Sanatorium, Hospital, No.20(228), 1943.3<br \/><br \/>82) Ikuji Nishio: Equipment of university hospital seen from a clerical point of view, Hospital, No. 20(235), 1943.10<br \/><br \/>83) Shigeo Kono: Facilities of Japan Medical Center, Kenchiku Zasshi, 58(709), 1944.5+.<br \/><br \/><strong>Per\u00edodo do p\u00f3s-guerra at\u00e9 a reconstru\u00e7\u00e3o (1945-1959), 30 trabalhos com s\u00edmbolos, dentre 73<br \/><\/strong>84) Hideto Kishida: On hospital architecture, Medical Care, 3(3), 1948.3<\/p>\r\n<p>85) Fuminori Honna: Institutional facilities for patients, Medical treatment, 3(3), 1948.3<\/p>\r\n<p>86) Seijiro Iwai: Institutional facilities for staff, Medical care, 3(3), 1948.3<\/p>\r\n<p>87) Hospitals in the Chain System (1)-(5), Kenchiku Bunka, (27)-(31), 1949.2-1949.6<\/p>\r\n<p>88) Tani: Japan's first Western-style hospital, The Hospital, 1(1), 1949.7<\/p>\r\n<p>89) Yasumi Yoshitake: On the design of foreign hospitals, Hospitals, 1(2), 1949.8+<\/p>\r\n<p>90) Eiichiro Hisamatsu: Visiting record of Center Hospital, Hospital, 1(2), 1949.8<\/p>\r\n<p>91) Shintaro Kotani: Medical Treatment and Medical Institutions in the U.S.A. (1), (2), (3), Hospital, 1(4), (5), 1949.10, 1949.11<\/p>\r\n<p>92) Y. Y.: A Brief History of Hospitals (No.1)-(No.19), Hospitals, 1(4)-6(6), 1949.10-1951.6<\/p>\r\n<p>93) Senji Kobayashi: Hospital Architecture in Japan (1)-(4), Hospitals, 2(1), (3), (4), 3(1), 1950.1, 1950.3, 1950.4, 1950.7<\/p>\r\n<p>94) Shintaro Kotani: Tuberculosis Hospital in the U.S., Hospital, 2(2), 1950.2<\/p>\r\n<p>95) Fuminori Honna: About a few hospitals, Hospitals, 2(2), 1950.2<\/p>\r\n<p>96) Ministry of Health and Welfare, Bureau of Medical Affairs: Outline of hospital site selection and construction plan, Hospital, 3(1), 1950.7<\/p>\r\n<p>97) Building Research Institute: Collection of Model Building Drawings, Building Research Institute, 1950.10<\/p>\r\n<p>98) Ryutaro Azuma: Minimum Standards for Hospitals in America, Hospitals, 4(1), 1951.1<\/p>\r\n<p>99) Ministry of Health and Welfare, Health Bureau: Standard design of national health insurance clinics, National Health Insurance Research Committee, 1951.1+<\/p>\r\n<p>100) Yasumi Yoshitake: On the design plan of hospital architecture, Kenchiku Zasshi,&nbsp;66(771), 1951.2<\/p>\r\n<p>101) AIJ (ed.): Architectural Design Materials Collection 2, Maruzen, 1951.2+<\/p>\r\n<p>102) Translated by Eiichi Imamura, Takefumi Shimauchi: Elements of the General Hospital, Hospital, 4(3), (5), 5(1), (2), (5), (5), (6), 6(1), (2), (3), 1951.3-1952.3<\/p>\r\n<p>103) Yasumi Yoshitake, Hiroshi Moriya, Yukio Yoshida: On the design of a 200-bed hospital, Hospital, 4(4), 1951.4+.<\/p>\r\n<p>104) Hidetoshi Kishida, Yasui Yoshitake and Molin Kuo: Design of a General Hospital, Research Report of the Architectural Institute of Japan, 1951.5<\/p>\r\n<p>105) Tuberculosis Prevention Division, Public Health Bureau, Ministry of Health and Welfare: A guide to tuberculosis sanatorium construction, Hospital, 4(6), 1951.6+<\/p>\r\n<p>106) Junzo Sakakida: Guide to design of hospital buildings, Relief, (282), 1951.6+<\/p>\r\n<p>107) Yanagi Osuga: Divisional architecture of the Small and Medium City General Hospital (1), (2), Hospitals, 5(2), (5), 1951.8, 1951.11++<\/p>\r\n<p>108) Shigebumi Suzuki and Shunsuke Yamamoto: Hospital Design in Europe and America in 2.3, (13), 1951.8<\/p>\r\n<p>109) Gennosuke Osawa: Architectural Drawings of Hospitals, Shokokusha, 1951.10<\/p>\r\n<p>110) Gennosuke Osawa: Architectural Drawings of Hospitals, Revised and 10th Edition, Shokokusha, 1967.2<\/p>\r\n<p>111) Shinichi Sekine: On the construction of a psychiatric hospital, Hospital, 6(1), 1952.1<\/p>\r\n<p>112) Yasumi Yoshitake: On the Conditions for Designing a Ward and the Handling of Ward Blocks Two Problems of Ward Design in Japan, Kenchiku Bunka, (63), 1952.2<\/p>\r\n<p>113) Yasumi Yoshitake: Report on Hospital Design in London Architectural Research Council (England, USA and Sweden), Kenchiku Zasshi, 67(784), 1952.3+<\/p>\r\n<p>114) Shinichi Sekine: Management of Mental Hospitals, Hospital Encyclopedia 2, Igaku-shoin, 1952.8<\/p>\r\n<p>115) Gennosuke Osawa: Planning of Medical Hospital Construction, Shokokusha, 1952.10+<\/p>\r\n<p>116) Fuminori Honna: Equipment of Hospitals, Hospitals, 3, Igaku-shoin, 1952.10<\/p>\r\n<p>117) Fuminori Honna: Progress of Hospitals, Hospitals, 7(4), 1952.10+<\/p>\r\n<p>118) Takehiko Ogawa: Design and Structure of the General Hospital (1)-(10), Hospital, 7(5)-9(3), 1952.11-1953.9+<\/p>\r\n<p>119) Takehiko Ogawa: Hospital Architecture Planning and Equipment, Shokokusha, 1955.9+<\/p>\r\n<p>120) U.S. Department of Education and Health Sciences, Public Health Service (ed.), translated by Yasumi Yoshitake, Gentaro Watanabe, Makoto Ito: Design and Structure of the General Hospital, Sagami Shobo, 1956.11<\/p>\r\n<p>121) U.S. Department of Education and Health Services, Public Health Service (ed.): Design and Structure of General Hospitals, revised edition, Sagami Shobo, June 1968<\/p>\r\n<p>122) Committee of University Hospitals: Guidelines for improving University Hospitals, Ministry of Education, Culture, Sports, Science and Technology Monthly Report, 1953.1<\/p>\r\n<p>123) Takashi Takano: Planning of General Hospital, Architectural Technology, (25), 1953.6<\/p>\r\n<p>124) Kisaburo Ito: Department and Space of Modern Hospitals, Shinkenchiku, 28(10),&nbsp;1953.10+<\/p>\r\n<p>125) Ichiro Suzuki: On hospital planning, Kenchiku Bunka, (83), 1953.10<\/p>\r\n<p>126) Yasumi Yoshitake: Central Clinic Facilities of Hospital, Kenchiku Bunka, (87), 1954.2<\/p>\r\n<p>127) Hitoshi Hoshino: Renovation of a Medical Hospital and Design of an Infirmary, Kanehara Publishing, 1954.10<\/p>\r\n<p>128) Hirotoshi Hashimoto and Kenichi Takino: Outpatient Care in Hospitals, Equipment and Function of Hospitals in Perspective 11, 1955.1<\/p>\r\n<p>129) Hideya Kobayashi: Perspectives on the Construction Plan of University Hospital (1)-(5), Hospitals, 12(5), 13(1)-(4), 1955.5-1955.10+<\/p>\r\n<p>130) Hirotoshi Hashimoto: Equipment and Functions of Modern Hospitals with Photographs, Hospital Encyclopedia 8, Igaku-shoin, June 1955.<\/p>\r\n<p>131) Hideo Kunikata and Masataka Tanaka: The medical ward of Kanto General Hospital, Kenchiku Bunka, (104), 1955.7<\/p>\r\n<p>132) Mamoru Yamada: Block plan of the General Hospital to which I was connected, Kenchiku Bunka, (104), 1955.7<\/p>\r\n<p>133) A Study of the General Hospital Plan (Architectural Record), Kenchiku Bunka, (104), 1955.7<\/p>\r\n<p>134) Yasumi Yoshitake: Planning of Hospital Outpatient Department, Kenchiku Bunka, (104), 1955.7<\/p>\r\n<p>135) Planning of a hospital starts from the flow line, Kenchiku Bunka, (104), 1955.7<\/p>\r\n<p>136) Special Issue on Hospital Architecture, Kenchiku Sekai, 5(4), 1956.4<\/p>\r\n<p>137) Architectural Institute of Japan (ed.): Handbook of Architecture, Maruzen, 1956.12<\/p>\r\n<p>138) Architectural Institute of Japan (ed.): Handbook of Architecture, 2nd edition, Maruzen, 1959.1+<\/p>\r\n<p>139) Yasumi Yoshitake: Recent developments in hospital architecture, HOSPITALS, 16(2), 1957.2+<\/p>\r\n<p>140) Takefumi Shimauchi: Hospital Management, Byoin Zensho 10, Igaku-shoin, 1957.3+<\/p>\r\n<p>141) Takefumi Shimauchi: Hospital Administration, 2nd edition, Igaku-shoin, 1967.10<\/p>\r\n<p>142) Takashi Hirayama, Kunio Maekawa, Yasumi Yoshitake et al.: Shinsei Kenchiku Keikaku, 1957.4+<\/p>\r\n<p>143) Makoto Ito: Some Problems of Hospital Architecture in Modern Japan, Shinkenchiku, 32(5), 1957.5+<\/p>\r\n<p>144) Yasumi Yoshitake: Recent developments in hospital architecture, Shinkenchiku, 32(5), 1957.5+<\/p>\r\n<p>145) Eiichi Imamura: The reality of hospital management, Igaku-shoin, 1958.4+<\/p>\r\n<p>146) Yasumi Yoshitake: Hospitals in England and Germany, The Hospital, 17(6), 1958.5<\/p>\r\n<p>147) Takehiko Ogawa: Hospital architecture in Europe, Hospitals, 17(6), 1958.5<\/p>\r\n<p>148) Shogo Sakurai: Building Facilities of Hospitals in Europe, Hospitals, 17(6), 1958.5<\/p>\r\n<p>149) Yasumi Yoshitake and Takehiko Ogawa: Graph of European Hospital Architecture, Hospitals, 17(6), 1958.5<\/p>\r\n<p>150) Tokutaro Nishijima: Attendance at the first International Hospital Architecture Seminar, Hospitals, 17(6), 1958.5<\/p>\r\n<p>151) Hiroshi Moriya, Takehiko Ogawa, Shogo Sakurai, Yukio Yoshida, Yasumi Yoshitake, Hospital Architecture in Europe, Hospitals, 17(6), 1958.5<\/p>\r\n<p>152) Takehiko Ogawa: Hospital Architecture in Europe, Shokokusha, 1959.3<\/p>\r\n<p>153) Yasumi Yoshitake and Makoto Ito: On recent medical facilities, Architecture and Society, 40(10), 1959.10<\/p>\r\n<p>154) Ryoichi Ura: A proposal for a future medical and health care facility network (A proposal for a large housing complex), Architecture and Society, 40(10), 1959.10<\/p>\r\n<p>155) Makoto Ito and Kaichiro Kurihara: On the type and size of nursing units, Architecture and Society, 40(10), 1959.10<\/p>\r\n<p>156) Rurushige Miura: A critical look at hospital architecture, Architecture and Society, 40(10), 1959.10+<\/p>\r\n<p><strong>Per\u00edodo do r\u00e1pido crescimento econ\u00f4mico (1960-1979), 33 trabalhos com s\u00edmbolos, dentre 58<br \/><\/strong>157) Yasumi Yoshitake: Tokoname City Hospital, Kenchiku Bunka, (159), 1960.1<\/p>\r\n<p>158) Shingo Kawamura: Problems in Hospital Facilities, Kenchiku Bunka, (159), 1960.1<\/p>\r\n<p>159) Japan Institute of Hospital Architecture (ed.): Illustrations of Hospital Architecture in Japan, Shokokusha, 1960.2+<\/p>\r\n<p>160) Yasumi Yoshitake, et al.: A Study on Architectural Planning of Hospitals, Annual Report of the Architectural Institute of Japan, 1960.7<\/p>\r\n<p>161) Yasumi Yoshitake: Hospital Architecture and Its Functions, The Complete Collection of World Architecture 12, Modern III: Bunka To Kosei, Heibonsha, 1960.8<\/p>\r\n<p>162) Yoshitake Laboratory: Architectural Planning Note (2), Shokokusha, 1960.9<\/p>\r\n<p>163) Kenji Danno, Yasumi Yoshitake, Shogo Sakurai: Architecture and Facilities of Hospital, Problems of Hospital Architecture and Facilities, Hospital, 19(9), 1960.9<br \/><br \/>164) Architectural Institute of Japan (ed.): Architectural Design Materials Collection 2, Maruzen, 1960.12<br \/><br \/>165) Yasumi Yoshitake et al.: The University of Architecture &lt;35&gt; Hospital, Shokokusha, 1962.6+<br \/><br \/>166) Yasumi Yoshitake et al.: The Newly Revised College of Architecture &lt;35&gt; Hospitals, Shokokokusha, 1969.3+<br \/><br \/>167) Yasumi Yoshitake: The trend of hospital architecture and future problems, Hospitals, 21(10), 1962.10+.<br \/><br \/>168) Yasumi Yoshitake: Planning the Design of Hospitals Length of Stay and Design Planning, Mathematics Seminar, 2(7), 1963.7<br \/><br \/>169) Hospital Architecture Research Group (ed.): Hospital Function and Architecture, Science and Technology Library, Sept. 1963.<br \/><br \/>170) Hirotoshi Hashimoto: A Photographic Commentary on Hospital Management, Igaku-shoin, 1963.11<br \/><br \/>171) Yasumi Yoshitake: Hospital attached to the Cancer Institute, Kenchiku Bunka, (205), 1963.11<br \/><br \/>172) New Clinic\/additional volume: Planning and design of clinic architecture, Physicians' Drug Publishing, 1964.1<br \/><br \/>173) Yasumi Yoshitake: On recent hospital architecture, Juntendo Medical Journal, 9(3\/4)(634), 1964.3<br \/><br \/>174) Yasumi Yoshitake: Hospital architecture, Hospital, 23(6), 1964.6<br \/><br \/>175) Kisaburo Ito: Hospital architecture plan 1-6, Kenchiku Sekai, 13(10), (12), 14(1), (2), 15(7), (8), 1964.10-1966.8<br \/><br \/>176) Yasumi Yoshitake: Study on architectural planning Architectural planning on the usage of buildings, Kajima Publishing Company, 1964.12<br \/><br \/>177) Planning and Design of Medical Clinic Architecture Vol. 1, Medical and Dental Publishing, 1964.12<br \/><br \/>178) Planning and Design of Medical Clinic Architecture Vol. 2, Medical and Dental Publishing, 1965.2+<br \/><br \/>179) Planning and Design of Medical Clinic Architecture Vol. 3, Medical and Dental Publishing, 1967.5+<br \/><br \/>180) Hiroshi Moriya, Yasumi Yoshitake et al.: New Hospital Facilities, Ika Kikaigaku Zasshi, 35(1), 1965.1<br \/><br \/>181) Japan Institute of Hospital Architecture (ed.): Illustrations of Hospital Architecture in Japan, Shokokusha, April 1965.<br \/><br \/>182) Makoto Ito: The future of hospital architecture, Architecture and Society, 46(12), 1965.12<br \/><br \/>183) Nikken Sekkei Hospital Planning Study Group: From the perspective of an architect, Architecture and Society, 46(12), 1965.12+<br \/><br \/>184) Yasumi Yoshitake, Ryoichi Ura, Masao Hayakawa, Norio Nishino, Makoto Ito: Aichi Cancer Center, Shinkenchiku, 41(4), 1966.4<br \/><br \/>185) Yasumi Yoshitake: The design of rehabilitation facilities(2) Rehabilitation Center of the University of Tokyo Hospital, Hospital, 26(1), 1967.1+<br \/><br \/>186) Yasumi Yoshitake: Introduction to architectural planning (1), Corona, 1967.3+<br \/><br \/>187) Yasumi Yoshitake: Hospital architecture and ergonomics, Rinsho Kagaku, 3(6), 1967.6<br \/><br \/>188) Nikken Sekkei: Hospital Architecture, 1967.11<br \/><br \/>189) Takefumi Shimauchi: Hospital Administration, The Latest Nursing Encyclopedia, Special Volume 4, 1967.11+<br \/><br \/>190) Kiyonobu Mikanagi: Fundamentals of hospital architecture, Chiryo, 50(1), 1968.1<br \/><br \/>191) Hospital architecture (Kehiko Ogawa &amp; Associates), Architecture, (94), 1968.6<br \/><br \/>192) Nikken Sekkei Hospital Planning Study Group: Hospital Design Theory, Architecture and Society, 49(6), 1968.6<br \/><br \/>193) Eiichi Imamura: Theory and practice of hospital management, Igaku-shoin, 1968.11+<br \/><br \/>194) Tadashi Yanagisawa: Growth and change in hospital architecture, Journal of Contemporary Medicine, 17(1), 1969.9**++<br \/><br \/>195) Tota Nomura: The present situation and new direction of medical facilities in Europe and America-1, Kenchiku Bunka, (277), 1969.11+<br \/><br \/>196) Tadashi Yanagisawa and Shoji Imai: Designing for Growth and Change: A New Approach to Hospital Architecture, Kenchiku Bunka, (278), 1969.12**++<br \/><br \/>197) Makoto Ito: Hospitals, Architectural Planning 10, Maruzen, 1970.7+<br \/><br \/>198) Ryoichi Ura et al.: Medical Care, Architectural Planning 4: Community Facilities, Maruzen, June 1973.<br \/><br \/>199) Architectural Institute of Japan (ed.): A History of the Development of Japanese Architecture, Maruzen, 1972.9<br \/><br \/>200) Tadashi Yanagisawa: McMaster University Health Science Center, Hospital Architecture, (17), 1972.10*++<br \/><br \/>201) Makoto Ito: Hospital architecture and ward equipment, Ika Kikaigaku Zasshi, 43(9), September 1973.<br \/><br \/>202) Makoto Ito et al. ed: Building, Equipment and Medical Devices, Hospital Administration Series, Volume 6, II, Igaku-shoin, 1974.1++<br \/><br \/>203) Yasumi Yoshitake: Introduction to Hospital Design Planning, The College of Modern Surgery 1, Nakayama Shoten, 1974.12+<br \/><br \/>204) Nikken Sekkei: Hospital Architecture, Nikken Sekkei, 1975++<br \/><br \/>205) Tadashi Yanagisawa: Medical equipment from the viewpoint of hospital architecture, Ika Kikaigaku Zasshi, 45(11), 1975.11++<br \/><br \/>206) Katsuhiro Hayashi: Hospital Architecture from the Viewpoint of Medical Equipment, Journal of Medical Instrumentation, 45(11), 1975.11+<br \/><br \/>207) Sadamitsu Masuda: Hospital Architecture from the viewpoint of Medical Equipment -Focusing on the wall system of ICU and CCU-, Journal of Medical Instrument Science, 45(11), 1975.11<br \/><br \/>208) Japan Institute of Hospital Architecture (ed.): Illustrations of Hospital Architecture in Japan, Kajima Institute of Technology, 1976.4+<br \/><br \/>209) Special Issue on Hospital Architecture, Kenchiku Gaho, 12(108), 1976.11++<br \/><br \/>210) Yasumi Yoshitake: Hospital architecture in the future, Hospital, 38(1), 1979.1<br \/><br \/>211) Takehiko Ogawa: Structure of hospital architecture, Kajima Institute of Technology, 1979.8+<br \/><br \/>212) Takehiko Ogawa: Structure of hospital architecture, Kashima Institute, 1987.12+<br \/><br \/>213) Takehiko Ogawa: A method of hospital formation for planning and design practice, Kajima Publishing House, 2000.5++<br \/><br \/>214) Architectural Institute of Japan (ed.): Architectural Design Materials Collection 6 Architecture-Life, Maruzen, 1979.10+<br \/><br \/><strong>Per\u00edodo da bolha econ\u00f4mica e posterior (1980-2004), 22 trabalhos com s\u00edmbolo, dentre 31<\/strong><br \/>215) Kajima Corporation Architectural Design Division: Hospitals As a guide for those who build, 1980++<br \/><br \/>216) AIJ (ed.): Handbook of Architecture I, Planning, 2nd edition, Maruzen, 1980.2++<br \/><br \/>217) Kensetsu Kogyo Chosaikai: Base Design Document for Hospital Facilities, Kensetsu Kogyo Chosaikai, 1980.4+<br \/><br \/>218) Yasumi Yoshitake: Introduction to Hospital Construction Planning, Hospital Management System Volume 6, I, Igaku-shoin, 1980.11++<br \/><br \/>219) New Japan Institute of Architects (ed.): Medical Hospital I: Private Clinic, Shokokusha, 1983.12<br \/><br \/>220) New Japan Institute of Architects (ed.): Medical Hospital II: Private Hospital, Shokokusha, 1984.5<br \/><br \/>221) S. Nagel + S. Reinke, translated by Katsuo Komuro: Hospitals, Special Hospitals, World Architecture Photo Series 12: Medical Facilities, Shubunsha, 1984.2+<br \/><br \/>222) Lewis G. Redstone (ed.), translated by Kazuo Tanaka: Hospitals and Medical Facilities, Contemporary Architecture, 1984.11**++<br \/><br \/>223) Kenchiku Shicho Kenkyusho Kenkyusho (ed.): Hospital Architectural Design Materials 11, Architectural Materials Research Co.<br \/><br \/>224) Medical Clinic Planning Editorial Committee (ed.): Examples of Hospital Planning and Design, Shokokusha, 1986.7+<br \/><br \/>225) Medical Clinic Planning Editorial Committee (ed.): Examples of medical clinic planning and design, Revised edition, Shokokusha, 1997.12<br \/><br \/>226) Japan Hospital Architecture Association (ed.): Architectural drawings of modern Japanese hospitals, Kajima Publishing, 1986.11+<br \/><br \/>227) Tadashi Yanagisawa: Growth, Change and Facility Management, Hospital Facilities, 29(4), 1987.7*++<br \/><br \/>228) Makoto Ito et al.: Shin Kenchiku Taikei &lt;31&gt; Hospital Design, Shokokokusha, 1987.9**++<br \/><br \/>229) Makoto Ito et al.: Shin Kenchiku Taikei &lt;31&gt; HOSPITAL DESIGN, 2nd edition, Shokokusha, 2000.8**++<br \/><br \/>230) J. Weeks, translated by Yasushi Nagasawa: Geography of Hospitals, Hospitals, 46(11), 1987.11***<br \/><br \/>231) Choichi Shinya: A Historical Study of Hospital Architecture in Modern Japan, Kyushu University, 1988.2<br \/><br \/>232) Yasumi Yoshitake: The process of making a model plan for a general hospital (1950), Proceedings of Kanto Branch of Architectural Institute of Japan, (59), 1989.11<br \/><br \/>233) Saburo Kamibayashi: Handbook of Hospital Facilities, Japan Planning Center, Nov. 1989<br \/><br \/>234) Robert Visscher, translated by Hille Lau and Katsuo Komuro: New Challenges in Hospital Architecture: The Coming of the Age of All Private Rooms, Shubunsha, 1990.12<br \/><br \/>235) W. Paul James, William Tatton-Brown, Yutaka Kawaguchi, translated by Midori Nomura: Hospitals: The Development of Hospital Architecture, Planning and Design, Soft Science, 1992.2+**<br \/><br \/>236) S.D.S. Editorial Board: S.D.S. Space Design Series Volume 4: Medical and Welfare, New Japan Hoki Publishing, 1995.7**++<br \/><br \/>237) Sumio Fujie et al.: Architectural Planning and Design Series 16 Health Care Facility, Ichigaya Press, 1999.8++<br \/><br \/>238) Kenchiku-Shicho Kenkyusho Kenkyusho (ed.): HOSPITAL 2: Architectural Design Document 72, Architectural Materials Research Co.<br \/><br \/>239) J. Weeks, translated by Yasushi Nagasawa: Can hospitals cope with growth and change? Validation at Northwick Park Hospital, Hospital, 59(9), 2000.9++**<br \/><br \/>240) Architectural Institute of Japan (ed.): Architectural Design Documents: Welfare and Medical Care, Maruzen, 2002.9+<br \/><br \/>241) Tetsuro Yamashita: Verification of Growth and Change of hospitals, Hospitals, 62(4), 2003.4++**<br \/><br \/>242) Jun Ueno et al.: A study of the planning history of hospital architecture in post-war Japan, Japan Health and Welfare Architecture Association, 2004.6+<br \/><br \/>243) Yasumi Yoshitake: Brief Description of Architectural Design Studies I, 2004.11<br \/><br \/>244) Yasumi Yoshitake: A Brief History of Architectural Design Studies II, Nov. 2004.<br \/><br \/>245) Yoon Seowon: A Study on Formal Standards in Japanese Modern Hospital Architecture, University of Tokyo, March 2007.<\/p>","protected":false},"featured_media":0,"template":"","class_list":["post-8048","materia","type-materia","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/materia\/8048","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/materia"}],"about":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/materia"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8048"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}