{"id":8063,"date":"2024-06-12T14:30:20","date_gmt":"2024-06-12T17:30:20","guid":{"rendered":"https:\/\/iph.org.br\/materia\/revestimento-de-pisos-hospitalares-estudo-de-caso-da-manta-vinilica-aplicada-em-um-hospital-de-salvador-ba\/"},"modified":"2024-06-27T14:13:02","modified_gmt":"2024-06-27T17:13:02","slug":"revestimento-de-pisos-hospitalares-estudo-de-caso-da-manta-vinilica-aplicada-em-um-hospital-de-salvador-ba","status":"publish","type":"materia","link":"https:\/\/iph.org.br\/en\/materia\/revestimento-de-pisos-hospitalares-estudo-de-caso-da-manta-vinilica-aplicada-em-um-hospital-de-salvador-ba\/","title":{"rendered":"Revestimento de pisos hospitalares: Estudo de caso da manta vin\u00edlica aplicada em um hospital de Salvador, BA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Resumo<\/strong><br \/>A manta vin\u00edlica \u00e9 um tipo de revestimento de piso composto de policloreto de vinila (PVC) que vem sendo bastante utilizada nos ambientes hospitalares pelo baixo custo, diferentes tamanhos e cores, f\u00e1cil aplicabilidade e manuten\u00e7\u00e3o. O objetivo deste artigo foi analisar a&nbsp;aplica\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica no maior hospital p\u00fablico do Norte e Nordeste, localizado na cidade de Salvador, Bahia, com intuito de melhorar a sua aplica\u00e7\u00e3o nesses ambientes. Esta an\u00e1lise foi desenvolvida atrav\u00e9s de um estudo de caso num setor espec\u00edfico do hospital, a Hemodin\u00e2mica. O estudo foi desenvolvido atrav\u00e9s de pesquisas em artigos j\u00e1 publicados sobre o setor hospitalar e suas normas, al\u00e9m do processo de instala\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica para entender melhor o objeto e o material a ser estudado. A partir dos conhecimentos adquiridos, o estudo foi desenvolvido com a verifica\u00e7\u00e3o&nbsp;<i>in loco<\/i>&nbsp;do m\u00e9todo de aplica\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica e a avalia\u00e7\u00e3o do resultado quanto \u00e0s exig\u00eancias f\u00edsicas e higi\u00eanicas para um hospital.&nbsp;<br \/><br \/><strong>Palavras-chave:&nbsp;<\/strong><br \/>Manta vin\u00edlica, revestimento de pisos hospitalares. Hemodin\u00e2mica.<br \/><br \/><strong>1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>Os revestimentos para piso s\u00e3o de grande import\u00e2ncia para qualquer empreendimento, visto que podem proporcionar conforto ao usu\u00e1rio, al\u00e9m de acabamento e funcionalidade para os ambientes. No entanto, \u00e9 necess\u00e1rio fazer um estudo criterioso acerca da sua utiliza\u00e7\u00e3o, haja vista ser necess\u00e1ria a preocupa\u00e7\u00e3o quanto ao desempenho t\u00e9cnico do revestimento: durabilidade, seguran\u00e7a, limpeza, apar\u00eancia,&nbsp;ac\u00fastica e manuten\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>Nos ambientes hospitalares, a manta vin\u00edlica vem sendo bastante utilizada devido \u00e0 sua facilidade de aplica\u00e7\u00e3o, manuten\u00e7\u00e3o e limpeza, al\u00e9m do custo-benef\u00edcio. Al\u00e9m disso, este revestimento atende aos requisitos normativos descritos na Resolu\u00e7\u00e3o da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, a Resolu\u00e7\u00e3o de Diretoria Colegiada n\u00ba 50\/2002 (RDC).<br \/><br \/>Este artigo tem como objetivo avaliar a qualidade da aplica\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica e analisar se esta atende ou n\u00e3o \u00e0s exig\u00eancias f\u00edsicas e sanit\u00e1rias de um ambiente hospitalar.<br \/><br \/>O hospital em estudo, inaugurado no final dos anos 80, \u00e9 o maior das regi\u00f5es Norte e Nordeste do Brasil. Com mais de 600 leitos, atende, por m\u00eas, 120 mil pessoas em ambulat\u00f3rio e 1,3 mil internamentos, al\u00e9m de realizar 3.500 partos por ano, tornando-se refer\u00eancia em \u00e1reas como&nbsp; obstetr\u00edcia, pediatria, fisioterapia e ortopedia, al\u00e9m de procedimentos de grande complexidade, como a neurocirurgia (INTS, 2019).<br \/><br \/>O presente estudo foi desenvolvido, primeiramente, a partir de uma pesquisa bibliogr\u00e1fica, com o objetivo de conhecer as normas e as especifica\u00e7\u00f5es de um ambiente hospitalar e da manta vin\u00edlica para poder analisar a aplicabilidade do revestimento. Com isso, algumas visitas foram realizadas no local, de modo a acompanhar e analisar a instala\u00e7\u00e3o do material e, portanto, averiguar as condi\u00e7\u00f5es de efici\u00eancia higi\u00eanica e f\u00edsica de uma manta vin\u00edlica no hospital. Este estudo, al\u00e9m de abordar aspectos t\u00e9cnicos, se destaca no seu car\u00e1ter social, uma vez que visa ao aprimoramento da aplica\u00e7\u00e3o deste revestimento em atendimento a todas as necessidades funcionais e sanit\u00e1rias de um hospital, objetivando a redu\u00e7\u00e3o de riscos de infec\u00e7\u00e3o hospitalar.<br \/><br \/><strong>2 Revestimentos de piso<\/strong><br \/><br \/><strong>2.1 Conceitos gerais<br \/><\/strong>Em ambiente hospitalar, a escolha do revestimento para piso \u00e9 estabelecida pela funcionalidade da institui\u00e7\u00e3o, que, segundo a RDC n\u00ba 50\/2002 da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (2002, p. 36), \u00e9 entendida \"[...] como o espa\u00e7o fisicamente determinado e especializado para o desenvolvimento de determinada(s) atividade(s), caracterizado por dimens\u00f5es e instala\u00e7\u00f5es diferenciadas\".<br \/><br \/>Os ambientes de um hospital, conforme a RDC n\u00ba 50\/2002 da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria, s\u00e3o classificados quanto \u00e0 transmissibilidade de doen\u00e7as pelos seguintes crit\u00e9rios:<\/p>\r\n<div>- \u00c1reas cr\u00edticas - s\u00e3o os ambientes onde existe risco aumentado de transmiss\u00e3o de infec\u00e7\u00e3o, onde se realizam procedimentos de risco, com ou sem pacientes, ou onde se encontram pacientes imunodeprimidos; <br \/>- \u00c1reas semicr\u00edticas - s\u00e3o todos os compartimentos ocupados por pacientes com doen\u00e7as infecciosas de baixa transmissibilidade e doen\u00e7as n\u00e3o infecciosas; <br \/>- \u00c1reas n\u00e3o cr\u00edticas - s\u00e3o todos os demais compartimentos dos EASs [Estabelecimento Assistencial de Sa\u00fade] n\u00e3o ocupados por pacientes, onde n\u00e3o se realizam procedimentos de risco (BRASIL, 2002, p. 99).<br \/><br \/><\/div>\r\n<div>Os ambientes, segundo a RDC n\u00ba 50\/2002 da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (2002, p. 92), devem seguir as \"[...] exig\u00eancias de conforto higrot\u00e9rmico e luminoso, que na localiza\u00e7\u00e3o da edifica\u00e7\u00e3o no terreno devam ser seguidas as exig\u00eancias do c\u00f3digo de obras local\". Com isso, \u00e9 necess\u00e1rio observar a funcionalidade do local a partir das caracter\u00edsticas do sistema populacional que o utiliza e dos aparelhos e&nbsp;equipamentos presentes.<br \/><br \/>Neste sentido, os materiais para os revestimentos nesses ambientes hospitalares, segundo a RDC n\u00ba 50\/2002 da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (2002, p. 107), \"[...] devem ser resistentes \u00e0 lavagem e ao uso de desinfetantes [...]\". Al\u00e9m disso, esta escolha tem que priorizar \"[...] materiais de acabamento que tornem as superf\u00edcies monol\u00edticas, com o menor n\u00famero poss\u00edvel de ranhuras ou frestas, mesmo ap\u00f3s o uso e limpeza frequente [...]\" (BRASIL, 2002, p. 107).<br \/><br \/>Para os rodap\u00e9s, segundo a RDC n\u00ba 50\/2002 da Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria (2002, p. 107), \u00e9 importante se atentar \u00e0 sua uni\u00e3o \"[...] com a parede de modo que os dois estejam alinhados, evitando-se o tradicional ressalto do rodap\u00e9 que permite o ac\u00famulo de p\u00f3 e \u00e9 de dif\u00edcil limpeza\". Desta forma, para esta jun\u00e7\u00e3o, conforme a RDC n\u00ba 50\/2002, atenta-se que:<\/div>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>A execu\u00e7\u00e3o da jun\u00e7\u00e3o entre o rodap\u00e9 e o piso deve ser de tal forma que permita a completa limpeza do canto formado. Rodap\u00e9s com arredondamento acentuado, al\u00e9m de serem de dif\u00edcil execu\u00e7\u00e3o ou mesmo impr\u00f3prios para diversos tipos de materiais utilizados para acabamento de pisos, pois n\u00e3o permitem o arredondamento, em nada facilitam o processo de limpeza do local, seja ele feito por enceradeiras, seja por rodos ou vassouras envolvidos por panos (BRASIL, 2002, p. 107).<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<div>Por fim, outra caracter\u00edstica importante na escolha do revestimento est\u00e1 na baixa emiss\u00e3o de som, uma vez que o barulho, tanto para profissionais, quanto para o enfermo, pode \"[...] ocasionar transtornos a essas pessoas e at\u00e9 mesmo influenciar na recupera\u00e7\u00e3o de pacientes\" (GOES, 2010, p. 17).<br \/><br \/><strong>2.2 Tipos<br \/><\/strong>Segundo Sayegh (2007), com a grande variedade de tipos de revestimentos para pisos no mercado, \u00e9 necess\u00e1rio que se tenha uma aten\u00e7\u00e3o redobrada na escolha do melhor produto para aplicar no ambiente desejado. Portanto, o profissional respons\u00e1vel dever\u00e1 avaliar o material quanto \u00e0s exig\u00eancias hospitalares, principalmente sanit\u00e1rias, atentando-se \u00e0 limpeza e \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>Neste sentido, segundo Bicalho e Barcellos (2002, p. 63-64), os materiais comumente utilizados e dispon\u00edveis possuem as seguintes caracter\u00edsticas:<\/div>\r\n<div><strong>a <\/strong>Industrial de alta resist\u00eancia - piso monol\u00edtico (jun\u00e7\u00e3o de piso e rodap\u00e9 cont\u00ednuo), moldado i<i>n loco<\/i>, \u00e0 base de p\u00f3 de pedra, o que permite integridade das juntas ao piso;<br \/><strong>b <\/strong>Revestimento de resina sint\u00e9tica \u00e0 base de ep\u00f3xi - piso monol\u00edtico, executado em cima de uma base de concreto no qual se torna resistente e de f\u00e1cil limpeza;<br \/><strong>c <\/strong>Vin\u00edlico em placas - f\u00e1cil instala\u00e7\u00e3o e limpeza (com pano \u00famido, sem utiliza\u00e7\u00e3o de muita \u00e1gua);<br \/><strong>d <\/strong>Vin\u00edlico ou lin\u00f3leo em mantas - f\u00e1cil instala\u00e7\u00e3o e limpeza, \u00edntegro (juntas soldadas), o que o torna monol\u00edtico (execu\u00e7\u00e3o do rodap\u00e9 cont\u00ednuo);<br \/><strong>e <\/strong>Granito - devido \u00e0 sua porosidade, torna-se um piso muito resistente, principalmente a tr\u00e1fego intenso, com caracter\u00edstica de \"esconder\" a sujeira;<br \/><strong>f <\/strong>Cer\u00e2mica - \u00edndice de absor\u00e7\u00e3o de \u00e1gua baixo, possui diversos tipos que v\u00e3o at\u00e9 a alta resist\u00eancia a tr\u00e1fego e impactos. Um bom exemplo \u00e9 o tipo&nbsp;<i>porcelanato<\/i> (duro, praticamente imperme\u00e1vel, mas de alto custo). Importante escolher o tipo que possui junta estreita e uso de rejunte \u00e0 base de ep\u00f3xi;<br \/><strong>g <\/strong>M\u00e1rmore - caracter\u00edsticas parecidas ao granito, com menos resist\u00eancia e mais absor\u00e7\u00e3o. Indica-se utiliz\u00e1-lo na&nbsp; forma mais polida para facilitar sua limpeza;<br \/><strong>h <\/strong>Condutivos - utilizado no intuito de eliminar cargas eletrost\u00e1ticas em certos ambientes com grande risco de explos\u00e3o e choque t\u00e9rmico, devido \u00e0 presen\u00e7a de certas subst\u00e2ncias. Portanto, \u00e9 importante ter o aterramento dos equipamentos e escoamento do piso para o potencial de terra.<br \/><br \/><strong>2.3 Manta vin\u00edlica<\/strong><br \/>Os pisos vin\u00edlicos, segundo Sayegh (2007), \"s\u00e3o formados por um composto de policloreto de vinila (PVC) misturado a aditivos espec\u00edficos que conferem maleabilidade e resist\u00eancia. Est\u00e3o dispon\u00edveis em placas e mantas\". Com isso, ainda segundo a autora, para ambientes hospitalares:<\/div>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>&nbsp;\"as mantas, com larguras entre 0,6 m e 2 m, s\u00e3o ideais para locais onde a limpeza \u00e9 imprescind\u00edvel, pois formam um conjunto monol\u00edtico, que inclui o rodap\u00e9. Por n\u00e3o apresentar emendas, evita o ac\u00famulo de poeira, condi\u00e7\u00e3o de limpeza necess\u00e1ria a instala\u00e7\u00f5es hospitalares e laborat\u00f3rios\" (SAYEGH, 2007, online).&nbsp;<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<div>Apesar da grande aplicabilidade da manta vin\u00edlica nos ambientes hospitalares, Sayegh (2007, online) lembra que [...] \"grande parte dos pisos dispon\u00edveis no mercado s\u00e3o recomendados apenas para uso interno, pois perdem a cor com a exposi\u00e7\u00e3o ao sol e n\u00e3o resistem a chuvas e \u00e1gua constante, que provocam seu descolamento\". Nesse mesmo sentido, o fabricante Tarkett adverte que \"[...] o uso excessivo de \u00e1gua na limpeza de pisos com juntas secas pode fazer com que o piso se descole do contrapiso, abrindo espa\u00e7o para infiltra\u00e7\u00f5es\"(TARKETT, 2016, p.6).&nbsp;<br \/><br \/>A manuten\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica \u00e9 mais uma caracter\u00edstica positiva neste tipo de revestimento, pois, segundo Sayegh (2007), pode-se com facilidade \"[...] substituir partes danificadas sem afetar o restante do revestimento\", o que implica&nbsp; manuten\u00e7\u00e3o simples. Al\u00e9m disso, ainda segundo a autora, a manta vin\u00edlica tem grande utilidade para ambientes hospitalares, pois tem capacidade de absor\u00e7\u00e3o ac\u00fastica para a emiss\u00e3o de som de carrinhos com rodas de poliuretano (SAYEGH, 2007).<br \/><br \/><strong>2.4 Aplica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/><br \/><strong>2.4.1 Preparo do contrapiso<\/strong><br \/>Para Sayegh (2007, online) \"[...] o sucesso do sistema de piso ainda depende de uma boa prepara\u00e7\u00e3o do contrapiso e correta aplica\u00e7\u00e3o do material, com argamassas e rejuntes espec\u00edficos para cada produto\".<br \/><br \/>Nesse sentido, os tipos de contrapisos permitidos para a aplica\u00e7\u00e3o da manta, de acordo com o Manual Geral de Instala\u00e7\u00e3o do fabricante TARKETT (2016, p. 8), s\u00e3o:&nbsp;<\/div>\r\n<div><br \/><strong>a <\/strong>Cimento - laje de concreto ou desempenado;<br \/><strong>b <\/strong>Cer\u00e2mico - possui juntas inferiores a 5 mm;<br \/><strong>c <\/strong>Pedra - granitos polidos e m\u00e1rmores. As pe\u00e7as devem estar aderidas e niveladas com juntas inferiores a 5 mm;<br \/><strong>d <\/strong>Piso de alta resist\u00eancia;<br \/><strong>e <\/strong>Paviflex - permitido se for com apenas outra camada do tipo Paviflex. Estas placas n\u00e3o podem ter avarias, devem estar \u00edntegras, firmes, com adesivo acr\u00edlico e sem cera. Se houver algum vest\u00edgio desta cera, ela dever\u00e1 ser removida e a superf\u00edcie regularizada para iniciar a instala\u00e7\u00e3o;<br \/><strong>f <\/strong>Locais com sistemas de calefa\u00e7\u00e3o;<br \/><strong>g <\/strong>Em mezanino.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Em contrapartida, alguns contrapisos n\u00e3o s\u00e3o permitidos, de acordo com o Manual Geral de Instala\u00e7\u00e3o do fabricante TARKETT (2016, p. 8-9), dentre eles:<\/div>\r\n<br \/><strong>a <\/strong>Cimento queimado - o piso dever\u00e1 ser cortado e uma nova base dever\u00e1 ser preparada;<br \/><strong>b <\/strong>Madeira (laminados, tacos, parquets, t\u00e1buas etc.) - remo\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de uma nova base;<br \/><strong>c <\/strong>Pedras e cer\u00e2micas com juntas maiores que 5 mm - remo\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de uma nova base;<br \/><strong>d <\/strong>Paviflex com adesivo betuminoso, chamado de \"cola preta\" - remo\u00e7\u00e3o completa do piso e da cola. O resqu\u00edcio da cola dever\u00e1 ser lixado com areia \u00famida e com o aux\u00edlio de uma lixadeira el\u00e9trica e disco diamantado. Sem este procedimento, o revestimento instalado por cima poder\u00e1 descolar;<br \/><strong>e <\/strong>Outros pisos vin\u00edlicos (LVT, mantas) - remo\u00e7\u00e3o e prepara\u00e7\u00e3o de uma base nova;<br \/><strong>f <\/strong>Pintura acr\u00edlica ou ep\u00f3xi - o piso dever\u00e1 ser lixado com lixa n\u00ba 60 ou lixadeira el\u00e9trica para criar porosidade;<br \/><strong>g <\/strong>Cozinha industrial;<br \/><strong>h <\/strong>\u00c1reas externas.<br \/><br \/><strong>2.4.2 Limpeza do contrapiso<\/strong><br \/>De acordo com o Manual Geral de Instala\u00e7\u00e3o do fabricante TARKETT (2016), para a aplica\u00e7\u00e3o da manta, \u00e9 necess\u00e1rio retirar toda a poeira do contrapiso para aplicar o adesivo de colagem do revestimento vin\u00edlico.<br \/><br \/><strong>2.4.3 Colagem da manta vin\u00edlica<\/strong><br \/>A aplica\u00e7\u00e3o do adesivo, segundo o fabricante TARKETT (2016), deve ser feita em movimentos circulares com a utiliza\u00e7\u00e3o de uma desempenadeira e, para minimizar os efeitos dos dentes da desempenadeira, um rolo de l\u00e3 dever\u00e1 ser usado.<br \/><br \/>Ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do adesivo, o fabricante TARKETT (2016, p. 15) sugere que a manta seja colada alisando \"[...] o revestimento com uma r\u00e9gua de madeira revestida com carpete [...]\" e, em seguida, utilizar \"[...] o rolo compressor de 50 kg, a fim de evitar bolhas de ar\".<br \/><br \/>Para emenda de uma manta na outra, o fabricante TARKETT (2016, p.15) recomenda que: \"[...] as juntas devem estar bem fechadas, tocando as extremidades umas das outras, sem estarem comprimidas ou demasiadamente abertas\"; e seja usada \"[...] solda quente em mantas vin\u00edlicas em todas as \u00e1reas comerciais para evitar que a \u00e1gua utilizada durante a limpeza penetre no contrapiso, parede ou por debaixo da manta\". Quanto ao ambiente hospitalar, o fabricante lembra que as \"[...] instala\u00e7\u00f5es em \u00e1reas de sa\u00fade sempre devem ter solda quente\", al\u00e9m da \"[...] solda quente [ser] obrigat\u00f3ria em emendas de mantas e placas condutivas\" (TARKETT, 2016, p. 16).<br \/><br \/><strong>2.4.4 Rodap\u00e9<\/strong><br \/>Para os rodap\u00e9s curvos, de acordo com o Manual Geral de Instala\u00e7\u00e3o do fabricante TARKETT (2016, p. 14), recomenda-se \"[...] deixar uma sobra da manta nas bordas pr\u00f3ximas \u00e0s paredes e de acordo com o tamanho do rodap\u00e9 previsto em projeto\". Com isso, este manual aconselha a utiliza\u00e7\u00e3o de um suporte curvo, pois\"[...] facilita a manuten\u00e7\u00e3o do piso e garante excelente higieniza\u00e7\u00e3o\" (TARKETT, 2016, p. 18). Ainda de acordo com este fabricante, para a execu\u00e7\u00e3o da colagem do rodap\u00e9, sugere-se que \"[...] o adesivo acr\u00edlico deve ser aplicado com rolo de l\u00e3 de pelo baixo e com duplo contato: na parede e no revestimento\" (TARKETT, 2016, p. 12).<br \/><br \/>Para dar acabamento, o fabricante sugere ainda vedar o \"[...] piso nas guarni\u00e7\u00f5es com silicone, utilizando aplicador profissional para n\u00e3o deixar excessos\" (TARKETT, 2016, p. 20).<br \/><br \/><strong>2.4.5 Cuidados p\u00f3s-aplica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>Nos cuidados p\u00f3s-aplica\u00e7\u00e3o, o fabricante TARKETT (2016) recomenda a remo\u00e7\u00e3o de todo o p\u00f3 da manta vin\u00edlica ap\u00f3s sua instala\u00e7\u00e3o e a prote\u00e7\u00e3o do piso com ajuda do respons\u00e1vel da obra para evitar danos ao produto j\u00e1 instalado.<br \/><br \/><strong>3 O hospital<\/strong><br \/>O hospital em estudo destaca-se por ser o maior hospital p\u00fablico do Norte e Nordeste do pa\u00eds, inaugurado nos anos 80, com destaque em procedimentos de grande complexidade. Desta maneira, ele consegue atender a mais de 30 mil pessoas no ambulat\u00f3rio, possui mais de 600 leitos, interna 1,3 mil pacientes por m\u00eas, al\u00e9m de efetuar mais de 3.500 partos por ano. Nesse sentido, ele se tornou refer\u00eancia em diversas \u00e1reas, tais como servi\u00e7os de emerg\u00eancia, cirurgia geral, buco-maxilo-facial, pedi\u00e1trica e neonatal, cl\u00ednica m\u00e9dica, pediatria, hemorragia digestiva, maternidade de alto risco e, principalmente, neurocirurgia (INTS, 2019). <br \/><br \/>Dentre as diversas \u00e1reas, o setor da Hemodin\u00e2mica do hospital passou por uma reforma de requalifica\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os, com o objetivo de atender a um maior n\u00famero de pacientes e se adequar aos meios de trabalho. Desta forma, a Hemodin\u00e2mica \u00e9 um setor que, conforme Linch, Guido e Fantin (2010, p. 489):\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>[...] especialidades m\u00e9dicas como cardiologia, radiologia, neurologia, entre outros, utilizam-se de Unidades de Hemodin\u00e2mica (UHDs) como apoio para a realiza\u00e7\u00e3o de procedimentos diagn\u00f3sticos ou terap\u00eautico intervencionista. Esses fazem uso de m\u00e9todos por vezes mais r\u00e1pidos e precisos, com t\u00e9cnicas que visam a menores riscos aos pacientes (LINCH; GUIDO; FANTIN, 2010, p. 489).<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<div>Situada no andar T\u00e9rreo, do Bloco B do pr\u00e9dio principal, a Hemodin\u00e2mica foi reformada com o intuito de humanizar a unidade, adequ\u00e1-la de acordo com a metodologia apropriada aos processos de trabalho e das normas que a abrangem, al\u00e9m de ampliar seus servi\u00e7os no hospital. A localiza\u00e7\u00e3o deste setor pode ser observada na Figura 1.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/img\/revistas:164012257016401225709475614495.png\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><br \/><strong>Figura 1 .<\/strong> Planta de localiza\u00e7\u00e3o da Hemodin\u00e2mica. Fonte: Autoria pr\u00f3pria (2017).<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>A \u00e1rea recuperada foi de 343 m\u00b2, cujo espa\u00e7o j\u00e1 era utilizado para a UHD. A amplia\u00e7\u00e3o contempla a implanta\u00e7\u00e3o de uma nova sala de exames e ambientes de apoio, sala de recupera\u00e7\u00e3o de exames, posto de enfermagem, coordena\u00e7\u00f5es, sala de reuni\u00e3o, sala de estar de equipe e almoxarifado, como podem ser observados na Figura 2.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/img\/revistas:164012257116401225714993730112.png\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><br \/><strong>Figura 2 .<\/strong> Layout da amplia\u00e7\u00e3o e da manta vin\u00edlica. Fonte: Autoria pr\u00f3pria (2017).<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Dentre todas as modifica\u00e7\u00f5es feitas, destaca-se a instala\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica de alto tr\u00e1fego em grande parte da Hemodin\u00e2mica (em rosa). A manta, que possui caracter\u00edsticas de ser distribu\u00edda em rolos de 20 m x 2 m com 2 mm de espessura, antifungos e antibact\u00e9rias, foi instalada seguindo a planta de pagina\u00e7\u00e3o com padr\u00f5es e cores definidas por projeto, discriminada na Figura 2. Vale ressaltar que n\u00e3o houve instala\u00e7\u00e3o deste revestimento nas \u00e1reas \u00famidas (copa, sanit\u00e1rios, utilidades e Departamento de Material de Limpeza - DML), uma vez que n\u00e3o resiste bem \u00e0 \u00e1gua constante.&nbsp;<br \/><br \/><strong>4 Estudo de caso para avaliar a aplica\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica em um hospital em Salvador<br \/><br \/>4.1 Metodologia da pesquisa<\/strong><br \/>O estudo de caso foi realizado, primeiramente, com uma pesquisa da literatura a respeito do tema tratado e, em seguida, foram feitas visitas di\u00e1rias para observa\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise da aplica\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica<i>&nbsp;in loco<\/i>. Este acompanhamento do servi\u00e7o foi realizado com o preenchimento de um di\u00e1rio de obra e relat\u00f3rios fotogr\u00e1ficos, com o objetivo de registrar os principais acontecimentos da reforma durante, aproximadamente, quatro meses.&nbsp;<br \/><br \/>Apesar de ser um servi\u00e7o pr\u00e1tico e de r\u00e1pida aplica\u00e7\u00e3o, a sua instala\u00e7\u00e3o demandou tempo, devido \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o com a integridade do revestimento. Esta preocupa\u00e7\u00e3o inicia-se&nbsp; com a adequada e minuciosa execu\u00e7\u00e3o do contrapiso (etapa essencial para aplica\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica). Em seguida, foram realizados servi\u00e7os de alvenaria, revestimentos, instala\u00e7\u00f5es, acabamentos e, s\u00f3 ap\u00f3s quatro meses de interven\u00e7\u00e3o, a instala\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica foi concretizada.&nbsp;<br \/><br \/>Todo este processo est\u00e1 relacionado com a preocupa\u00e7\u00e3o de evitar qualquer dano \u00e0 manta vin\u00edlica com atividade subsequente (movimenta\u00e7\u00e3o de pessoas, materiais e objetos). Desta forma, s\u00f3 ap\u00f3s a execu\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de fechamento e abertura de paredes, massa \u00fanica, pintura, instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas e assentamento cer\u00e2mico, a manta vin\u00edlica pode ser instalada.&nbsp;<br \/><br \/><strong>4.2 An\u00e1lise da aplica\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica<\/strong><br \/><br \/><strong>4.2.1 Contrapiso<\/strong><br \/>Como parte fundamental para o bom desempenho da manta vin\u00edlica, a execu\u00e7\u00e3o do contrapiso foi feita com cautela e com o objetivo de regularizar as \u00e1reas que foram danificadas com a retirada total do antigo revestimento vin\u00edlico, o Paviflex (produto produzido a partir da base de \u00f3leo de soja) com adesivo betuminoso. A remo\u00e7\u00e3o do Paviflex foi imprescind\u00edvel, pois a manta vin\u00edlica instalada por cima dessa superf\u00edcie poderia descolar futuramente, como alerta o fabricante.<br \/><br \/><strong>4.2.2 Limpeza do contrapiso<\/strong><br \/>A limpeza completa da poeira remanescente do contrapiso foi feita para que o adesivo de colagem tivesse maior ades\u00e3o \u00e0 manta e ao contrapiso, como recomendado pelo fabricante. Este servi\u00e7o pode ser observado na Figura 3.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/img\/revistas:164012257116401225717022453240.JPG\" \/><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><br \/><strong>Figura 3 .<\/strong> Retirada de sujidade do contrapiso para aplica\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica. Fonte: Autoria pr\u00f3pria (2017).<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Ap\u00f3s a limpeza do contrapiso, foi poss\u00edvel observar que resqu\u00edcios da cola preta do antigo revestimento, o Paviflex, ainda estava muito presente no contrapiso, como se pode observar na Figura 3. Portanto, foi necess\u00e1rio retir\u00e1-la com uma alisadora de concreto do tipo helic\u00f3ptero para lixar a cola com areia \u00famida, removendo-a completamente.&nbsp;<br \/><br \/><strong>4.2.3 Colagem da manta vin\u00edlica<\/strong><br \/>O adesivo de colagem foi aplicado e espalhado na manta e no contrapiso. Em movimentos circulares e com aux\u00edlio da desempenadeira dentada, a cola foi espalhada e, posteriormente, foi utilizado o rolo de l\u00e3 para minimizar as marcas dos dentes da desempenadeira, como sugerido pelo fabricante. Ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o do adesivo, a manta foi posicionada, distribu\u00edda e pressionada contra o contrapiso para fix\u00e1-la em toda a \u00e1rea. Sua distribui\u00e7\u00e3o seguiu as especifica\u00e7\u00f5es contidas na planta de detalhamento, nas cores e nos padr\u00f5es definidos. Em regi\u00f5es de jun\u00e7\u00e3o entre mantas, foram executadas a fresagem nas emendas e a soldagem com solda quente para emend\u00e1-las e torn\u00e1-las uniformes, como se pode observar na Figura 4.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/img\/revistas:164012257216401225720225528179.JPG\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 4 .<\/strong> Instala\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica. Fonte: Autoria pr\u00f3pria (2017).<\/div>\r\n<\/div>\r\n<p><strong><br \/>4.2.4 Rodap\u00e9<br \/><\/strong>O rodap\u00e9 foi executado de maneira curva. Para isto, uma sobra da manta foi deixada perto das paredes, assim como sugerido pelo fabricante. Com isso, o adesivo de duplo contato foi espalhado no rodap\u00e9 e na regi\u00e3o da parede a ser instalado. Para ajudar, um suporte curvo foi utilizado para facilitar a execu\u00e7\u00e3o da curvatura do rodap\u00e9. Em seguida, uma cola de silicone foi aplicada acima do rodap\u00e9 para vedar completamente a manta vin\u00edlica e torn\u00e1-la totalmente uniforme, dando o acabamento ao revestimento. Detalhe na Figura 5.<br \/><br \/><\/p>\r\n<div><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/img\/revistas:164027630016402763006451865099.png\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><br \/><strong>Figura 5 .<\/strong> Detalhamento do rodap\u00e9 e da cola de silicone. Fonte: Autoria pr\u00f3pria (2017).<\/div>\r\n<\/div>\r\n<p><br \/><strong>4.2.5 Cuidados p\u00f3s-aplica\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>Ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o, a manta vin\u00edlica foi limpa, retirando todo o p\u00f3 gerado pela aplica\u00e7\u00e3o. No entanto, ela n\u00e3o foi protegida das atividades que foram realizadas no local ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o.&nbsp;<br \/><br \/><strong>4.3 Resultado<\/strong><br \/>Avaliando-se os resultados da aplica\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica, constata-se que este revestimento de piso conseguiu atender \u00e0s exig\u00eancias f\u00edsicas e higi\u00eanicas do hospital para o setor da Hemodin\u00e2mica, em decorr\u00eancia de uma boa instala\u00e7\u00e3o do revestimento.<br \/><br \/>Quanto \u00e0s exig\u00eancias f\u00edsicas, a manta vin\u00edlica trouxe seguran\u00e7a, conforto higrot\u00e9rmico, luminoso e visual devido \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do revestimento, ao design de cores e aos padr\u00f5es confort\u00e1veis. Al\u00e9m disso, a manta proporciona uma grande capacidade ac\u00fastica, com redu\u00e7\u00e3o do ru\u00eddo de macas, cadeiras e pessoas que se deslocam para dentro e para fora da unidade.&nbsp;<br \/><br \/>Quanto \u00e0s exig\u00eancias higi\u00eanicas, o piso se tornou uniforme e monol\u00edtico (reduzindo a possiblidade de infiltra\u00e7\u00e3o de \u00e1gua) a partir de boas execu\u00e7\u00f5es de emendas entre as mantas e dos rodap\u00e9s curvos, al\u00e9m do pr\u00f3prio contrapiso. Al\u00e9m disso, o tipo de rodap\u00e9 adotado proporciona uma limpeza completa do ac\u00famulo de sujeira nos cantos e encontros de paredes, facilitando a limpeza do local; condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria \u00e0s instala\u00e7\u00f5es hospitalares e aos laborat\u00f3rios, reduzindo o risco de infec\u00e7\u00f5es.<br \/><br \/>Os cuidados p\u00f3s-instala\u00e7\u00e3o n\u00e3o foram totalmente tomados, em contrapartida \u00e0 boa aplica\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica na Hemodin\u00e2mica. Apesar de o piso ter sido limpo das impurezas causadas pela sua aplica\u00e7\u00e3o, nenhuma prote\u00e7\u00e3o foi feita. Atividades de acabamento \u00e0 Hemodin\u00e2mica, como aplica\u00e7\u00e3o de plotagens nos vidros e paredes, servi\u00e7os de instala\u00e7\u00e3o de bancadas e mobili\u00e1rios, al\u00e9m da movimenta\u00e7\u00e3o de pessoas, foram executadas sem a devida prote\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica, como por exemplo, com lonas pl\u00e1sticas.&nbsp;<br \/><br \/><strong>5 Considera\u00e7\u00f5es finais<br \/><\/strong>O piso vin\u00edlico tornou-se um revestimento muito utilizado em ambientes hospitalares devido \u00e0 praticidade de instala\u00e7\u00e3o; \u00e0 variedade de tamanhos, cores e modelos; \u00e0 facilidade de limpeza; e \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o simples.<br \/><br \/>Face \u00e0s vantagens da utiliza\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica na reforma da Hemodin\u00e2mica do Hospital P\u00fablico de Salvador, destaca-se a sensibilidade do projetista em utilizar este revestimento, correspondendo \u00e0s exig\u00eancias f\u00edsicas e imunol\u00f3gicas para o local, principalmente, por atender aos requisitos da RDC n\u00ba 50\/2002. Fisicamente, o revestimento trouxe conforto ac\u00fastico e luminoso aos pacientes e funcion\u00e1rios. Quanto \u00e0 higiene, o revestimento se tornou uniforme e monol\u00edtico, protegendo o espa\u00e7o de infec\u00e7\u00f5es e facilitando a sua limpeza, respectivamente.&nbsp;&nbsp;<br \/><br \/>Neste sentido, altera\u00e7\u00f5es e reformas em ambientes hospitalares, em particular no revestimento de piso, devem partir, primeiramente, da capacidade t\u00e9cnica do profissional e de seus conhecimentos quanto \u00e0s necessidades de um hospital em atendimento \u00e0s exig\u00eancias f\u00edsicas, log\u00edsticas e, principalmente, higi\u00eanicas, por meio da RDC n\u00ba 50\/2002 da ANVISA, para n\u00e3o prejudicar todo o sistema de combate \u00e0&nbsp;infec\u00e7\u00e3o hospitalar.&nbsp;<br \/><br \/>O bom resultado da aplica\u00e7\u00e3o foi poss\u00edvel devido \u00e0 boa execu\u00e7\u00e3o do contrapiso. Sendo este a base de todo o processo, al\u00e9m de ter sido bem regularizado e nivelado, as recomenda\u00e7\u00f5es do fabricante acerca da retirada de resqu\u00edcios de cola de antigos revestimentos, neste caso o Paviflex, foram atendidas. Desta forma, foi poss\u00edvel garantir a integridade e a durabilidade da manta, evitando descolamentos futuros.&nbsp;&nbsp;<br \/><br \/>Com rela\u00e7\u00e3o aos cuidados p\u00f3s-instala\u00e7\u00e3o, a prote\u00e7\u00e3o da manta vin\u00edlica, logo ap\u00f3s a sua aplica\u00e7\u00e3o, \u00e9 indispens\u00e1vel, uma vez que qualquer dano pode prejudicar toda a sua integridade e investimento, causando retrabalhos no local.&nbsp;<br \/><br \/>Por fim, a limpeza dos ambientes hospitalares \u00e9 imprescind\u00edvel para evitar contamina\u00e7\u00f5es e infec\u00e7\u00f5es. No entanto, \u00e9 relevante salientar que a manta vin\u00edlica n\u00e3o \u00e9 resistente \u00e0 \u00e1gua. Desta forma, \u00e9 importante tomar cuidados ao limpar o revestimento.&nbsp;<br \/><br \/><strong>Refer\u00eancias<\/strong><br \/><br \/>BICALHO, Fl\u00e1vio de Castro; BARCELLOS, Regina Maria Gon\u00e7alves. Materiais de Acabamento em Estabelecimentos Assistenciais de Sa\u00fade. In: CARVALHO, A.P.A. (Org.).&nbsp;<b>Temas de Arquitetura de Estabelecimentos Assistenciais de Sa\u00fade<\/b>. Faculdade de Arquitetura. Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2002. Dispon\u00edvel em &lt;http:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/publicacoes\/temas_arquitetura_estabelecimentos_assistenciais_saude2.pdf&gt;.&nbsp;Acesso em 2 abr., 2018.<br \/><br \/>BRASIL. Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Ag\u00eancia Nacional de Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria.&nbsp;<b>Resolu\u00e7\u00e3o da Diretoria Colegiada 50<\/b>, de 21 de fevereiro. 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Acesso em 02 abr., 2018.<br \/><br \/>INTS (INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA E SA\u00daDE).&nbsp;<b>Relat\u00f3rio de Atividades Consolidadas - 10 anos.<\/b>&nbsp;[s.l.].: INTS, 2019. Dispon\u00edvel em&nbsp;http:\/\/ints.org.br\/wp-content\/uploads\/2020\/01\/Book_relatorio_atividades_INTS_10-ANOS_Digital.pdf. Acesso em 5 de out., 2021.<br \/><br \/>LINCH, Graciele Fernanda da Costa; GUIDO, Laura de Azevedo; FANTIN, Simone de Souza. Enfermeiros de unidades de hemodin\u00e2mica do Rio Grande do Sul: Perfil e satisfa\u00e7\u00e3o profissional.&nbsp;<b>Contexto Enferm<\/b>, Florian\u00f3polis, v. 3, n. 19, p. 488-495, jul. 2010. Dispon\u00edvel em&nbsp;&lt;http:\/\/www.scielo.br\/pdf\/tce\/v19n3\/a10v19n3.pdf&gt;. Acesso em 7 maio, 2018.<br \/><br \/>SAYEGH, Simone. 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