{"id":8067,"date":"2024-06-12T14:38:47","date_gmt":"2024-06-12T17:38:47","guid":{"rendered":"https:\/\/iph.org.br\/materia\/recomendacoes-para-planejamento-e-execucao-de-obras-em-hospitais-em-funcionamento\/"},"modified":"2024-06-27T13:21:39","modified_gmt":"2024-06-27T16:21:39","slug":"recomendacoes-para-planejamento-e-execucao-de-obras-em-hospitais-em-funcionamento","status":"publish","type":"materia","link":"https:\/\/iph.org.br\/en\/materia\/recomendacoes-para-planejamento-e-execucao-de-obras-em-hospitais-em-funcionamento\/","title":{"rendered":"Recomenda\u00e7\u00f5es para planejamento e execu\u00e7\u00e3o de obras em hospitais em funcionamento"},"content":{"rendered":"<p><strong>Resumo<\/strong><br \/>O planejamento de obras de reformas em ambientes hospitalares em funcionamento \u00e9 uma atividade complexa, que requer diversos cuidados e um conhecimento multiprofissional que vai al\u00e9m da engenharia, adentrando nas esferas da enfermagem e da medicina. Com este artigo, procuramos contribuir com a divulga\u00e7\u00e3o das boas pr\u00e1ticas existentes neste campo, por meio de uma metodologia voltada a gerar recomenda\u00e7\u00f5es de planejamento. Durante a investiga\u00e7\u00e3o acerca dos cuidados m\u00ednimos necess\u00e1rios para o planejamento e a execu\u00e7\u00e3o de obras de reformas e amplia\u00e7\u00f5es de hospitais em funcionamento, elaborou-se um checklist de pontos de aten\u00e7\u00e3o e matriz de riscos, demonstrando algumas a\u00e7\u00f5es que podem ser tomadas para mitigar pontos cr\u00edticos e orientar equipes de profissionais da constru\u00e7\u00e3o civil com pouca experi\u00eancia em obras de EAS (Estabelecimentos Assistenciais de Sa\u00fade). O estudo teve como base um levantamento bibliogr\u00e1fico e uma an\u00e1lise de normas e legisla\u00e7\u00f5es pertinentes. Ao final, s\u00e3o recomendadas uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es para os diversos profissionais envolvidos no planejamento e na execu\u00e7\u00e3o de obras em hospitais, incluindo a Comiss\u00e3o de Controle de Infec\u00e7\u00e3o Hospitalar (CCIH), as equipes de seguran\u00e7a do paciente, os fornecedores e demais trabalhadores do EAS, a fim de se evitar danos aos pacientes e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de sa\u00fade como um todo.<br \/><br \/><strong>Palavras-chave<\/strong><br \/>Planejamento hospitalar, obra, reforma, matriz de risco.<\/p>\r\n<div><strong>1 Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>De acordo com Mattos (2019, p.19), a ind\u00fastria da constru\u00e7\u00e3o civil tem sido um dos ramos produtivos que mais apresentam altera\u00e7\u00f5es significativas nos \u00faltimos anos. A intensa competividade e globaliza\u00e7\u00e3o dos mercados, a demanda por bens mais modernos, o aumento do surgimento de novas tecnologias, a altera\u00e7\u00e3o do grau de exig\u00eancia dos clientes e a reduzida disponibilidade de recursos financeiros para a realiza\u00e7\u00e3o de empreendimentos fizeram com que as organiza\u00e7\u00f5es empresariais percebessem que investir em gest\u00e3o e controle de processos \u00e9 imprescind\u00edvel, pois sem esses mecanismos os empreendimentos perderiam de vista seus principais indicadores: prazo, custo, lucro, retorno sobre o investimento e fluxo de caixa.<br \/><br \/>Em se tratando de investimentos em Estabelecimentos Assistenciais de Sa\u00fade (EAS), principalmente em reformas e amplia\u00e7\u00f5es de hospitais que est\u00e3o em funcionamento e que n\u00e3o podem parar suas opera\u00e7\u00f5es, faz-se necess\u00e1ria a aplica\u00e7\u00e3o de ferramentas de planejamento que ajudem a reduzir seus impactos, que podem ir desde a seguran\u00e7a de pacientes, baixas na receita da unidade hospitalar, insatisfa\u00e7\u00e3o dos usu\u00e1rios da edifica\u00e7\u00e3o, m\u00e1 aplica\u00e7\u00e3o de investimentos, dentre outros riscos inerentes \u00e0 aus\u00eancia de um correto e continuado planejamento.<br \/><br \/>A presente pesquisa visa contribuir com a divulga\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas, diretrizes e cuidados m\u00ednimos que s\u00e3o necess\u00e1rios para o planejamento e a execu\u00e7\u00e3o de obras de reformas e amplia\u00e7\u00f5es de hospitais em funcionamento, por meio de elabora\u00e7\u00e3o de um checklist de pontos de aten\u00e7\u00e3o e uma matriz de riscos, demonstrando algumas a\u00e7\u00f5es que podem ser adotadas para mitigar pontos cr\u00edticos e orientar as equipes de profissionais que atuam com obras em Estabelecimentos Assistenciais de Sa\u00fade \u2013 EAS.<\/div>\r\n<div><br \/><strong>2 Revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica<br \/><\/strong><br \/><strong>2.1 Ciclo de vida do projeto<\/strong><br \/>Um empreendimento de engenharia deve ser desenvolvido seguindo uma sequ\u00eancia l\u00f3gica de desenvolvimento do produto final, executando as fases do clico de vida desse empreendimento em tempo fact\u00edvel, para alcan\u00e7ar os objetivos tra\u00e7ados para cada fase, gerando produtos que ser\u00e3o dados predecessores para fases sequenciais (MATTOS A. D., 2019, p. 27).<br \/><br \/>As distintas fases de um empreendimento, desde sua concep\u00e7\u00e3o at\u00e9 a execu\u00e7\u00e3o, s\u00e3o apresentadas na imagem abaixo, na qual s\u00e3o indicados os marcos que os profissionais do setor utilizam para aferir a evolu\u00e7\u00e3o do projeto e da constru\u00e7\u00e3o. Por exemplo: anteprojeto, projeto b\u00e1sico e projeto detalhado (SBCC: Grupo de Trabalho GT 4, 2012, p. 17).<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/img\/revistas:164019684716401968474859754743.jpg\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 1 .<\/strong> O projeto no ciclo de vida do neg\u00f3cio. Fonte: SBCC - Grupo de Trabalho, GT 4, 2012.<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>As etapas de interven\u00e7\u00e3o compreendem, assim, desde a elabora\u00e7\u00e3o do Plano Diretor Estrat\u00e9gico, passando pelo Plano Diretor F\u00edsico Hospitalar, pela Gest\u00e3o Documental da Edifica\u00e7\u00e3o e o Planejamento e Elabora\u00e7\u00e3o de Projetos, chegando at\u00e9 o Plano de Contingenciamento e \u00e0 Execu\u00e7\u00e3o propriamente dita da obra, a partir da qual se d\u00e1 o seu Comissionamento e as etapas posteriores \u00e0 execu\u00e7\u00e3o, como a elabora\u00e7\u00e3o dos projetos As built e os Manuais de Uso, Opera\u00e7\u00e3o e Manuten\u00e7\u00e3o, conforme veremos nos pontos seguintes.<\/div>\r\n<div><br \/><strong>2.2 Plano diretor estrat\u00e9gico<\/strong><br \/>No \u00e2mbito estrat\u00e9gico, toda e qualquer a\u00e7\u00e3o de investimento em um empreendimento de sa\u00fade, seja uma reforma, seja uma amplia\u00e7\u00e3o, dever\u00e1 ser resultado de um planejamento estrat\u00e9gico, visto que \u201cos edif\u00edcios de sa\u00fade s\u00e3o organismos vivos em constante adequa\u00e7\u00e3o \u00e0 estrat\u00e9gia das empresas que os ocupam\u2019\u2019 (BROSS, 2013, p. 196).<br \/><br \/>O cerne do planejamento estrat\u00e9gico est\u00e1 em saber responder \u00e0s seguintes quest\u00f5es: O que fazer para atingir os objetivos postos pela institui\u00e7\u00e3o? Como desenvolver as etapas, visando alcan\u00e7ar a finalidade desejada? Quando desencadear as a\u00e7\u00f5es nesse sentido? Como gerar um futuro favor\u00e1vel com os objetivos tra\u00e7ados? (PEREIRA &amp; GALV\u00c3O, 2005, p. 73).<br \/><br \/>O Planejamento Estrat\u00e9gico corresponde ao primeiro passo para a elabora\u00e7\u00e3o de um Plano Diretor ao estabelecer de forma clara a raz\u00e3o de existir do EAS, pois todas as institui\u00e7\u00f5es devem inicialmente possuir uma raz\u00e3o de ser, um objetivo ou uma miss\u00e3o institucional, que \u00e9 uma esp\u00e9cie de resumo operativo de sua natureza e de seus valores centrais, sintetizados nos seguintes pontos: o que faz, por que faz, onde faz, para quem faz e como faz (BADERMANN DE LEMOS, 2017, p. 9).<\/div>\r\n<div><br \/><strong>2.3 Plano Diretor F\u00edsico Hospitalar<\/strong><br \/>Ainda no contexto de planejamento, o plano diretor f\u00edsico hospitalar tem por objetivo diagnosticar a infraestrutura f\u00edsica existente e definir seu potencial de utiliza\u00e7\u00e3o, por um longo per\u00edodo, devendo ser flex\u00edvel o suficiente para adaptar-se \u00e0s necessidades de altera\u00e7\u00e3o futura, de forma estruturada o suficiente para que as decis\u00f5es financeiras sejam tomadas, prevendo tamb\u00e9m as necessidades de reformas e amplia\u00e7\u00f5es de acordo com a execu\u00e7\u00e3o em fases, de forma a organizar circula\u00e7\u00f5es e liga\u00e7\u00f5es com novas obras, demonstrando a setoriza\u00e7\u00e3o das unidades e as mudan\u00e7as previstas em cada etapa (MENDES, 2018, p. 90).<br \/><br \/>Nesse contexto, o Plano Diretor F\u00edsico Hospitalar se torna pe\u00e7a indispens\u00e1vel no planejamento da organiza\u00e7\u00e3o, sendo fundamental para a reorganiza\u00e7\u00e3o f\u00edsico-funcional de um hospital existente e, no desenvolvimento de projeto arquitet\u00f4nico de um novo hospital, servindo como dispositivo para defini\u00e7\u00e3o dos tipos de interven\u00e7\u00f5es a serem propostas, com base na capacidade existente da infraestrutura f\u00edsica existente e na percep\u00e7\u00e3o das proje\u00e7\u00f5es de demandas assistenciais (LEMOS, 2017).<br \/><br \/>A aus\u00eancia de planejamento a m\u00e9dio e a longo prazo resultar\u00e1 nas deseconomias invis\u00edveis, as quais ir\u00e3o afetar a atua\u00e7\u00e3o futura da institui\u00e7\u00e3o e, ao n\u00e3o poderem ser diretamente mensuradas, por exemplo, podem impedir que uma nova unidade de diagn\u00f3stico por imagens seja implantada no conjunto hospitalar em raz\u00e3o da implanta\u00e7\u00e3o recente, no mesmo local, de um almoxarifado e de uma unidade de lavanderia (MADRIGANO, 2006, p. 9; CARVALHO, 2014, p. 65).<br \/><br \/>2.4 Gest\u00e3o documental da edifica\u00e7\u00e3o<br \/>Outro item essencial para o planejamento e a execu\u00e7\u00e3o de reformas e amplia\u00e7\u00f5es em um EAS \u00e9 a gest\u00e3o documental da infraestrutura f\u00edsica. Particularmente em edifica\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, \u00e9 essencial a perman\u00eancia constante dos projetos as built atualizados e compatibilizados (BITENCOURT &amp; COSTEIRA, 2014, p. 46), e esse cuidado com a gest\u00e3o documental da edifica\u00e7\u00e3o n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 uma boa pr\u00e1tica, mas uma quest\u00e3o de seguran\u00e7a do paciente e dos usu\u00e1rios da edifica\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>A disponibilidade do projeto no local \u00e9 obrigat\u00f3ria, conforme previsto na RDC n\u00ba 189\/ANVISA, que estabelece no seu artigo 5\u00ba que \u201co propriet\u00e1rio deve manter arquivado em conjunto com o projeto aprovado pela Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria as ARTs referentes aos projetos complementares de estruturas e instala\u00e7\u00f5es, quando couber, conforme previsto no item 1.3 desta Resolu\u00e7\u00e3o\u201d (ANVISA, RESOLU\u00c7\u00c3O - RDC N\u00ba 189, 2003), retomando esta determina\u00e7\u00e3o por meio da RDC n\u00ba 63 de 2011 no artigo 23\u00ba que diz:<\/div>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>&nbsp;\"...o servi\u00e7o de sa\u00fade deve manter dispon\u00edvel, segundo o seu tipo de atividade, documenta\u00e7\u00e3o e registro referente a: I - Projeto B\u00e1sico de Arquitetura (PBA), aprovado pela Vigil\u00e2ncia Sanit\u00e1ria competente. [...] VII - Manuten\u00e7\u00e3o preventiva e corretiva da edifica\u00e7\u00e3o e das instala\u00e7\u00f5es\" (ANVISA, RESOLU\u00c7\u00c3O-RDC N\u00ba 63, 2011).<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<div><br \/><strong>2.5 Planejamento e projetos<\/strong><br \/>Definidas quais obras e reformas ocorrer\u00e3o no EAS com os respectivos programas f\u00edsico-funcionais de todas as unidades\/ambientes a serem implantadas e\/ou reformadas, a institui\u00e7\u00e3o poder\u00e1 iniciar o desenvolvimento dos projetos t\u00e9cnicos de arquitetura e engenharia com seguran\u00e7a (MADRIGANO, 2006, p. 69).<br \/><br \/>Ap\u00f3s ter sido definido o escopo do projeto, s\u00e3o iniciados os estudos de viabilidade do empreendimento. \u00c9 nesta fase que o investidor estudar\u00e1 a viabilidade e far\u00e1 a estimativa de custos, conforme observado por Nascimento (2015):<\/div>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<blockquote>\r\n<div>\"a grande import\u00e2ncia de uma estimativa de custos est\u00e1 em fazer an\u00e1lises de viabilidade do empreendimento, permitindo escolhas de alternativas a serem adotadas na etapa de detalhamento dos projetos, sem fixar o elevado \u00f4nus da elabora\u00e7\u00e3o de um or\u00e7amento\" (NASCIMENTO, 2015).&nbsp;<\/div>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<\/blockquote>\r\n<div>Observa-se que a vantagem de se realizar um bom estudo de viabilidade \u00e9 clara ao se comparar com os eventuais custos de realizar altera\u00e7\u00f5es durante as fases de projeto e constru\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/><\/div>\r\n<div>Outro ponto a ser levado em considera\u00e7\u00e3o para as tomadas de decis\u00e3o, na fase de planejamento e projeto, est\u00e1 relacionado ao controle de infec\u00e7\u00e3o hospitalar, o qual pode ser realizado por meio de estudos de Avalia\u00e7\u00e3o de Riscos de Controle de Infec\u00e7\u00e3o (ARCI), objetivando integrar o controle de infec\u00e7\u00e3o e a epidemiologia ao processo de planejamento dos projetos de infraestrutura hospitalar e possibilitando, por meio dessa ferramenta de planejamento, o mapeamento antecipado dos riscos aos pacientes, bem como a identifica\u00e7\u00e3o de poss\u00edveis interrup\u00e7\u00f5es de servi\u00e7os essenciais ao paciente (COUTO, R. C, 2009, p. 363).&nbsp;<br \/><br \/><\/div>\r\n<div>Logo, tem-se que a inadequada an\u00e1lise dos riscos de dissemina\u00e7\u00e3o de infec\u00e7\u00e3o hospitalar, possivelmente, resultar\u00e1 em falhas na defini\u00e7\u00e3o de barreiras de precau\u00e7\u00e3o de controle de infec\u00e7\u00e3o hospitalar na \u00e1rea da obra e no seu entorno imediato. A falta de recursos financeiros para a correta veda\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de passagem, com a instala\u00e7\u00e3o de tapumes e outros elementos, pode acarretar problemas durante a execu\u00e7\u00e3o da obra, o que pode ser evitado se tais elementos forem previstos desde a fase de elabora\u00e7\u00e3o dos projetos (PADULA, 2017).<\/div>\r\n<div><br \/><strong>2.6 Plano de Contingenciamento<\/strong><br \/>Concomitante ao planejamento de projetos de arquitetura e engenharia, a elabora\u00e7\u00e3o do Plano de Contingenciamento\u00b9 tem como objetivo mapear os riscos envolvidos na execu\u00e7\u00e3o da obra, bem como definir os personagens e respons\u00e1veis por atuar antes, durante e depois de sua execu\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/>De acordo com Padula (2017) o Hospital das Cl\u00ednicas da Faculdade de Medicina de Ribeir\u00e3o Preto da Universidade de S\u00e3o Paulo \u2013HCFMRP-USP \u2013 tra\u00e7ou um Plano de Contingenciamento englobando diversas a\u00e7\u00f5es para prever, evitar ou mitigar riscos, bem como melhorar a compreens\u00e3o de todas as partes envolvidas no projeto da obra ou reforma (PADULA, 2017).<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>\r\n<table border=\"1\">\r\n<tbody>\r\n<tr>\r\n<td>ITEM<\/td>\r\n<td>A\u00c7\u00c3O<\/td>\r\n<td>OBJETIVO<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<tr>\r\n<td>1<\/td>\r\n<td>Designa\u00e7\u00e3o do Gerente Administrativo do Projeto<\/td>\r\n<td>\r\n<div>Representado por um servidor da Assessoria T\u00e9cnica, este profissional \u00e9 designado para todos os projetos&nbsp;<\/div>\r\n<div>onde exista a possibilidade de interfer\u00eancia direta ou indireta no atendimento assistencial, tem como principais atribui\u00e7\u00f5es: dar ci\u00eancia a todas as \u00e1reas envolvidas no projeto; participar e monitorar todo o processo de planejamento e execu\u00e7\u00e3o da obra, de forma a assegurar, perante a Divis\u00e3o de Engenharia, que sejam atendidos os&nbsp; requisitos contratuais com a qualidade prevista; estabelecer o monitoramento sistematizado da obra ou reforma, de forma que potenciais contratempos ou desvios do cumprimento das a\u00e7\u00f5es previstas no Manual sejam antecipadamente identificados e informados \u00e0 Administra\u00e7\u00e3o.<\/div>\r\n<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<tr>\r\n<td>2<\/td>\r\n<td>Manual de Planejamento e Acompanhamento de Obras<\/td>\r\n<td>Descrever as atribui\u00e7\u00f5es e as a\u00e7\u00f5es a serem desenvolvidas por cada uma das \u00e1reas envolvidas nos projetos de constru\u00e7\u00e3o.<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<tr>\r\n<td>3<\/td>\r\n<td>Avalia\u00e7\u00e3o de Risco<\/td>\r\n<td>\r\n<div>Trazer mais clareza para a defini\u00e7\u00e3o das barreiras de precau\u00e7\u00f5es contra a infec\u00e7\u00e3o hospitalar a serem utilizadas em cada obra.&nbsp;<\/div>\r\n<div>Tornar poss\u00edvel a especifica\u00e7\u00e3o e aloca\u00e7\u00e3o pr\u00e9via dos recursos financeiros necess\u00e1rios a serem previstos na planilha or\u00e7ament\u00e1ria da obra.<\/div>\r\n<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<tr>\r\n<td>4<\/td>\r\n<td>Elabora\u00e7\u00e3o de dois&nbsp;<i>checklists&nbsp;<\/i>de verifica\u00e7\u00e3o e o Termo de Responsabilidade<\/td>\r\n<td>Formul\u00e1rio a ser entregue \u00e0 empresa vencedora da execu\u00e7\u00e3o da obra. Desenvolvidos a partir do conte\u00fado do Manual de Acompanhamento, estes instrumentos visam dar ci\u00eancia e sistematizar a avalia\u00e7\u00e3o do cumprimento das a\u00e7\u00f5es, que garantam a qualidade e a seguran\u00e7a da realiza\u00e7\u00e3o das atividades assistenciais da \u00e1rea em constru\u00e7\u00e3o e das de seu entorno.<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<\/tbody>\r\n<\/table>\r\n<\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><br \/><strong>Tabela 1 .<\/strong> A\u00e7\u00f5es adotadas pelo HCFMRP -USP para contingenciamento de obras. Fonte: PADULA, 2017 - adaptado pelo autor.<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Observa-se que a estrat\u00e9gia adotada pelo HCFMRP-USP deu grande import\u00e2ncia aos conceitos sobre fluxos na elabora\u00e7\u00e3o e na aprova\u00e7\u00e3o de projetos de obras de reformas, al\u00e9m de considerar as normativas e as boas pr\u00e1ticas adotadas pela organiza\u00e7\u00e3o para execu\u00e7\u00e3o das obras e suas respectivas fases; as obriga\u00e7\u00f5es da empresa contratada; as particularidades para execu\u00e7\u00e3o de obras com o hospital em funcionamento; maior entendimento e comprometimento das partes envolvidas, durante a execu\u00e7\u00e3o da obra no que concerne aos riscos de infec\u00e7\u00e3o hospitalar; melhor controle de acesso de pessoas na obra; melhoria na sinaliza\u00e7\u00e3o, na higieniza\u00e7\u00e3o, no transporte, no descarte de entulhos e na efic\u00e1cia das implanta\u00e7\u00f5es de barreiras de prote\u00e7\u00e3o na \u00e1rea em constru\u00e7\u00e3o (PADULA, 2017).<\/div>\r\n<div><br \/><strong>2.7 Execu\u00e7\u00e3o da obra<\/strong><br \/>Na execu\u00e7\u00e3o de obras em hospitais em funcionamento, as atividades de constru\u00e7\u00e3o ou reforma nem sempre poder\u00e3o ser realizadas na forma e no prazo que se deseja, motivo pelo qual \u00e9 primordial planej\u00e1-las previamente para reduzir sua interfer\u00eancia nas atividades hospitalares cotidianas. Deve se ter em conta, neste processo, que ainda s\u00e3o poucas as empresas especializadas em obras hospitalares, motivo pelo qual deve sempre se assegurar de que sejam transmitidas de forma clara a todos os intervenientes da constru\u00e7\u00e3o todas as informa\u00e7\u00f5es de normas e regras espec\u00edficas do ambiente hospitalar (ANVISA, SEGURAN\u00c7A NO AMBIENTE HOSPITALAR, n.d.).<br \/><br \/>Neste contexto, algumas normas da ABNT j\u00e1 trazem alguns pontos a serem seguidos quanto \u00e0s boas pr\u00e1ticas na execu\u00e7\u00e3o de obras hospitalares, tais como:<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><b>- NBR7256 de 03\/2005<\/b>&nbsp;- Tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de sa\u00fade (EAS) - Requisitos para projeto e execu\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es;<br \/><b>- NBRISO14644-4 de 04\/2004<\/b>&nbsp;- Salas limpas e ambientes controlados associados - Parte 4: Projeto, constru\u00e7\u00e3o e partida;<br \/><b>- NBR12188 de 03\/2016<\/b>&nbsp;- Sistemas centralizados de suprimento de gases medicinais, de gases para dispositivos m\u00e9dicos e de v\u00e1cuo para uso em servi\u00e7os de sa\u00fade;<br \/><b>- NBR 13587 de 10\/2017<\/b>&nbsp;- Servi\u00e7o de sa\u00fade - Sistema concentrador de oxig\u00eanio (SCO) para uso em sistema centralizado de oxig\u00eanio medicinal - Requisitos;<br \/><b>- NBR16651 de 04\/2019<\/b>&nbsp;- Prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios em estabelecimentos assistenciais de sa\u00fade (EAS) - Requisitos.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>Com base nestas normativas, destacam-se, na Tabela 2, abaixo, alguns dos principais pontos de aten\u00e7\u00e3o relacionados aos protocolos a serem adotados durante a execu\u00e7\u00e3o de obras e reformas em EAS e ambientes controlados:<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>\r\n<div>\r\n<table border=\"1\">\r\n<tbody>\r\n<tr>\r\n<td>ITEM<\/td>\r\n<td>NORMA<\/td>\r\n<td>DESTAQUE DA NORMA QUANTO \u00c0 OBRA<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<tr>\r\n<td>1<\/td>\r\n<td><b>NBR7256 de 03\/2005<br \/><\/b>Tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de sa\u00fade (EAS) - Requisitos para projeto e execu\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es<\/td>\r\n<td>\r\n<div>6.3.7 Constru\u00e7\u00e3o<\/div>\r\n<div>[...]&nbsp;<\/div>\r\n<div>6.7.3.7 - O m\u00e1ximo de cuidado deve ser tomado durante a montagem para manter limpa a superf\u00edcie interna dos dutos; os dutos devem ser fabricados em ambiente limpo, cuidadosamente limpos internamente, tampados dos dois lados e levados ao local da montagem onde ser\u00e3o abertos de um lado e conectados ao trecho j\u00e1 instalado, e assim por diante. Deve-se assegurar que seja mantida a limpeza interna dos dutos instalados<\/div>\r\n<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<tr>\r\n<td>2<\/td>\r\n<td><b>NBR12188 de 03\/2016<br \/><\/b>Sistemas centralizados de suprimento de gases medicinais, de gases para dispositivos m\u00e9dicos e de v\u00e1cuo para uso em servi\u00e7os de sa\u00fade<\/td>\r\n<td>\r\n<div>4.11.1.13 Antes da instala\u00e7\u00e3o, os tubos, as v\u00e1lvulas, as juntas e as conex\u00f5es devem ser devidamente limpos de \u00f3leos, graxas e outros materiais combust\u00edveis, conforme CGA G-4.1.<\/div>\r\n<div>4.44.1.14 Ap\u00f3s a limpeza, devem ser observados cuidados especiais na estocagem e no manuseio desse material, a fim de evitar recontamina\u00e7\u00e3o antes da montagem final.<\/div>\r\n<div>4.11.1.15 Os tubos, v\u00e1lvulas, juntas e conex\u00f5es devem ser fechados, tamponados ou lacrados, para impedir que objetos estranhos penetrem em seu interior at\u00e9 o momento da montagem final.<\/div>\r\n<div>4.11.1.16 Durante a montagem, os segmentos que permaneceram incompletos devem ser fechados ou tamponados ao final da jornada de trabalho.<\/div>\r\n<div>4.11.1.17 As ferramentas a serem utilizadas na montagem da rede de distribui\u00e7\u00e3o da central e dos terminais devem tamb\u00e9m estar livres de \u00f3leo e graxa.<\/div>\r\n<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<tr>\r\n<td>3<\/td>\r\n<td><b>NBR16651 de 04\/2019<br \/><\/b>Prote\u00e7\u00e3o contra inc\u00eandios em estabelecimentos assistenciais de sa\u00fade (EAS) ? Requisitos<\/td>\r\n<td>\r\n<div>11 Requisitos para reforma e amplia\u00e7\u00e3o<\/div>\r\n<div>11.3 Requisitos gerais<\/div>\r\n<div>11.1.3 As fases de interven\u00e7\u00e3o devem ser adequadamente planejadas, de forma a evitar a obstru\u00e7\u00e3o de sa\u00eddas de emerg\u00eancias. Se as sa\u00eddas de emerg\u00eancia originais forem obstru\u00eddas temporariamente durante a interven\u00e7\u00e3o, devem ser providas rotas de fuga e sa\u00eddas alternativas para cada fase da interven\u00e7\u00e3o.<\/div>\r\n<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<\/tbody>\r\n<\/table>\r\n<\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><br \/><strong>Tabela 2 .<\/strong> Pontos de aten\u00e7\u00e3o presentes nas normas da ABNT espec\u00edficas para EAS. Fonte: ABNT- adaptado pelo autor.<\/div>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\"><br \/><strong>2.8 Comissionamento<\/strong><br \/>A fase de Comissionamento \u00e9 resultante de todo um processo, que tem por finalidade garantir que os sistemas e componentes de uma edifica\u00e7\u00e3o ou planta industrial estejam em conformidade com os requisitos e as necessidades operacionais do cliente, concernente ao seu projeto, \u00e0 instala\u00e7\u00e3o e aos testes de opera\u00e7\u00e3o (SGS, 2018).<br \/><br \/>Nesse contexto, as normas da ABNT preveem alguns pontos de aten\u00e7\u00e3o a serem seguidos quanto ao Comissionamento da infraestrutura f\u00edsica de EAS, tais como:<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div><b>&nbsp;<\/b><\/div>\r\n<div>\r\n<table border=\"1\">\r\n<tbody>\r\n<tr>\r\n<td>ITEM<\/td>\r\n<td>NORMA<\/td>\r\n<td>DESTAQUE DA NORMA QUANTO AO COMISSIONAMENTO DA OBRA<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<tr>\r\n<td>1<\/td>\r\n<td><b>NBR7256 de 03\/2005<br \/><\/b>Tratamento de ar em estabelecimentos assistenciais de sa\u00fade (EAS) - Requisitos para projeto e execu\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es<\/td>\r\n<td>\r\n<div><b>7. Coloca\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o das instala\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/b><\/div>\r\n<div>[...] 7.4 Relat\u00f3rio de entrega das instala\u00e7\u00f5es&nbsp;<\/div>\r\n<div>Um relat\u00f3rio detalhando os procedimentos adotados, com o registro dos resultados de todos os ensaios e medi\u00e7\u00f5es realizados, deve ser elaborado de acordo com a ABNT NBR 10719. O relat\u00f3rio deve certificar que as instala\u00e7\u00f5es foram projetadas e executadas de acordo com as prescri\u00e7\u00f5es desta Norma e deve ser aprovado pela supervis\u00e3o dos servi\u00e7os de TAB e pela fiscaliza\u00e7\u00e3o.<\/div>\r\n<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<tr>\r\n<td>2<\/td>\r\n<td><b>NBR12188 de 03\/2016<br \/><\/b>Sistemas centralizados de suprimento de gases medicinais, de gases para dispositivos m\u00e9dicos e de v\u00e1cuo para uso em servi\u00e7os de sa\u00fade<\/td>\r\n<td>\r\n<div><b>5 Ensaio para comissionamento da instala\u00e7\u00e3o do sistema centralizado.<\/b><\/div>\r\n<div>[?] 5.1 Ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o do sistema centralizado, deve-se limpar a rede com ar medicinal, procedendo-se aos ensaios, conforme 5.1.1 a 5.1.10.<\/div>\r\n<div>[...] 5.1.10 Estes ensaios devem ser feitos na presen\u00e7a de um representante do servi\u00e7o de sa\u00fade, que deve assinar o laudo de ensaio em conjunto com a empresa montadora e deve manter, em seus arquivos, os desenhos e projetos atualizados das redes de distribui\u00e7\u00e3o de gases e de v\u00e1cuo.<\/div>\r\n<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<tr>\r\n<td>3<\/td>\r\n<td>\r\n<div><b>NBR13534 de 01\/2008<\/b><\/div>\r\n<div>Instala\u00e7\u00f5es el\u00e9tricas de baixa tens\u00e3o - Requisitos espec\u00edficos para instala\u00e7\u00e3o em estabelecimentos assistenciais de sa\u00fade<\/div>\r\n<\/td>\r\n<td>\r\n<div><b>7 Verifica\u00e7\u00e3o final<\/b><\/div>\r\n<div>7.102 Al\u00e9m das prescri\u00e7\u00f5es contidas na Se\u00e7\u00e3o 7 da ABNT NBR&nbsp; 5410:2004, as instala\u00e7\u00f5es cobertas por esta Norma devem ser submetidas \u00e0s verifica\u00e7\u00f5es 1) a 5) a seguir. As verifica\u00e7\u00f5es devem ser realizadas antes da coloca\u00e7\u00e3o ou recoloca\u00e7\u00e3o em servi\u00e7o da instala\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, ap\u00f3s implantada e ap\u00f3s qualquer altera\u00e7\u00e3o ou reparo:&nbsp;<\/div>\r\n<div>\r\n<ol>\r\n<li>&nbsp;ensaio funcional dos dispositivos supervisores de isolamento (DSI) de esquemas IT m\u00e9dicos e dos sistemas de alarme ac\u00fastico e\/ou visual;&nbsp;<\/li>\r\n<li>&nbsp; medi\u00e7\u00f5es para verificar se a equipotencializa\u00e7\u00e3o suplementar atende aos requisitos 5.1.3.1 .101 e 5.1.3.1.102;&nbsp;<\/li>\r\n<li>&nbsp; verifica\u00e7\u00e3o da conformidade da equipotencializa\u00e7\u00e3o suplementar com as exig\u00eancias de 5.1.2.1.I 03;&nbsp;<\/li>\r\n<li>&nbsp;verifica\u00e7\u00e3o da conformidade com as regras&nbsp; 6.6.6, relativas aos servi\u00e7os de seguran\u00e7a;<\/li>\r\n<li>&nbsp; medi\u00e7\u00f5es da corrente de fuga no circuito secund\u00e1rio e no inv\u00f3lucro dos transformadores do esquema IT m\u00e9dico.<\/li>\r\n<\/ol>\r\n<\/div>\r\n<\/td>\r\n<\/tr>\r\n<\/tbody>\r\n<\/table>\r\n<\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><br \/><strong>Tabela 3 .<\/strong> Pontos de aten\u00e7\u00e3o presentes nas normas da ABNT espec\u00edficas de EAS. Fonte: ABNT, adaptado pelo autor.<\/div>\r\n<div class=\"img-legend\">&nbsp;<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>Observa-se que o Comissionamento pode ser realizado em todas as fases do empreendimento, desde a fase de projeto at\u00e9 a entrega do empreendimento, sendo geralmente executado na fase de constru\u00e7\u00e3o e montagem, evitando assim falhas e dificuldades na opera\u00e7\u00e3o e na manuten\u00e7\u00e3o de plantas industriais ap\u00f3s a instala\u00e7\u00e3o completa (SGS, 2018).<br \/><br \/><strong>2.9&nbsp;As built&nbsp;e Manuais de Uso, Opera\u00e7\u00e3o e Manuten\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>A qualidade da documenta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, elaborada durante as fases de projeto e execu\u00e7\u00e3o da obra e seu direcionamento para elucidar quest\u00f5es referentes \u00e0s etapas de conserva\u00e7\u00e3o, uso e manuten\u00e7\u00e3o, e da opera\u00e7\u00e3o dos equipamentos de forma sistematizada, em forma de manuais, tem sido instrumento para melhorar a comunica\u00e7\u00e3o no processo de produ\u00e7\u00e3o das edifica\u00e7\u00f5es (ABNT, 2011).<br \/><br \/><\/div>\r\n<div>No que concerne ao projeto&nbsp;As built, a NBR14645-3, de 12\/2005, estabelece os requisitos m\u00ednimos de quais sistemas e elementos construtivos devem ser caracterizados ao longo da execu\u00e7\u00e3o da obra e ap\u00f3s a sua conclus\u00e3o, a fim de que o propriet\u00e1rio da edifica\u00e7\u00e3o possa ter o registro dos sistemas que comp\u00f5em a infraestrutura f\u00edsica (ABNT, 2005).<br \/><br \/><\/div>\r\n<div>No que tange aos manuais da edifica\u00e7\u00e3o, a NBR 15575-1:2021 estabelece que cabe ao construtor e incorporador elaborar o manual de uso, opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da edifica\u00e7\u00e3o, seguindo tamb\u00e9m os requisitos postos na ABNT NBR 14307, que detalha os prazos de garantia aplic\u00e1veis aos diversos sistemas construtivos (ABNT, 2021).<br \/><br \/><\/div>\r\n<div>Todo esse conjunto de documenta\u00e7\u00e3o sobre a infraestrutura f\u00edsica do hospital servir\u00e1 como base para as futuras a\u00e7\u00f5es de manuten\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o da edifica\u00e7\u00e3o, bem como para eventuais interven\u00e7\u00f5es de reformas e amplia\u00e7\u00f5es, auxiliando na identifica\u00e7\u00e3o e na mitiga\u00e7\u00e3o de riscos, al\u00e9m de economia nas tomadas de decis\u00f5es em todas as fases dos projetos (BITENCOURT &amp; COSTEIRA, 2014, p. 46).<br \/><br \/><strong>3 Metodologia<\/strong><br \/>Para se atingir o objetivo geral desta pesquisa, foi tra\u00e7ada a seguinte estrat\u00e9gia:<br \/><br \/>- Aferir, por meio de levantamento bibliogr\u00e1fico, quais s\u00e3o as boas pr\u00e1ticas adotadas para planejamento e execu\u00e7\u00e3o de obras em hospitais em funcionamento;<br \/>- Elaborar checklist&nbsp;com os principais pontos de aten\u00e7\u00e3o a serem observados no planejamento de obras em EAS;<br \/>- Validar o checklist&nbsp;com pontos de aten\u00e7\u00e3o, verificados com profissionais do mercado e empresas de planejamento\/execu\u00e7\u00e3o de obras de EAS;<br \/>- Elaborar uma matriz de riscos\u00b2, baseada no checklist, demonstrando as a\u00e7\u00f5es a serem tomadas para prevenir e mitigar eventos negativos em obras de reforma e\/ou amplia\u00e7\u00e3o em EAS.<br \/><br \/>Durante o levantamento bibliogr\u00e1fico foram consultadas refer\u00eancias de Planejamento e Controle de Obras, como as do autor Aldo D\u00f3rea Mattos (MATTOS A. D., 2019), assim como o Guia para Projetos de \u00c1reas Limpas, da Sociedade Brasileira do Controle de Contamina\u00e7\u00e3o - SBCC (SBCC: Grupo de Trabalho GT 4, 2012), que aborda o planejamento de obras em ambientes controlados. Com base nessas literaturas, foi elaborado o escopo geral do&nbsp;checklist.<br \/><br \/>Durante a revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica foram consultados tamb\u00e9m outros autores e normas t\u00e9cnicas da ABNT que abordassem, de forma geral ou pontual, temas relacionados a: Plano Diretor Estrat\u00e9gico; Plano Diretor F\u00edsico Hospitalar; Gest\u00e3o Documental da Edifica\u00e7\u00e3o; Planejamento e Projetos; Plano de Contingenciamento; Execu\u00e7\u00e3o de Obras; Comissionamento;&nbsp;As built e Manuais de uso, opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o; todos temas pertinentes ao planejamento e \u00e0 execu\u00e7\u00e3o de obras de EAS, conforme consta da imagem 10.<br \/><br \/>Destaca-se ainda que, quanto ao tema Plano de Contigenciamento, foram consultadas fontes bibliogr\u00e1ficas da \u00e1rea de enfermagem e de infectologia, visto que tal tema \u00e9 transversal \u00e0s atividades assistenciais de sa\u00fade e \u00e0 infraestrutura f\u00edsica de EAS.<br \/><br \/>Por conseguinte, uma vez estruturados os macro temas do checklist, foram consultadas, nas refer\u00eancias bibliogr\u00e1ficas, os pontos tidos como mais relevantes a serem observados no ato de planejar e executar uma obra em hospital em funcionamento e, na sequ\u00eancia, foram consultados profissionais que atuam em planejamento e\/ou execu\u00e7\u00e3o de obras hospitalares, a fim de validar se os temas identificados como ponto de aten\u00e7\u00e3o s\u00e3o relevantes e pertinentes.<br \/><br \/>Com o&nbsp;checklist&nbsp;validado, foi elaborada uma Matriz de Riscos, apontando os impactos e a\u00e7\u00f5es a serem realizadas para mitigar ou evitar os danos, durante o planejamento e a execu\u00e7\u00e3o de obras, sendo consultado um especialista em gest\u00e3o de riscos para orientar quanto ao&nbsp;modelo adotado.<br \/><br \/>Quanto \u00e0 metodologia adotada para elabora\u00e7\u00e3o da Matriz de Riscos, foi utilizado como refer\u00eancia o Guia de Matriz de Riscos do Minist\u00e9rio do Planejamento, Desenvolvimento e Gest\u00e3o; e como escopo dessa matriz, as macro divis\u00f5es propostas no checklist&nbsp;de pontos de aten\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/><strong>4 Resultado e discuss\u00e3o<\/strong><br \/>Com base na pesquisa realizada, verificou-se que, para se planejar um empreendimento de sa\u00fade, projet\u00e1-lo e, em especial, executar obras em hospitais em funcionamento, faz-se necess\u00e1ria a participa\u00e7\u00e3o de equipe multidisciplinar de engenharia, arquitetura, profissionais de sa\u00fade, administradores, fornecedores e demais intervenientes que se fizerem necess\u00e1rios.<br \/><br \/>Al\u00e9m disso, observou-se que, para a obten\u00e7\u00e3o de bons resultados na execu\u00e7\u00e3o de uma obra em ambiente hospitalar, \u00e9 fundamental que a institui\u00e7\u00e3o de sa\u00fade esteja bem-organizada, com estrat\u00e9gia de neg\u00f3cio, avalia\u00e7\u00e3o de riscos, plano diretor f\u00edsico hospitalar, plano de controle de infec\u00e7\u00e3o, plano de contingenciamento, registros documentais da edifica\u00e7\u00e3o e projetos de arquitetura e engenharia bem elaborados.<br \/><br \/>Com base nas macro etapas definidas, foi elaborado o checklist e a matriz de riscos, com pontos de aten\u00e7\u00e3o durante a fase de planejamento e execu\u00e7\u00e3o de obras em hospitais em funcionamento. Estes pontos foram validados com profissionais do mercado, sendo iniciado esse checklist pela macro etapa do Plano Diretor Estrat\u00e9gico e, na sequ\u00eancia, foi elaborada a matriz de risco, destacando a relev\u00e2ncia do ponto de aten\u00e7\u00e3o levantado (ver Tabelas 4 e 5).<\/div>\r\n<div style=\"text-align: center;\"><br \/><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/img\/revistas:164019684516401968459288817055.jpg\" \/><br \/><br \/><strong>Tabela 4 .<\/strong> Checklist: Ponto de aten\u00e7\u00e3o - Plano Diretor Estrat\u00e9gico. Fonte: do pr\u00f3prio autor.<\/div>\r\n<div><br \/><img decoding=\"async\" class=\"aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/img\/revistas:164019684816401968485628883328.jpg\" \/><\/div>\r\n<div>\r\n<div class=\"img-legend\" style=\"text-align: center;\"><br \/><strong>Tabela 5 .<\/strong> Matriz de Riscos \u2013 Riscos 1 e 2: falta de planejamento estrat\u00e9gico. Fonte: do pr\u00f3prio autor<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<p>Com base nos pontos de aten\u00e7\u00e3o expostos no&nbsp;checklist e na matriz de riscos, observou-se que, sem o devido planejamento estrat\u00e9gico para tomada de decis\u00e3o, para saber quando e como iniciar um investimento em obras de reformas e amplia\u00e7\u00e3o no hospital, com ou sem uma pol\u00edtica de gest\u00e3o de riscos, com comit\u00ea estabelecido e com mapa de riscos elaborados\u00b3, a decis\u00e3o a ser tomada se torna fr\u00e1gil e, por consequ\u00eancia, o estudo de viabilidade do empreendimento impreciso, podendo ocasionar conflitos e intercorr\u00eancias na participa\u00e7\u00e3o dos intervenientes da obra, \"[...] o futuro \u00e9 incerto e nebuloso quando a alta dire\u00e7\u00e3o parece come\u00e7ar a cada dia com uma folha de papel em branco, sem uma continuidade planejada de a\u00e7\u00f5es\" (PEREIRA &amp; GALV\u00c3O, 2005, p. 74).<br \/><br \/>Quanto ao Plano Diretor F\u00edsico Hospitalar, foi verificado que se trata de uma ferramenta estrat\u00e9gica muito eficaz para previs\u00e3o de futuros investimentos em obras da organiza\u00e7\u00e3o de sa\u00fade, que contribui para mitigar riscos nos investimentos da institui\u00e7\u00e3o e nas partes interessadas. A partir deste contexto, os principais pontos de aten\u00e7\u00e3o foram descritos no&nbsp;checklist&nbsp;e na matriz de riscos para o Plano Diretor F\u00edsico Hospitalar (PDFH).<br \/><br \/>Assim, conclui-se que, como os custos de reforma s\u00e3o elevados, principalmente em edif\u00edcios negligenciados por muito tempo, e como geralmente s\u00e3o escassos os recursos dispon\u00edveis, h\u00e1 uma disposi\u00e7\u00e3o a se gastar primeiro com obras de cunho est\u00e9tico, por\u00e9m \u00e9 essencial que as interven\u00e7\u00f5es mais cr\u00edticas sejam feitas antes do trabalho cosm\u00e9tico (MENDES, 2018, p. 100), logo o PDFH ser\u00e1 a ferramenta basilar para evitar que sejam aplicados recursos em obras que, na verdade, s\u00e3o deseconomias.<br \/><br \/>Quanto ao item Gest\u00e3o Documental da edifica\u00e7\u00e3o, percebeu-se ao longo da pesquisa que esta deve ser a base para o planejamento de futuras obras em uma unidade hospitalar, e que os projetos&nbsp;As built e os Manuais de Uso, Opera\u00e7\u00e3o e Manuten\u00e7\u00e3o impactar\u00e3o diretamente tanto a tomada de decis\u00e3o gerencial e t\u00e9cnica quanto a fase de implanta\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia do neg\u00f3cio. Assim, a inexist\u00eancia de tais documenta\u00e7\u00f5es de infraestrutura f\u00edsica pode implicar nos seguintes problemas: [...] \"efetuar opera\u00e7\u00f5es nas v\u00e1rias instala\u00e7\u00f5es sem um mapeamento preciso de sua distribui\u00e7\u00e3o; [...] depender da mem\u00f3ria de funcion\u00e1rios antigos ou efetuar a troca de sistemas completos de instala\u00e7\u00f5es por falta de um levantamento correto de sua distribui\u00e7\u00e3o\" (BITENCOURT &amp; COSTEIRA, 2014, p. 46).<br \/><br \/>Uma vez estabelecido o que fazer, por que fazer, onde fazer e para quem fazer, vem o planejamento e a elabora\u00e7\u00e3o dos projetos de arquitetura e engenharia, que se enquadrar\u00e3o no quesito \"como fazer\", devendo estes serem desenvolvidos dentro das premissas t\u00e9cnicas das diversas normativas t\u00e9cnicas da ABNT e da ANVISA, seguindo as etapas b\u00e1sicas de desenvolvimento de projetos: estudo preliminar; anteprojeto; projeto b\u00e1sico; e projeto executivo. Etapas estas definidas na NBR16636 - Elabora\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de servi\u00e7os t\u00e9cnicos especializados de projetos arquitet\u00f4nicos e urban\u00edsticos.<br \/><br \/>No que diz respeito ao Plano de Contingenciamento, durante a revis\u00e3o bibliogr\u00e1fica, foi identificado como uma macroetapa essencial, visto que a fase de planejamento serve para mapear os riscos inerentes, como os relacionados \u00e0 infec\u00e7\u00e3o hospitalar associada \u00e0s atividades da obra. \u00c9 nesta fase que s\u00e3o tomadas as decis\u00f5es para poss\u00edveis remanejamentos de pacientes, interrup\u00e7\u00f5es parciais ou totais de servi\u00e7os assistenciais.<br \/><br \/>Quanto ao ponto da execu\u00e7\u00e3o de obras em hospitais em funcionamento, pouco se encontrou de literatura espec\u00edfica de engenharia que trate sobre o tema, sendo&nbsp; mais abordado no \u00e2mbito da enfermagem e da infectologia, al\u00e9m de em algumas normas espec\u00edficas da ABNT, que tratam de sistemas prediais de EAS (Estabelecimento Assistencial de Sa\u00fade) e, ocasionalmente, em outras normas que tratam de edifica\u00e7\u00f5es em geral.<br \/><br \/>Verificou-se tamb\u00e9m, ao longo da pesquisa, que as quest\u00f5es relacionadas \u00e0 seguran\u00e7a do paciente e ao controle de infec\u00e7\u00e3o hospitalar s\u00e3o intr\u00ednsecas \u00e0 obra,&nbsp; sendo assim, tais precau\u00e7\u00f5es n\u00e3o afetam apenas aos pacientes, mas os sistemas prediais. Al\u00e9m disso, descobriu-se&nbsp;que as principais medidas relacionadas durante a execu\u00e7\u00e3o da obra est\u00e3o relacionadas a precau\u00e7\u00f5es relacionadas a canteiros de obras e veda\u00e7\u00f5es destes.<br \/><br \/>Quanto \u00e0s etapas&nbsp;As built&nbsp;e Manuais de Uso, Opera\u00e7\u00e3o e Manuten\u00e7\u00e3o, observou-se que tais documenta\u00e7\u00f5es s\u00e3o essenciais para a fase&nbsp;final da obra, devendo ser realizadas e atualizadas ao longo da execu\u00e7\u00e3o da obra para se manter a rastreabilidade do que est\u00e1 sendo constru\u00eddo e adquirido.<br \/><br \/>No que tange ao Comissionamento, ao longo da pesquisa, foi observado que n\u00e3o basta construir a obra, mas esta deve tamb\u00e9m ser testada e validada, a fim de ser verificado se a constru\u00e7\u00e3o foi executada conforme os requisitos dispostos nos projetos, avaliando a seguran\u00e7a por meio de testes e laudos que atestar\u00e3o se a edifica\u00e7\u00e3o pode ser posta em uso e opera\u00e7\u00e3o. <br \/><br \/>Todas essas etapas visam evitar preju\u00edzos econ\u00f4micos \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, preju\u00edzos materiais \u00e0s edifica\u00e7\u00f5es e aos seus usu\u00e1rios e, por conseguinte, danos \u00e0 sa\u00fade dos pacientes, que buscam as edifica\u00e7\u00f5es hospitalares para se curarem.<br \/><br \/><strong>5 Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><br \/>A impress\u00e3o inicial sobre o tema levava a crer que seu resumo seria algo simples, por\u00e9m, ao pesquis\u00e1-lo mais a fundo, observou-se uma gama de informa\u00e7\u00f5es essenciais que n\u00e3o caberiam nas poucas p\u00e1ginas que um artigo suporta, especialmente em vista da multidisciplinaridade do tema.<br \/><br \/>\u00c9 not\u00f3rio que, em hospitais, assim como em estabelecimentos assistenciais de sa\u00fade em geral, obras s\u00e3o muito comuns, sendo que boa parte desses locais est\u00e1 sempre em reforma, em busca de melhor atender o usu\u00e1rio e conquistar novos espa\u00e7os no mercado de sa\u00fade. Assim, recomenda-se a todos os profissionais envolvidos no planejamento e execu\u00e7\u00e3o de obras em hospitais que sigam fielmente as disposi\u00e7\u00f5es das normas t\u00e9cnicas estabelecidas, bem como busquem inserir, durante todo o clico de planejamento dessas obras, os profissionais de sa\u00fade, CCIH, equipes de seguran\u00e7a do paciente, fornecedores e demais trabalhadores do hospital, a fim de se evitar ou minimizar danos aos pacientes e \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o de sa\u00fade como um todo.<br \/><br \/><strong>Refer\u00eancias<br \/><\/strong><br \/>ABNT. (12 de 2005). <strong>NBR14645-3<\/strong>. Elabora\u00e7\u00e3o do \u201ccomo constru\u00eddo\u201d (as built) para edifica\u00e7\u00f5es - Parte 3: Loca\u00e7\u00e3o topogr\u00e1fica e controle dimensional da obra - Procedimento.<br \/><br \/>ABNT. (07 de 2011).&nbsp;<b>NBR14037<\/b>. Diretrizes para elabora\u00e7\u00e3o de manuais de uso, opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o das edifica\u00e7\u00f5es - Requisitos para elabora\u00e7\u00e3o e apresenta\u00e7\u00e3o dos conte\u00fados. Rio de Janeiro, RJ: ABNT.<br \/><br \/>ABNT. (12 de 2017).&nbsp;<b>NBR 16636-1<\/b>. Elabora\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de servi\u00e7os t\u00e9cnicos especializados de projetos arquitet\u00f4nicos e urban\u00edsticos - Parte 1: Diretrizes e terminologia.<br \/><br \/>ABNT. (03 de 2021).&nbsp;<b>NBR15575-1<\/b>. Edifica\u00e7\u00f5es habitacionais - Desempenho - Parte 1: Requisitos gerais.<br \/><br \/>ANVISA. (18 de JULHO de 2003).&nbsp;<b>RESOLU\u00c7\u00c3O - RDC N\u00ba 189<\/b>. 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