{"id":8089,"date":"2024-06-12T15:39:36","date_gmt":"2024-06-12T18:39:36","guid":{"rendered":"https:\/\/iph.org.br\/materia\/avaliacao-da-alocacao-das-atividades-aplicadas-a-um-pronto-socorro-hospitalar-adulto-uma-analise-comparada-com-os-achados-de-avaliacao-pos-ocupacao\/"},"modified":"2024-11-15T16:02:50","modified_gmt":"2024-11-15T19:02:50","slug":"avaliacao-da-alocacao-das-atividades-aplicadas-a-um-pronto-socorro-hospitalar-adulto-uma-analise-comparada-com-os-achados-de-avaliacao-pos-ocupacao","status":"publish","type":"materia","link":"https:\/\/iph.org.br\/en\/materia\/avaliacao-da-alocacao-das-atividades-aplicadas-a-um-pronto-socorro-hospitalar-adulto-uma-analise-comparada-com-os-achados-de-avaliacao-pos-ocupacao\/","title":{"rendered":"Avalia\u00e7\u00e3o da aloca\u00e7\u00e3o das atividades aplicadas a um pronto-socorro hospitalar adulto: uma an\u00e1lise comparada com os achados de Avalia\u00e7\u00e3o P\u00f3s-Ocupa\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><strong>Resumo<\/strong><br \/>A resposta \u00e0 emerg\u00eancia pand\u00eamica em Estabelecimentos de Assist\u00eancia \u00e0 Sa\u00fade fomentou uma discuss\u00e3o sobre o impacto das condi\u00e7\u00f5es das instala\u00e7\u00f5es de sa\u00fade para os servi\u00e7os de pronto socorro-hospitalar. Essa quest\u00e3o evidenciou a import\u00e2ncia de se desenvolver meios para compreender e melhorar a rela\u00e7\u00e3o entre as atividades realizadas por agentes de sa\u00fade e os ambientes que as acomodam. O presente estudo discute uma an\u00e1lise comparativa entre os resultados obtidos com um m\u00e9todo de mapeamento de aloca\u00e7\u00e3o de atividades de uma organiza\u00e7\u00e3o de trabalho onde est\u00e1 sediada, chamado Mapeamento da Aloca\u00e7\u00e3o de Espa\u00e7os e Atividades (MAEA), e os resultados de uma Avalia\u00e7\u00e3o P\u00f3s Ocupa\u00e7\u00e3o (APO), ambos aplicados ao servi\u00e7o de pronto-socorro do Hospital Universit\u00e1rio da Universidade de S\u00e3o Paulo (HU-USP). O MAEA foi desenvolvido em uma pesquisa de p\u00f3s-doutorado da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S\u00e3o Paulo (FAUUSP) e levou em considera\u00e7\u00e3o que a APO conta com procedimentos consolidados de aferi\u00e7\u00e3o. O artigo apresenta exemplos de como o mapa obtido com o MAEA foi comparado pelos pesquisadores com os achados da APO, demonstrando empiricamente como interpretar as evid\u00eancias processadas pelo m\u00e9todo em desenvolvimento. Confirmou-se a ocorr\u00eancia de correla\u00e7\u00f5es mapeadas pelo m\u00e9todo e pela APO, o que indica que o mapa de rela\u00e7\u00f5es entre processos e ambientes de uma organiza\u00e7\u00e3o resultante oferece um subs\u00eddio \u00e0 projetistas e gestores prediais para decidir sobre a manuten\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o, um rearranjo espacial pontual ou a realiza\u00e7\u00e3o de um projeto para novas instala\u00e7\u00f5es.<br \/><br \/><strong>Palavras-chave<\/strong><br \/>congru\u00eancia organizacional, Estabelecimento de Assist\u00eancia \u00e0 Sa\u00fade, avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-projeto.<\/p>\r\n<strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>A necessidade de adequar o ambiente constru\u00eddo (AC) aos servi\u00e7os de atendimento \u00e0 sa\u00fade (SAS) n\u00e3o \u00e9 um problema recente (Elf et al., 2020). \u00c9 um tema recorrente em estudos de avalia\u00e7\u00e3o da funcionalidade do edif\u00edcio associados \u00e0 Avalia\u00e7\u00e3o P\u00f3s Ocupa\u00e7\u00e3o (APO). Todavia, a pandemia de 2020 refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de estabelecer com celeridade novos par\u00e2metros sanit\u00e1rios dos SAS (Lesan et al., 2021). Isso evidenciou a import\u00e2ncia de se desenvolver m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o expedita (Watkins; Keller, 2008) para subsidiar com evid\u00eancias a tomada de decis\u00e3o sobre a aloca\u00e7\u00e3o de atividades em Estabelecimentos Assistenciais \u00e0 Sa\u00fade (EAS).<br \/><br \/>As representa\u00e7\u00f5es das atividades de um processo complexo, como o atendimento de emerg\u00eancia em prontos-socorros hospitalares e demais servi\u00e7os de sa\u00fade, usualmente empregam abstra\u00e7\u00f5es como organogramas e fluxogramas (Gayer et al., 2020). Na pr\u00e1tica, por\u00e9m, essas atividades dependem das intera\u00e7\u00f5es entre os agentes e os ambientes onde ocorrem. Assim, \u00e9 vantajoso alinhar o fluxo de atividades aos ambientes onde s\u00e3o alocadas (Brambilla et al., 2022; Sasanfar; Bagherpour; Moatari-Kazerouni, 2021). Esse alinhamento \u00e9 identificado como um tipo de congru\u00eancia organizacional, em que se avalia a correspond\u00eancia entre dois dom\u00ednios da organiza\u00e7\u00e3o ligados ao processo e ao ambiente (Pereira et al., 2023).<br \/><br \/>A formula\u00e7\u00e3o de um arranjo organizacional congruente depende de m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o que subsidiem um projeto baseado em evid\u00eancias (PBE) (Watkins; Keller, 2008). O objetivo deste estudo, desenvolvido em um p\u00f3s-doutorado pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S\u00e3o Paulo (FAU-USP), \u00e9 discutir os resultados de um m\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-projeto (APP) baseado em programa\u00e7\u00e3o, denominado Mapeamento da Aloca\u00e7\u00e3o de Espa\u00e7os e Atividades (MAEA), comparando-os aos resultados de procedimentos de avalia\u00e7\u00e3o p\u00f3s ocupa\u00e7\u00e3o (APO) aplicados a um mesmo caso: a organiza\u00e7\u00e3o do pronto-socorro (PS) do Hospital Universit\u00e1rio de S\u00e3o Paulo (HU-USP), localizado no Campus Butant\u00e3, munic\u00edpio de S\u00e3o Paulo, SP. Os resultados deste trabalho oferecem tr\u00eas contribui\u00e7\u00f5es significativas: (1) demonstram a aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo em um caso real, analisando seu potencial e suas limita\u00e7\u00f5es; (2) apresentam uma avalia\u00e7\u00e3o estruturada e rastre\u00e1vel entre um ambiente existente e as atividades nele desenvolvidas; e (3) permitem aprimorar o programa de necessidades (pr\u00e9-projeto) de ambientes complexos como os observados no campo da sa\u00fade. <br \/><br \/><strong>Conceito e contextualiza\u00e7\u00e3o da rela\u00e7\u00e3o entre PBE e APP<\/strong><br \/>Nas duas \u00faltimas d\u00e9cadas, a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de projeto baseado em evid\u00eancia (PBE) tem se intensificado em empreendimentos de instala\u00e7\u00f5es de sa\u00fade (Pereira; Ornstein, 2023). Esse movimento parte de experi\u00eancias bem-sucedidas na \u00e1rea da sa\u00fade, que foi a inspira\u00e7\u00e3o para utilizar evid\u00eancias de pesquisa no processo decis\u00f3rio (Phiri; Chen, 2014). A medicina baseada em evid\u00eancias visa reduzir a incerteza e a carga de decis\u00e3o que m\u00e9dicos vivenciam (Vischer, 2009). Tal abordagem foi rapidamente incorporada por outras \u00e1reas que lidam com decis\u00f5es multivari\u00e1veis, com impacto sobre as condi\u00e7\u00f5es de vida das pessoas e a economia das organiza\u00e7\u00f5es de trabalho e outras formas de organiza\u00e7\u00e3o social.<br \/><br \/>Uma an\u00e1lise das experi\u00eancias de PBE mostrou que parte significativa das evid\u00eancias utilizadas nesses casos tem origem em APOs (Pereira; Ornstein, 2023). Isso se deve ao processo consolidado de APO, realizado de forma sistem\u00e1tica e rigorosa em edifica\u00e7\u00f5es constru\u00eddas e ocupadas h\u00e1 pelo menos seis meses (Cranz et al., 2021). No Brasil, convencionou-se um prazo de 12 meses para incluir as quatro esta\u00e7\u00f5es do ano e a consolida\u00e7\u00e3o do empreendimento e a vizinhan\u00e7a pelos usu\u00e1rios (Ono et al., 2018). S\u00e3o evid\u00eancias fortes sobre o desempenho social de um edif\u00edcio, ligadas \u00e0 percep\u00e7\u00e3o das pessoas que o utilizam acerca de requisitos funcionais, como conforto t\u00e9rmico e lum\u00ednico, ventila\u00e7\u00e3o, qualidade do ar, flexibilidade, condi\u00e7\u00f5es de opera\u00e7\u00e3o e de manuten\u00e7\u00e3o etc. (Cranz et al., 2021; Ornstein; Ono, 2010; Shin et al., 2017).<br \/><br \/>Al\u00e9m de raz\u00f5es metodol\u00f3gicas, o uso de resultados de APO tem rela\u00e7\u00e3o ao volume de dados cumulados, j\u00e1 que as primeiras APOs internacionais s\u00e3o do final da d\u00e9cada de 1960 e, a partir da d\u00e9cada de 1980, seus achados passaram a apoiar as tomadas de decis\u00e3o no processo de projeto e no gerenciamento predial. Desde ent\u00e3o, destacaram-se tr\u00eas cr\u00edticas aos resultados alcan\u00e7ados com APOs: (1) foco excessivo na experi\u00eancia e percep\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio, negligenciando evid\u00eancias objetivas com crit\u00e9rios de desempenho predeterminados (Vischer, 2009); (2) dificuldade em assimilar as avalia\u00e7\u00f5es dos edif\u00edcios em uso em outras pesquisas, projetos e aquisi\u00e7\u00f5es, devido \u00e0 subjetividade dos achados vinculados aos usu\u00e1rios de um contexto espec\u00edfico (Hadjri; Crozier, 2009; Joseph et al., 2014); (3) a avalia\u00e7\u00e3o ocorre tarde demais para impactar a realidade do caso analisado (Shin et al., 2017).<br \/><br \/>Essas cr\u00edticas foram respondidas de duas formas: a primeira foi o desenvolvimento de m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o do desempenho de edif\u00edcios(ADE), que empregam crit\u00e9rios mais objetivos, compar\u00e1veis e audit\u00e1veis sobre as instala\u00e7\u00f5es do edif\u00edcio (Preiser; Hardy; Schramm, 2018; Watkins; Keller, 2008); a segunda abordagem buscou suprir a demanda por avalia\u00e7\u00f5es pr\u00e9-ocupa\u00e7\u00e3o (APrO), realizadas de forma r\u00e1pida, antes da ocupa\u00e7\u00e3o (Davoodi et al., 2017; Shin et al., 2017). Tanto os estudos de APrO como os de ADE evidenciaram a import\u00e2ncia de realizar uma avalia\u00e7\u00e3o anterior \u00e0 constru\u00e7\u00e3o, isto \u00e9, antes e durante o projeto (Pereira; Ornstein, 2023; Shin et al., 2017). \u00c9 neste contexto que s\u00e3o desenvolvidos m\u00e9todos de avalia\u00e7\u00e3o de projeto baseados em desempenho (PBD) e de avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-projeto (APP).<br \/><br \/><strong>Estrat\u00e9gias de avalia\u00e7\u00e3o pr\u00e9-projeto<\/strong><br \/>Al\u00e9m dos par\u00e2metros normativos e legais que orientam e determinam atributos esperados em um EAS, observa-se a necessidade de recursos adicionais para contextualizar e avaliar individualmente o planejamento de um projeto (Saha; Haymaker; Shelden, 2020; Welch, 2012). Tais avalia\u00e7\u00f5es podem se basear em indicadores-chave e empregar t\u00e9cnicas anal\u00edticas, simula\u00e7\u00f5es e modelagem estat\u00edstica (Vanbrabant et al., 2019).<br \/><br \/>A op\u00e7\u00e3o por uma dessas abordagens depende da complexidade do modelo analisado e da capacidade de processamento, al\u00e9m da habilidadedos profissionais envolvidos na avalia\u00e7\u00e3o (Welch, 2012). Assim, embora modelos de simula\u00e7\u00e3o sejam mais fidedignos ao emular sistemas reais mediante a incorpora\u00e7\u00e3o de eventos discretos e din\u00e2micos (Mohiuddin et al., 2017), seu uso requer recursos computacionais e compet\u00eancias ainda escassos para a maioria dos empreendimentos no Brasil. Algo semelhante acontece com modelos estat\u00edsticos do fluxo e de aloca\u00e7\u00e3o das atividades de SAS (Pereira; Ornstein, 2023), em que a falta de dados detalhados dificulta a modelagem de cen\u00e1rios estatisticamente v\u00e1lidos e \u00fateis (Demird\u00f6\u011fen; I\u015f\u0131k; Arayici, 2022).<br \/><br \/>Os modelos anal\u00edticos s\u00e3o m\u00e9todos que oferecem solu\u00e7\u00f5es simples e eficientes para simular sistemas bem-determinados, mesmo com poucos dados (Vanbrabant et al., 2019). S\u00e3o \u00fateis em situa\u00e7\u00f5es como a do presente estudo, em que \u00e9 preciso avaliar rapidamente um arranjo de atividades em um ambiente. Um modelo anal\u00edtico amplamente utilizado em an\u00e1lises como esta \u00e9 a matriz de estruturas de depend\u00eancia (MED) (Sinha et al., 2012). As MEDs permitem descrever matematicamente, em uma matriz, as rela\u00e7\u00f5es existentes entre entidades de um sistema. Por exemplo, permitem descrever se as rela\u00e7\u00f5es entre as atividades em um processo s\u00e3o seriais, paralelas ou circulares\/iterativas (Unger; Eppinger, 2011). J\u00e1 foi empregado para avaliar as condi\u00e7\u00f5es de adaptabilidade (Schmidt; Vibaek; Austin, 2014), prolongar a vida \u00fatil de edif\u00edcios (Cao et al., 2018) e melhorar o fluxo de informa\u00e7\u00f5es (Pekta\u015f; Pultar, 2006). Em situa\u00e7\u00f5es em que mais de um sistema \u00e9 mapeado, \u00e9 poss\u00edvel relacionar os diferentes dom\u00ednios descritos em cada MED em uma matriz de mapeamento de Dom\u00ednio (MMD) (Sosa, 2007). \u00c9 uma matriz que relaciona entidades de diferentes dom\u00ednios, isto \u00e9, de MEDs que tratam dois sistemas distintos e dependentes. Esse arranjo multi-matricial (Pereira et al., 2023) \u00e9 a base do m\u00e9todo\/software avaliado no presente estudo.<br \/>\r\n<p><strong>M\u00e9todo<\/strong><br \/>O desenvolvimento de um PBD permite a melhoria das decis\u00f5es de projeto tanto para ambientes em concep\u00e7\u00e3o como para aqueles existentese em uso (Elf et al., 2020). Tal estrat\u00e9gia n\u00e3o est\u00e1 vinculada ao est\u00e1gio inicial do ciclo de vida da edifica\u00e7\u00e3o (CVE) (Bueno; Pereira; Fabricio, 2018; Pereira; Ornstein, 2023), e sim \u00e9 um recurso a ser empregado em todo o ciclo quando for preciso ou desejado encontrar solu\u00e7\u00f5es de problemas ou melhorias para uma situa\u00e7\u00e3o existente (Pereira; Ornstein, 2023).<\/p>\r\n<p>O m\u00e9todo MAEA foi desenvolvido para apoiar a decis\u00e3o de gerenciamento predial e in\u00edcio do projeto, enquadrando-se como um m\u00e9todo de APP. Os dados levantados s\u00e3o complementados com an\u00e1lises documentais, observa\u00e7\u00e3o in-loco, entrevistas e medi\u00e7\u00f5es. A abordagem multim\u00e9todos \u00e9 empregada para confirmar e complementar os dados de congru\u00eancia mapeados com MAEA, conforme \u00e9 delineado na Figura 1.<br \/><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8300 aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_1-300x144.jpg\" alt=\"\" width=\"658\" height=\"316\" srcset=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_1-300x144.jpg 300w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_1-1024x490.jpg 1024w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_1-1536x735.jpg 1536w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_1-2048x980.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 658px) 100vw, 658px\" \/><\/p>\r\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura 1 .<\/strong> Delineamento da pesquisa. Fonte: Autores.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">As atividades previstas no delineamento da pesquisa (Figura 1) envolvendo humanos foram aprovadas em 26 de mar\u00e7o de 2021 pelo Comit\u00ea de \u00c9tica em Pesquisa (CEP) do HU\/USP (Registro 05.508-000), identificado pelo Certificado de Apresenta\u00e7\u00e3o de Aprecia\u00e7\u00e3o \u00c9tica (CAAE) no 44679021.0.0000.0076. Os procedimentos empregados s\u00e3o descritos a seguir. Todos os registros produzidos est\u00e3o em posse dos pesquisadores respons\u00e1veis pela pesquisa e preservados para garantir a rastreabilidade das an\u00e1lises. Todavia, o acesso aos registros obtidos diretamente de terceiros envolvidos na coleta das informa\u00e7\u00f5es \u00e9 restrito aos pesquisadores, a fim de preservar a impessoalidade dos dados utilizados na discuss\u00e3o.<strong><br \/><br \/>Instrumento de Mapeamento da Aloca\u00e7\u00e3o de Espa\u00e7os e Atividades (MAEA)<\/strong><br \/>O Mapeamento da Aloca\u00e7\u00e3o de Espa\u00e7os e Atividades, identificado como MAEA, \u00e9 um m\u00e9todo de identifica\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es entre dois dom\u00ednios de uma organiza\u00e7\u00e3o para evidenciar a correspond\u00eancia entre eles. No presente estudo, mapeou-se a aloca\u00e7\u00e3o das atividades do pronto-socorro adulto (PSA) nos ambientes de um EAS, a fim de fornecer evid\u00eancias sobre as condi\u00e7\u00f5es de fluxos de trabalho. A aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo se baseia em um software hom\u00f4nimo atualmente em desenvolvimento avan\u00e7ado. Os fundamentos do processamento realizado no software s\u00e3o detalhados no artigo de Pereira et al. (2023). <br \/><br \/>Fundamentalmente, o software solicita a inser\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas sobre a estrutura da organiza\u00e7\u00e3o, do processo e do ambiente, tais como nome das fun\u00e7\u00f5es, atividades e ambientes, e quais s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es conhecidas entre os itens informados. Cada entrada \u00e9 considerada uma entidade de um dom\u00ednio da organiza\u00e7\u00e3o. O m\u00e9todo permite relacionar entidades de um mesmo dom\u00ednio ou de dom\u00ednios diferentes. As rela\u00e7\u00f5es entre entidades podem ser bin\u00e1rias ou num\u00e9ricas. Por exemplo, as rela\u00e7\u00f5es entre atividades s\u00e3o bin\u00e1rias: duas atividades, A e B, s\u00e3o paralelas e independentes se n\u00e3o h\u00e1 rela\u00e7\u00e3o entre elas (Figura 2, a); se B depender de algum resultado de A (Figura 2, b), existe uma rela\u00e7\u00e3o sequencial; caso haja depend\u00eancia m\u00fatua entre A e B, estas apresentam uma rela\u00e7\u00e3o c\u00edclica (Figura 2, c). Essas rela\u00e7\u00f5es apenas indicam a exist\u00eancia de uma influ\u00eancia, sem lhe atribuir um peso.&nbsp;<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-8301 aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_2-300x92.jpg\" alt=\"\" width=\"659\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_2-300x92.jpg 300w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_2-1024x314.jpg 1024w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_2-768x235.jpg 768w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_2-1536x471.jpg 1536w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_2-2048x627.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 659px) 100vw, 659px\" \/><strong>Figura 2 .<\/strong> Exemplo de rela\u00e7\u00e3o entre entidades do processo. Fonte: Adaptado de Eppinger, Browning (2012).<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">As rela\u00e7\u00f5es entre entidades do processo e do ambiente s\u00e3o num\u00e9ricas, em que \u00e9 atribu\u00eddo um peso para diferentes situa\u00e7\u00f5es (Figura 3). No caso, foram definidos tr\u00eas pesos: \"3\" indica que o ambiente X \u00e9 o local da a\u00e7\u00e3o final da atividade A; \"2\" indica que o ambiente Y \u00e9 o local onde alguma a\u00e7\u00e3o ocorre como meio para viabilizar a atividade A; \"1\" indica o caminho percorrido pelo respons\u00e1vel pela atividade A.&nbsp;<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" class=\" wp-image-8302 aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_3-300x61.jpg\" alt=\"\" width=\"659\" height=\"134\" srcset=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_3-300x61.jpg 300w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_3-1024x207.jpg 1024w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_3-768x155.jpg 768w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_3-1536x310.jpg 1536w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_3-2048x413.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 659px) 100vw, 659px\" \/><strong>Figura 3 .<\/strong> Exemplo de rela\u00e7\u00f5es entre as entidades do processo e as do ambiente. Fonte: Autores.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">Outra estrutura de rela\u00e7\u00f5es que pode empregar pesos s\u00e3o as rela\u00e7\u00f5es entre ambientes, com a indica\u00e7\u00e3o vari\u00e1vel do tamanho e das dist\u00e2ncias. Inserir manualmente tais indica\u00e7\u00f5es pode ser bastante oneroso e desgastante. Para solucionar isso, foram implantados recursos de reconhecimento de ambientes por meio de imagens de plantas arquitet\u00f4nicas dos pavimentos. No entanto, o resultado desse recurso ainda n\u00e3o foi testado e, por isso, n\u00e3o consta no caso apresentado. Por isso, as rela\u00e7\u00f5es entre ambientes s\u00e3o bin\u00e1rias neste estudo. <br \/><br \/>Ap\u00f3s a inser\u00e7\u00e3o e o processamento dos dados, os resultados mostram uma matriz que indica os pontos congruentes, os pontos em que a condi\u00e7\u00e3o de congru\u00eancia n\u00e3o foi atendida e os pontos em que a rela\u00e7\u00e3o registrada entre duas entidades n\u00e3o foi reconhecida pelo processamento. Quanto mais pr\u00f3xima da complexidade das rela\u00e7\u00f5es reais, mais a condi\u00e7\u00e3o de congru\u00eancia dos dados condiz com a congru\u00eancia da organiza\u00e7\u00e3o real. Com tais evid\u00eancias, houve um trabalho de an\u00e1lise e de complementa\u00e7\u00e3o dos dados, abordado na discuss\u00e3o dos resultados.&nbsp;<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\"><strong>An\u00e1lise documental <\/strong><br \/>Arquivos em formato DWG e PDF, contendo as pranchas dos projetos arquitet\u00f4nicos e complementares originais do estabelecimento, datadas de 1975, bem como os registros de interven\u00e7\u00f5es pontuais e um as-Built da situa\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio que foi realizado em 2005, foram fornecidos pela Superintend\u00eancia do Espa\u00e7o F\u00edsico (SEF HU-USP). Tais documentos foram analisados a fim de reconhecer a progress\u00e3o das altera\u00e7\u00f5es espaciais do edif\u00edcio em uso. Para tanto, foram realizadas visitas t\u00e9cnicas com o objetivo de confirmar a adequa\u00e7\u00e3o dos registros existentes mais recentes e atualizar as plantas com altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e de ocupa\u00e7\u00e3o de ambientes n\u00e3o documentadas.<br \/><br \/>Os arquivos recebidos foram processados para preparar os recursos gr\u00e1ficos utilizados nos demais procedimentos de pesquisa e na divulga\u00e7\u00e3o dos resultados.<br \/><br \/><strong>Entrevistas semiestruturadas <\/strong><br \/>As entrevistas semiestruturadas foram preparadas com o objetivo de direcionar a coleta de informa\u00e7\u00f5es sobre as fun\u00e7\u00f5es e atividades ligadas aos servi\u00e7os de pronto-socorro da EAS. Foram redigidos tr\u00eas roteiros de entrevistas para diferentes tipos de fun\u00e7\u00f5es ligadas ao PSA: atendimento \u00e0 sa\u00fade, apoio ao atendimento, manuten\u00e7\u00e3o e administra\u00e7\u00e3o\/recep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Cada roteiro aborda os cinco t\u00f3picos indicados no Quadro 1.&nbsp;<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8312 aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-1-300x188.jpg\" alt=\"\" width=\"657\" height=\"412\" srcset=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-1-300x188.jpg 300w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-1-1024x643.jpg 1024w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-1-768x482.jpg 768w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-1-1536x965.jpg 1536w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-1.jpg 1820w\" sizes=\"(max-width: 657px) 100vw, 657px\" \/><strong>Quadro 1 .<\/strong> T\u00f3picos abordados na entrevista semiestruturada. Fonte: Autores.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">As entrevistas utilizadas para coleta de informa\u00e7\u00f5es ocorreram entre junho e outubro de 2022. Foram utilizados os resultados de 13 entrevistas que descreviam as atividades ligadas direta e indiretamente ao PSA, n\u00e3o se analisando nessa etapa as entrevistas relativas a outros setores do HU. Foram entrevistados profissionais que ocupavam uma fun\u00e7\u00e3o de chefia diretamente respons\u00e1vel pela operacionaliza\u00e7\u00e3o das atividades (Quadro 2). Assim, foi poss\u00edvel articular a atribui\u00e7\u00e3o de diferentes funcion\u00e1rios de um setor sem a necessidade de entrevistar todo corpo profissional envolvido.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8313 aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-2-300x217.jpg\" alt=\"\" width=\"655\" height=\"474\" srcset=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-2-300x217.jpg 300w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-2-1024x741.jpg 1024w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-2-768x556.jpg 768w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-2-1536x1112.jpg 1536w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/quadro-2.jpg 1761w\" sizes=\"(max-width: 655px) 100vw, 655px\" \/><strong>Quadro 2 .<\/strong> Entrevistas identificadas por fun\u00e7\u00e3o chefiada pelo entrevistado. Fonte: Autores, baseada em Pereira et al., 2023.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">As entrevistas foram realizadas de forma presencial e remota. Nas entrevistas presenciais, os protocolos de seguran\u00e7a sanit\u00e1ria foram seguidos nos ambientes do EAS. Os recursos do Quadro 1 foram utilizados para registrar as informa\u00e7\u00f5es relatadas. O \u00e1udio das entrevistas foi gravado e preservado sob guarda do pesquisador. As entrevistas remotas foram realizadas por meio de videoconfer\u00eancias gravadas. Nelas, o entrevistador compartilhou sua tela com o entrevistado e preencheu as tabelas e mapas diretamente em softwares de imagem e planilha, seguindo as orienta\u00e7\u00f5es do entrevistado. <br \/><br \/>Os dados referentes ao registro dos processos foram documentados em listas e tabelas que alimentaram o banco de dados do MAEA. Os registros em plantas tamb\u00e9m foram p\u00f3s-processados de forma a oferecer um registro gr\u00e1fico aos pesquisadores para confer\u00eancia dos resultados e an\u00e1lises complementares.<br \/><br \/><strong>Acompanhar usu\u00e1rio - walkthrough <\/strong><br \/>A fim de confirmar os registros feitos em entrevistas e ampliar a compreens\u00e3o das din\u00e2micas de funcionamento do PS do HU-USP, os pesquisadores realizaram algumas caminhadas acompanhadas pelo edif\u00edcio.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">As caminhadas por circula\u00e7\u00f5es, realizadas com transeuntes de diferentes fun\u00e7\u00f5es, teve por objetivo observar as op\u00e7\u00f5es de caminho e de acesso ao PS, por\u00e9m n\u00e3o correspondem a uma quantidade amostral dos fluxos, e sim a observa\u00e7\u00f5es pontuais diretas dos pesquisadores de campo. Os caminhos foram documentados em planta impressa, durante a realiza\u00e7\u00e3o dos percursos, com aux\u00edlio de pranchetas A3 (tamanho 297 x 420 mm). Tamb\u00e9m foram realizadas duas caminhadas com profissional de chefia, documentadas com fotos e v\u00eddeos que ilustraram as observa\u00e7\u00f5es realizadas pelos profissionais que acompanhavam os pesquisadores. Tais registros foram realizados evitando-se pessoas e reconhecimentos faciais de transeuntes.<br \/><br \/><strong>Quantifica\u00e7\u00e3o de fluxos em circula\u00e7\u00f5es <\/strong><br \/>Dois pesquisadores realizaram um levantamento amostral do fluxo de pessoas que transitam pelos corredores pr\u00f3ximos e acessos ao PSA com objetivo de quantificar o fluxo nas circula\u00e7\u00f5es da EAS. Foram computadas a passagem de pessoas sozinhas ou em macas, cadeiras de rodas, entre outros tipos de maquin\u00e1rio, de material e de res\u00edduos.<br \/><br \/><strong>Caracteriza\u00e7\u00e3o do caso de estudo <\/strong><br \/>O PS \u00e9 um setor vital e complexo para qualquer EAS (Brambilla et al., 2022), pois corresponde a uma ?porta de entrada? de cuidados prim\u00e1rios, por onde entram muitos dos pacientes que s\u00e3o internados em um hospital (Morgareidge; CAI; JIA, 2014). Problemas de fluxo inadequado de agentes, pacientes e acompanhantes dentro do PS podem impactar as fun\u00e7\u00f5es de todo o EAS e dificultar a presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os de sa\u00fade (Sasanfar; Bagherpour; Moatari-Kazerouni, 2021).<br \/><br \/>O Hospital Universit\u00e1rio da Universidade de S\u00e3o Paulo (HU-USP) est\u00e1 localizado no campus Butant\u00e3, cidade de S\u00e3o Paulo. Foi idealizado em 1966 e, hoje, congrega atividades de ensino e pesquisa em diferentes \u00e1reas da sa\u00fade, ligadas \u00e0 medicina, \u00e0 enfermagem, \u00e0 odontologia, \u00e0 nutri\u00e7\u00e3o, \u00e0 psicologia, \u00e0 fisioterapia, \u00e0 terapia ocupacional, \u00e0 fonoaudiologia, \u00e0s ci\u00eancias farmac\u00eauticas e ao servi\u00e7o social (Margarido, 2021). A institui\u00e7\u00e3o integra o Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) como um centro de aten\u00e7\u00e3o terci\u00e1ria \u00e0 sa\u00fade (BRASIL, MINIST\u00c9RIO DA SA\u00daDE, 2006) que assiste a comunidade da universidade e a popula\u00e7\u00e3o da cidade (Figura 4). Possui um PSA e um pronto-socorro infantil (PSI), ambos j\u00e1 apresentam frequentes casos de superlota\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis (Roman, 2010).<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8303 aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_4_imagem_1-300x161.jpg\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"350\" srcset=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_4_imagem_1-300x161.jpg 300w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_4_imagem_1-1024x550.jpg 1024w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_4_imagem_1-768x413.jpg 768w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_4_imagem_1.jpg 1230w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><br \/><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8304 aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_4_imagem_2-300x155.jpg\" alt=\"\" width=\"652\" height=\"337\" srcset=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_4_imagem_2-300x155.jpg 300w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_4_imagem_2-1024x528.jpg 1024w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_4_imagem_2-768x396.jpg 768w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_4_imagem_2.jpg 1213w\" sizes=\"(max-width: 652px) 100vw, 652px\" \/><strong>Figura 4 .<\/strong> Acesso ao pavimento administrativo e acesso de atendimento ao p\u00fablico. Fonte: Autores.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">O edif\u00edcio \u00e9 composto por um pavimento de servi\u00e7o, identificado como segundo subsolo; um pavimento que acomoda os PSs, ambulat\u00f3rios e exames, identificado como primeiro subsolo; e um pavimento administrativo no t\u00e9rreo (Figura 5), al\u00e9m de outros pavimentos n\u00e3o abordados neste estudo, pois o foco do mapeamento realizado nas atividades do PSA s\u00e3o apenas os tr\u00eas pavimentos do embasamento.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><strong><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-8305\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_5-210x300.jpg\" alt=\"\" width=\"616\" height=\"880\" srcset=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_5-210x300.jpg 210w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_5-718x1024.jpg 718w\" sizes=\"(max-width: 616px) 100vw, 616px\" \/><br \/>Figura 5 .<\/strong> Plantas esquem\u00e1ticas dos 1\u00ba, 2\u00ba e 3\u00ba pavimentos, planta do PSA. Fonte: Adaptado dos arquivos disponibilizados pela SEF HU-USP.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\"><br \/><strong>Discuss\u00e3o dos resultados <\/strong><br \/>O mapeamento indicou baixa congru\u00eancia entre a aloca\u00e7\u00e3o do PSA e os servi\u00e7os de apoio ao atendimento emergencial. Foram identificados conflitos entre as ocupa\u00e7\u00f5es de espa\u00e7os cont\u00edguos dentro do setor de PSA. Os casos apontados no mapa foram analisados um a um, confrontandoos com os achados por meio dos m\u00e9todos de APO empregados no mesmo caso. Alguns s\u00e3o apresentados a seguir para demonstrar o desenvolvimento da an\u00e1lise de confer\u00eancia dos resultados.<br \/><br \/><strong>Congru\u00eancia organizacional do ambiente do PSA <\/strong><br \/>Um ponto de incongru\u00eancia ambiental mapeado, e confirmado pelas observa\u00e7\u00f5es, est\u00e1 na localiza\u00e7\u00e3o da sala de observa\u00e7\u00e3o junto ao acesso principal do PSA. O instrumento indicou que essa rela\u00e7\u00e3o n\u00e3o era justificada (Figura 6, a) e as entrevistas, a quantifica\u00e7\u00e3o de fluxo e a observa\u00e7\u00e3o direta confirmaram que essa localiza\u00e7\u00e3o ocasiona conflitos de fluxo e exposi\u00e7\u00e3o dos pacientes \u00e0 din\u00e2mica de socorro, aumentando-lhes o estresse e a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-8310 aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_6-300x183.jpg\" alt=\"\" width=\"656\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_6-300x183.jpg 300w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_6-1024x623.jpg 1024w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_6-768x468.jpg 768w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_6-1536x935.jpg 1536w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_6-2048x1247.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 656px) 100vw, 656px\" \/><strong>Figura 6 .<\/strong> Recorte do mapa de congru\u00eancia ambiental com o processo. Fonte: Autores.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">Outro ponto que o processamento evidenciou \u00e9 o acesso \u00e0 sala de isolamento pela sala de observa\u00e7\u00e3o (Figura 6, b). Esse arranjo espacial \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o constante (planta do PSA, Figura 5), pois aumenta o risco de contamina\u00e7\u00e3o mesmo em uma situa\u00e7\u00e3o em que a press\u00e3o negativa funcione. Algumas rela\u00e7\u00f5es entre ambientes e a circula\u00e7\u00e3o de acesso n\u00e3o foram reconhecidas (Figura 6, c), possivelmente devido ao fato de o levantamento n\u00e3o registrar todos os passos realizados em uma atividade. Uma solu\u00e7\u00e3o para essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 abordada na indica\u00e7\u00e3o de desenvolvimento futuro, mais \u00e0 frente.<br \/><br \/><strong>Congru\u00eancia organizacional do processo <\/strong><br \/>Outra confer\u00eancia realizada est\u00e1 associada \u00e0 congru\u00eancia do processo com o ambiente, em que uma matriz que relaciona as atividades evidencia a ocorr\u00eancia de intera\u00e7\u00f5es decorrentes do ambiente em que s\u00e3o alocadas. Os casos destacados se concentram nos servi\u00e7os de enfermagem do PSA e em suas principais intera\u00e7\u00f5es com outros servi\u00e7os (Figura 7).<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-8311 aligncenter\" src=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_7-243x300.jpg\" alt=\"\" width=\"624\" height=\"770\" srcset=\"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_7-243x300.jpg 243w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_7-829x1024.jpg 829w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_7-768x948.jpg 768w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_7-1244x1536.jpg 1244w, https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-content\/uploads\/2024\/06\/figura_7-1659x2048.jpg 1659w\" sizes=\"(max-width: 624px) 100vw, 624px\" \/><strong>Figura 7 .<\/strong> Recorte do mapa de congru\u00eancia processual com o ambiente. Fonte: Autores.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">Os servi\u00e7os de enfermagem s\u00e3o realizados pela enfermeira-chefe, enfermeiras e assistentes de enfermagem. Suas atividades iniciais s\u00e3o predominantemente sequenciais e t\u00eam pouco impacto sobre as demais atividades do PSA (Figura 7, a). No in\u00edcio, uma pequena rela\u00e7\u00e3o circular entre a <em>reuni\u00e3o com os funcion\u00e1rios do PSA e a gest\u00e3o da escala<\/em> destes foi prevista e confirmada. Tr\u00eas atividades se destacam (Figura 7, b) por impactar as atividades de outros servi\u00e7os. A <em>supervis\u00e3o do atendimento de enfermagem do PSA<\/em> envolve intensa circula\u00e7\u00e3o entre as salas de observa\u00e7\u00e3o, de medica\u00e7\u00e3o e de suprimentos, balc\u00e3o de prescri\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas e circula\u00e7\u00f5es; a avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica do paciente recepcionado no PSA inicia-se na <em>circula\u00e7\u00e3o de acesso ao PSA<\/em>, cruza a <em>sala de observa\u00e7\u00e3o<\/em> e \u00e9 conclu\u00edda na <em>circula\u00e7\u00e3o<\/em>, em frente ao <em>balc\u00e3o de prescri\u00e7\u00f5es m\u00e9dicas<\/em> (planta do PSA, Figura 5), quando ao menos uma enfermeira e um m\u00e9dico realizam a <em>classifica\u00e7\u00e3o e encaminhamento do paciente<\/em>. <br \/><br \/>Outro ponto destacado no recorte feito da matriz \u00e9 a atividade de <em>limpeza dos ambientes do PSA<\/em>, que n\u00e3o tem rela\u00e7\u00e3o de preced\u00eancia direta com a enfermagem, mas impacta todas as atividades que acontecem no PSA (Figura 7, c, d). As atividades n\u00e3o marcadas nessa coluna ocorrem em outros setores, como o acesso dos funcion\u00e1rios e sala de espera (planta do PSA, Figura 5). Ao fim, foi destacado o conjunto de atividades com rela\u00e7\u00f5es c\u00edclicas n\u00e3o mencionadas nas entrevistas, mas que foram detectadas no mapa e confirmadas pelos outros instrumentos da APO (Figura 7, e). Destaque para a <em>distribui\u00e7\u00e3o de medica\u00e7\u00e3o e a distribui\u00e7\u00e3o de materiais de consumo, permanente e esterilizado<\/em>, ambas as atividades exigem a circula\u00e7\u00e3o pelos ambientes para verificar o consumo e repor os estoques para que as atividades que os consumiram estejam abastecidas para uma nova realiza\u00e7\u00e3o. <br \/><br \/>A exist\u00eancia dessas situa\u00e7\u00f5es apontadas, ligadas \u00e0s atividades com grande impacto de deslocamento e arranjos c\u00edclicos, \u00e9 um direcionador para estudos de novos arranjos organizacionais, seja com foco em mudan\u00e7a ambiental, seja em processual.<br \/><br \/><strong>Considera\u00e7\u00f5es sobre a coleta de informa\u00e7\u00f5es por meio da APO <\/strong><br \/>Algumas considera\u00e7\u00f5es sobre os procedimentos adotados merecem destaque. <br \/><br \/>Durante as visitas, foram identificadas algumas altera\u00e7\u00f5es f\u00edsicas e ocupacionais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 an\u00e1lise documental, realizadas principalmente para adaptar as instala\u00e7\u00f5es \u00e0 pandemia. Portanto, ao realizar o mapeamento em casos existentes, \u00e9 importante checar se a documenta\u00e7\u00e3o condiz com a situa\u00e7\u00e3o atual do EAS analisado. Sob uma perspectiva organizacional, isso ressalta a import\u00e2ncia de se manter um <em>as-built<\/em> atualizado. <br \/><br \/>Quanto ao levantamento de informa\u00e7\u00f5es sobre o processo, a pesquisa se concentrou em agentes-chave para levantar as principais atividades de cada setor e servi\u00e7o que afetavam o PSA. Essa abordagem foi adequada para testar o instrumento. Caso se entenda necess\u00e1rio usar registros mais detalhados, \u00e9 poss\u00edvel entrevistar toda a popula\u00e7\u00e3o envolvida na organiza\u00e7\u00e3o.<br \/><br \/><strong>Conclus\u00f5es<\/strong><br \/>Os resultados apresentados e discutidos neste documento abordam a confer\u00eancia dos dados processados pelo MAEA realizada por meio da compara\u00e7\u00e3o com os achados de uma APO do PSA do HU-USP. Os detalhes dos fundamentos do instrumento est\u00e3o descritos por PEREIRA et al. (2023). A confirma\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es mapeadas pelo m\u00e9todo corrobora empiricamente a valida\u00e7\u00e3o te\u00f3rica inicialmente obtida. Assim, \u00e9 poss\u00edvel apontar que o MAEA fornece um mapa de rela\u00e7\u00f5es entre processos e ambientes de uma organiza\u00e7\u00e3o, para que projetistas e gestores prediais tenham um subs\u00eddio para decidir sobre a manuten\u00e7\u00e3o de uma situa\u00e7\u00e3o ou promover uma mudan\u00e7a.<br \/><br \/>Em aloca\u00e7\u00f5es existentes, os mapas s\u00e3o uma evid\u00eancia inicial, cujas ocorr\u00eancias devem ser investigadas, pois podem tanto indicar uma falha no processo de mapeamento como problemas de aloca\u00e7\u00e3o, o que oferece uma oportunidade para projetar melhorias no arranjo existente. A ocorr\u00eancia de mais casos como este oferece mais oportunidades de comparar mapeamento e situa\u00e7\u00e3o existente, o que contribui para o refinamento da interpreta\u00e7\u00e3o dos resultados, caso sejam reportados. O MAEA tamb\u00e9m pode ser utilizado como um m\u00e9todo de APP, simulando a congru\u00eancia de aloca\u00e7\u00f5es projetadas. Isto \u00e9, pode ser usado como apoio \u00e0 decis\u00e3o de projetistas e gestores em situa\u00e7\u00f5es em que as atividades ainda ser\u00e3o alocadas em um espa\u00e7o sem uso predeterminado, ou ainda, em situa\u00e7\u00f5es em que o ambiente ser\u00e1 projetado.<br \/><br \/><em>Limita\u00e7\u00f5es<\/em>. O MAEA \u00e9 um instrumento de APP baseado em modelo anal\u00edtico, isso significa que n\u00e3o \u00e9 adequado para a an\u00e1lise de eventos discretos e din\u00e2micos. Para esses casos, seria melhor uma abordagem baseada em simula\u00e7\u00e3o de comportamento, o que exige maior especialidade dos usu\u00e1rios do <em>software<\/em> e equipamentos com uma capacidade de computa\u00e7\u00e3o alta. Os resultados apresentados foram obtidos a partir de um caso \u00fanico. Assim, o reporte da aplica\u00e7\u00e3o do m\u00e9todo em outros casos \u00e9 importante para sua consolida\u00e7\u00e3o, aperfei\u00e7oamento e valida\u00e7\u00e3o estat\u00edstica.<br \/><br \/><em>Desenvolvimento futuro.<\/em> O principal desdobramento desta pesquisa \u00e9 o desenvolvimento do <em>software<\/em> que permite a aplica\u00e7\u00e3o do MAEA por profissionais e pesquisadores de arquitetura, engenharia, constru\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o. Embora seja particularmente interessante para EAS, o potencial de utiliza\u00e7\u00e3o se estende a diferentes tipos de organiza\u00e7\u00e3o de trabalho e outras formas de organiza\u00e7\u00e3o social. Al\u00e9m disso, \u00e9 poss\u00edvel incorporar mais dom\u00ednios organizacionais para adicionar amplitude e aprofundamento ao mapeamento. <br \/><br \/>Um desdobramento em andamento \u00e9 a implementa\u00e7\u00e3o do tra\u00e7ado autom\u00e1tico dos caminhos realizados pelos usu\u00e1rios para as atividades alocadas. Nessa modalidade, o programa calcula o melhor percurso para que as atividades ocorram, e incorpora essas informa\u00e7\u00f5es ao banco de dados. Isso permitir\u00e1 o estudo de melhores caminhos em loca\u00e7\u00f5es ainda n\u00e3o implementadas (APP). Outro trabalho em andamento \u00e9 a leitura de plantas em imagens com formato .PNG, que automatiza a indica\u00e7\u00e3o de propriedades espaciais como as dimens\u00f5es e rela\u00e7\u00f5es entre ambientes. Ambas as funcionalidades ser\u00e3o disponibilizadas na vers\u00e3o final do <em>software<\/em>.<br \/><br \/><em>Agradecimentos e Financiamento.<\/em> Os autores agradecem \u00e0 pesquisadora Vit\u00f3ria Sanches Lemes Soares pela colabora\u00e7\u00e3o em campo, a coopera\u00e7\u00e3o institucional do HU-USP, bem como a todos os profissionais envolvidos, que colaboraram com o desenvolvimento do estudo. Agradecem \u00e0s seguintes institui\u00e7\u00f5es pelo financiamento da pesquisa: Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (FAPESP), pela concess\u00e3o da bolsa de p\u00f3s-doutorado para o primeiro autor, processo no 2020\/15909-8; Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico ? CNPq, pela bolsa produtividade para o segundo autor, processo no 304131\/2020- 2.<br \/><br \/><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">BRAMBILLA, Andrea; MANGILI, Silvia; DAS, Mohana; LAL, Sanchit; CAPOLONGO, Stefano. Analysis of Functional Layout in Emergency Departments (ED). Shedding Light on the Free Standing Emergency Department (FSED) Model.&nbsp;<b>Applied Sciences<\/b>, [S. l.], v. 12, n. 10, p. 1-20, 2022. DOI: 10.3390\/app12105099.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">BRASIL. MINIST\u00c9RIO DA SA\u00daDE. Portaria No 399, de 22 de fevereiro de 2006: divulga o Pacto pela Sa\u00fade 2006 - Consolida\u00e7\u00e3o do SUS e aprova as diretrizes operacionais do referido pacto.Brasil, 2006. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bvsms.saude.gov.br\/bvs\/saudelegis\/gm\/2006\/prt0399_22_02_2006. html.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">BUENO, Cristiane; PEREIRA, Lucas Melchiori; FABRICIO, M\u00e1rcio Minto. Life cycle assessment and environmental-based choices at the early design stages: an application using building information modelling.&nbsp;<b>Architectural Engineering and Design Management,<\/b> [S. l.], v. 14, n. 5, p. 332-346, 2018. DOI: 10.1080\/17452007.2018.1458593. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www. tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/17452007.2018.1458593.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">CAO, Xinying; LI, Xiaodong; YAN, Yangzhi; YUAN, Xiang. Skeleton and infill housing construction delivery process optimization based on the design structure matrix.&nbsp;<b>Sustainability (Switzerland)<\/b>, [S. l.], v. 10, n. 12, 2018. DOI: 10.3390\/su10124570.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">CRANZ, Galen; MORHAYIM, Lusi; LINDSAY, Georgia; SAGAN, Johann Hans. Post Occupancy Evaluation in Architectural Education and Practice.&nbsp;<b>Technology | Architecture + Design,<\/b> [S. l.], v. 5, n. 1, p. 25-30, 2021. DOI: 10.1080\/24751448.2021.1863663. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.tandfonline. com\/doi\/full\/10.1080\/24751448.2021.1863663.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">DAVOODI, Anahita; JOHANSSON, Peter; HENRICSON, Maria; ARIES, Myriam. A conceptual framework for integration of evidence-based design with lighting simulation tools.&nbsp;<b>Buildings<\/b>, [S. l.], v. 7, n. 4, p. 1-16, 2017. DOI: 10.3390\/buildings7040082.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">DEMIRD\u00d6?EN, G\u00f6khan; I?IK, Zeynep; ARAYICI, Yusuf. Determination of Business Intelligence and Analytics-Based Healthcare Facility Management Key Performance Indicators.&nbsp;<b>Applied Sciences<\/b>, [S. l.], v. 12, n. 2, p. 651, 2022. DOI: 10.3390\/app12020651. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.mdpi. com\/2076-3417\/12\/2\/651.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">ELF, Marie; AN\u00c5KER, Anna; MARCHESCHI, Elizabeth; SIGURJ\u00d3NSSON, \u00c1sgeir; ULRICH, Roger S. The built environment and its impact on health outcomes and experiences of patients, significant others and staff - A protocol for a systematic review. <b>Nursing Open<\/b>, [S. l.], v. 7, n. 3, p. 895- 899, 2020. DOI: 10.1002\/nop2.452. Dispon\u00edvel em: https:\/\/onlinelibrary. wiley.com\/doi\/10.1002\/nop2.452.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">EPPINGER, Steven D.; BROWNING, Tyson R.&nbsp;<b>Design Structure Matrix Methods and Applications<\/b>. 1. ed. Cambridge: The MIT Press, 2012. DOI: 10.7551\/mitpress\/8896.001.0001. Dispon\u00edvel em: https:\/\/direct.mit.edu\/ books\/book\/3361\/design-structure-matrix-methods-and-applications.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">GAYER, Bruna Dones; MARCON, \u00c9rico; BUENO, Wagner Pietrobelli; WACHS, Priscila; SAURIN, Tarcisio Abreu; GHINATO, Paulo. Analysis of hospital flow management: the 3 R's approach. <b>Production<\/b>, [S. l.], v. 30, n. 2011, 2020. DOI: 10.1590\/0103-6513.20200033. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.scielo.br\/ scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S0103-65132020000100206&amp;tlng=en.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">HADJRI, Karim; CROZIER, Carl. Post-occupancy evaluation: Purpose, benefits and barriers.&nbsp;<b>Facilities<\/b>, [S. l.], v. 27, n. 1-2, p. 21-33, 2009. DOI: 10.1108\/02632770910923063.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">JOSEPH, Anjali; QUAN, Xiaobo; KELLER, Amy Beth; TAYLOR, Ellen; NANDA, Upali; HUA, Ying. Building a knowledge base for evidence-based healthcare facility design through a post-occupancy evaluation toolkit.<b>&nbsp;Intelligent Buildings International<\/b>, [S. l.], v. 6, n. 3, p. 155-169, 2014. DOI: 10.1080\/17508975.2014.903163. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.tandfonline. com\/doi\/abs\/10.1080\/17508975.2014.903163.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">LESAN, Maryam; KHOZAEI, Fatemeh; KIM, Mi Jeong; SHAHIDI NEJAD, Marziyeh. Identifying health care environment contradictions in terms of infection control during a pandemic with a focus on health workers' experience. <b>Sustainability (Switzerland)<\/b>, [S. l.], v. 13, n. 17, 2021. DOI: 10.3390\/su13179964.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">MARGARIDO, Paulo Francisco Ramos. Hospital Universit\u00e1rio da USP: 40 anos salvando vidas com ensino e pesquisa - Jornal da USP. <b>Jornal da USP<\/b>, S\u00e3o Paulo, 2021. Dispon\u00edvel em: https:\/\/jornal.usp.br\/universidade\/ hospital-universitario-da-usp-40-anos-salvando-vidas-com-ensino-epesquisa\/. Acesso em: 2 jun 2023.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">MOHIUDDIN, Syed; BUSBY, John; SAVOVI\u0106, Jelena; RICHARDS, Alison; NORTHSTONE, Kate; HOLLINGWORTH, William; DONOVAN, Jenny L.; VASILAKIS, Christos. Patient flow within UK emergency departments: a systematic review of the use of computer simulation modelling methods. <b>BMJ Open<\/b>, [S. l.], v. 7, n. 5, p. 1- 14 (e015007), 2017. DOI: 10.1136\/ bmjopen-2016-015007. Dispon\u00edvel em: https:\/\/bmjopen.bmj.com\/lookup\/ doi\/10.1136\/bmjopen-2016-015007.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">MORGAREIDGE, David; CAI, Hui; JIA, Jun. Performance-driven design with the support of digital tools: Applying discrete event simulation and space syntax on the design of the emergency department.<b>&nbsp;Frontiers of Architectural Research<\/b>, [S. l.], v. 3, n. 3, p. 250-264, 2014. DOI: 10.1016\/j.foar.2014.04.006. Dispon\u00edvel em: http:\/\/dx.doi.org\/10.1016\/j. foar.2014.04.006.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">ONO, Rosaria; ORNSTEIN, Sheila Walbe; VILLA, Simone Barbosa; FRAN\u00c7A, Ana Judite Galbiatti Limongi.&nbsp;<b>Avalia\u00e7\u00e3o p\u00f3s-ocupa\u00e7\u00e3o: na arquitetura, no urbanismo e no design: da teoria \u00e0 pr\u00e1tica.<\/b>&nbsp;1. ed. S\u00e3o Carlos, SP: Oficina de Textos, 2018.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">ORNSTEIN, Sheila Walbe; ONO, Rosaria. Post-occupancy evaluation and design quality in Brazil: Concepts, approaches and an example of application.&nbsp;<b>Architectural Engineering and Design Management<\/b>, [S. l.], v. 6, n. 1, p. 48-67, 2010. DOI: 10.3763\/aedm.2009.0102.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">PEKTA\u015e, \u015eule Ta\u015fh; PULTAR, Mustafa. Modelling detailed information flows in building design with the parameter-based design structure matrix. <b>Design Studies<\/b>, [S. l.], v. 27, n. 1, p. 99-122, 2006. DOI: 10.1016\/j. destud.2005.07.004.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">PEREIRA, Lucas Melchiori; ORNSTEIN, Sheila Walbe. A Systematic Literature Review on Healthcare Facility Evaluation Methods.&nbsp;<b>HERD: Health Environments Research &amp; Design Journal<\/b>, [S. l.], v. 16, n. 3, p. 338-361, 2023. DOI: 10.1177\/19375867231166094. Dispon\u00edvel em: http:\/\/journals. sagepub.com\/doi\/10.1177\/19375867231166094.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">PEREIRA, Lucas Melchiori; ORNSTEIN, Sheila Walbe; SOARES, Vit\u00f3ria Sanches Lemes; AMARO, Jean; FRAN\u00c7A, Ana Judite Galbiatti Limongi. Congruence Mapping of the Activity Flows Allocated in Built Environments: A Pilot Application of Under-Development Software in an Emergency-Care Service.<b>&nbsp;Applied Sciences<\/b>, [S. l.], v. 13, n. 3, p. 1599, 2023. DOI: 10.3390\/ app13031599.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">PHIRI, Michael; CHEN, Bing.&nbsp;<b>Sustainability and Evidence-Based Design in the Healthcare Estate<\/b>. Berlin, Heidelberg: Springer Berlin Heidelberg, 2014. DOI: 10.1007\/978-3-642-39203-0. Dispon\u00edvel em: http:\/\/ebookcentral. proquest.com\/lib\/salford\/detail.action?docID=5347868.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">PREISER, Wolfgang F. E.; HARDY, Andrea E.; SCHRAMM, Ulrich.&nbsp;<b>Building Performance Evaluation<\/b>. 2. ed. Cham: Springer International Publishing, 2018. DOI: 10.1007\/978-3-319-56862-1.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">ROMAN, Clara. Hospital Universit\u00e1rio consolida-se como local de ensino e pesquisa.&nbsp;<b>Espa\u00e7o aberto, 170: A USP e a cidade de S\u00e3o Paulo<\/b>, S\u00e3o Paulo, v. 170, 2010. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.usp.br\/espacoaberto\/?p=11122.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">SAHA, Nirvik; HAYMAKER, John; SHELDEN, Dennis. Space allocation techniques (SAT). Computable design problems and integrated framework of solvers. In: PROCEEDINGS OF THE 40TH ANNUAL CONFERENCE OF THE ASSOCIATION FOR COMPUTER AIDED DESIGN IN ARCHITECTURE: DISTRIBUTED PROXIMITIES, ACADIA 2020 2020,&nbsp;<b>Anais&nbsp;<\/b>[...]. [s.l: s.n.] p. 248-257.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">SASANFAR, Soori; BAGHERPOUR, Morteza; MOATARI-KAZEROUNI, Afrooz. Improving emergency departments: Simulation-based optimization of patients waiting time and staff allocation in an Iranian hospital.&nbsp;<b>International Journal of Healthcare Management,<\/b> [S. l.], v. 14, n. 4, p. 1449-1456, 2021. DOI: 10.1080\/20479700.2020.1765121. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/full\/10.1080\/20479700.2020.1765121.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">SCHMIDT, Robert; VIBAEK, Kasper Sanchez; AUSTIN, Simon. Evaluating the adaptability of an industrialized building using dependency structure matrices.&nbsp;<b>Construction Management and Economics<\/b>, [S. l.], v. 32, n. 1-2, p. 160-182, 2014. DOI: 10.1080\/01446193.2013.847274. Dispon\u00edvel em: http:\/\/www.tandfonline.com\/doi\/abs\/10.1080\/01446193.2013.847274.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">SHIN, Sangyun; JEONG, Sangah; LEE, Jaewook; HONG, Seung Wan; JUNG, Sungwon. Pre-Occupancy Evaluation based on user behavior prediction in 3D virtual simulation.&nbsp;<b>Automation in Construction<\/b>, [S. l.], v. 74, p. 55-65, 2017. DOI: 10.1016\/j.autcon.2016.11.005. Dispon\u00edvel em: http:\/\/dx.doi. org\/10.1016\/j.autcon.2016.11.005.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">SINHA, Kaushik; JAMES, Denman; WECK, Olivier De; WECK, Olivier De. Interplay between product architecture and organizational structure. In: GAIN COMPETITIVE ADVANTAGE BY MANAGING COMPLEXITY - PROCEEDINGS OF THE 14TH INTERNATIONAL DSM CONFERENCE, DSM 2012 2012,&nbsp;<b>Anais<\/b> [...]. [s.l: s.n.] p. 275-288.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">SOSA, Manuel E. Aligning process, product, and organizational architectures in software development. In: PROCEEDINGS OF ICED 2007, THE 16TH INTERNATIONAL CONFERENCE ON ENGINEERING DESIGN 2007,&nbsp;<b>Anais&nbsp;<\/b>[...]. [s.l: s.n.] p. 1-12. Dispon\u00edvel em: https:\/\/www.scopus.com\/ inward\/record.uri?eid=2-s2.0-84862592271&amp;partnerID=40&amp;md5=392d0b7 86dd507406ddc97432d84e79c.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">UNGER, Darian; EPPINGER, Steven. Improving product development process design: A method for managing information flows, risks, and iterations.&nbsp;<b>Journal of Engineering Design<\/b>, [S. l.], v. 22, n. 10, p. 689-699, 2011. DOI: 10.1080\/09544828.2010.524886.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">VANBRABANT, Lien; BRAEKERS, Kris; RAMAEKERS, Katrien; VAN NIEUWENHUYSE, Inneke. Simulation of emergency department operations: A comprehensive review of KPIs and operational improvements.&nbsp;<b>Computers and Industrial Engineering<\/b>, [S. l.], v. 131, n. March, p. 356-381, 2019. DOI: 10.1016\/j.cie.2019.03.025. Dispon\u00edvel em: https:\/\/doi. org\/10.1016\/j.cie.2019.03.025.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">VISCHER, Jacqueline C. Applying knowledge on building performance: From evidence to intelligence.&nbsp;<b>Intelligent Buildings International<\/b>, [S. l.], v. 1, n. 4, p. 239-248, 2009. DOI: 10.3763\/inbi.2009.SI02. Dispon\u00edvel em: http:\/\/ www.tandfonline.com\/doi\/abs\/10.3763\/inbi.2009.SI02.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">WATKINS, Nicholas; KELLER, Amy. Lost in Translation: Bridging Gaps between Design and Evidence-Based Design.&nbsp;<b>HERD: Health Environments Research &amp; Design Journal<\/b>, [S. l.], v. 1, n. 2, p. 39-46, 2008. DOI: 10.1177\/193758670800100205. Dispon\u00edvel em: http:\/\/journals.sagepub. com\/doi\/10.1177\/193758670800100205.<\/p>\r\n<p dir=\"ltr\">WELCH, Shari J. Using Data to Drive Emergency Department Design: A Metasynthesis.&nbsp;<b>HERD: Health Environments Research &amp; Design Journal<\/b>, [S. l.], v. 5, n. 3, p. 26-45, 2012. DOI: 10.1177\/193758671200500305. Dispon\u00edvel em: http:\/\/journals.sagepub. com\/doi\/10.1177\/193758671200500305.<\/p>","protected":false},"featured_media":0,"template":"","class_list":["post-8089","materia","type-materia","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/materia\/8089","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/materia"}],"about":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/materia"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8089"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}