{"id":8711,"date":"2024-11-20T09:34:50","date_gmt":"2024-11-20T12:34:50","guid":{"rendered":"https:\/\/iph.org.br\/materia\/santa-casa-de-misericordia-de-sao-paulo-patrimonio-arquitetonico-hospitalar-2\/"},"modified":"2024-11-20T09:43:40","modified_gmt":"2024-11-20T12:43:40","slug":"santa-casa-de-misericordia-de-sao-paulo-patrimonio-arquitetonico-hospitalar-2","status":"publish","type":"materia","link":"https:\/\/iph.org.br\/en\/materia\/santa-casa-de-misericordia-de-sao-paulo-patrimonio-arquitetonico-hospitalar-2\/","title":{"rendered":"Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo: patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico hospitalar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:149858589914985858991958131103.jpg\" \/><br \/>Figura 01 -<\/strong> Hospital da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo (2015).<\/p>\r\n<p><strong>As prim\u00edcias da Miseric\u00f3rdia em S\u00e3o Paulo<\/strong><\/p>\r\n<p>O surgimento da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia no Brasil seguiu o caminho dos exploradores que penetravam para o interior do novo continente, cumprindo seu papel de levar cuidados aos enfermos e abandonados.&nbsp; Logo, alcan\u00e7aram e se instalaram em S\u00e3o Paulo dos Campos de Piratininga, por volta de 1560, por meio dos trabalhos realizados pelos padres portugueses destas expedi\u00e7\u00f5es, como Manuel da N\u00f3brega[1] e Jos\u00e9 de Anchieta[2], al\u00e9m de religiosos da Companhia de Jesus[3].<\/p>\r\n<p>A Santa Casa em territ\u00f3rio paulistano se localizava bem pr\u00f3ximo ao P\u00e1tio do Col\u00e9gio, local hoje conhecido como Largo da Miseric\u00f3rdia, segundo \u00e9 descrito por alguns historiadores e quadros retratados por artistas como Benedicto Calixto[4].<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:149858591714985859173482528355.jpg\" \/><br \/>Figura 02 -<\/strong> \"A Santa Casa e o P\u00e1tio do Col\u00e9gio\" - Benedicto Calixto (1853 - 1927).<\/p>\r\n<p>Segundo Eudes Campos (2011), a Santa Casa de Miseric\u00f3rdia dos Campos de Piratininga, desde sua instala\u00e7\u00e3o, permaneceu em edifica\u00e7\u00f5es pr\u00f3ximas \u00e0 \u00e1rea da funda\u00e7\u00e3o de S\u00e3o Paulo. Mas, no in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, o desenvolvimento come\u00e7ava a chegar e com este outra institui\u00e7\u00e3o hospitalar: o hospital militar; diante de tais acontecimentos, a Miseric\u00f3rdia tem seu im\u00f3vel retirado da capitania pelo Governo, findando momentaneamente suas atividades e tendo seus pacientes remanejados para atendimentos na nova institui\u00e7\u00e3o que assumia seu lugar.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:149858603714985860379508138537.jpg\" \/><br \/>Figura 03 -<\/strong> \"Ponte da Santa Efig\u00eania - SP e a Miseric\u00f3rdia (1827)\" de Jean Baptiste Debret [5].<\/p>\r\n<p><strong>Novas moradas da Miseric\u00f3rdia<\/strong><\/p>\r\n<p>Contudo, em 1825, retorna aos trabalhos de socorro aos menos abastados por interven\u00e7\u00e3o dos novos presidentes da prov\u00edncia e da Miseric\u00f3rdia, agora, instalada na sede da Ch\u00e1cara dos Ingleses, propriedade de Jo\u00e3o Rademaker[6], localizada em um dos pontos de entrada da cidade em dire\u00e7\u00e3o ao sul e nas adjac\u00eancias do caminho que levava para o mar. A nova Miseric\u00f3rdia, passou a exercer uma atividade que n\u00e3o se fazia presente no antigo endere\u00e7o: a roda dos expostos[7].<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:149858606114985860610747801701.jpg\" \/><br \/>Figuras 04 e 05 -<\/strong> \"Sede da Ch\u00e1cara dos Ingleses - Hospital da Santa Casa\". Aquarela de Edmond Pink, 1823 (\u00e0 esquerda) e planta de S\u00e3o Paulo com detalhe do bairro da Liberdade em 1847 - Cemit\u00e9rio dos Aflitos em verde, atual Rua da Gloria (\u00e0 direita).<\/p>\r\n<p>N\u00e3o obstante, por volta de 1840, as suas instala\u00e7\u00f5es s\u00e3o transferidas para uma nova edifica\u00e7\u00e3o que, segundo Campos (2011), teve projeto concebido pelo engenheiro militar portugu\u00eas Daniel Pedro M\u00fcller[8], ainda nos limites da ch\u00e1cara e com um diferencial em rela\u00e7\u00e3o ao antigo pr\u00e9dio, pois se situava em uma planta totalmente t\u00e9rrea o que facilitava o trabalho de deslocamento dos enfermos. Entretanto, cr\u00edticas eram lan\u00e7adas \u00e0 tipologia arquitet\u00f4nica adotada para a constru\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es do novo edif\u00edcio da Miseric\u00f3rdia, pois a comparavam a uma senzala[9].<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:14985860951498586095386288650.jpg\" \/><br \/>Figura 06 -<\/strong> Sede da Ch\u00e1cara os Ingleses - Hospital da Santa Casa, 1840. Planta do engenheiro portugu\u00eas Marechal Daniel Pedro M\u00fcller (1785-1841 c.). Bico de pena de Augusto Esteves, 1943.<\/p>\r\n<p>Campos (2011) tamb\u00e9m destaca que, em detrimento \u00e0s exig\u00eancias em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 quantidade de enfermos que os procuravam, o hospital da Miseric\u00f3rdia vai para um novo endere\u00e7o, ainda na Rua da Gl\u00f3ria, com instala\u00e7\u00f5es que renderam elogios. Por\u00e9m, relat\u00f3rios confeccionados pelo Dr. Ant\u00f4nio Caetano de Campos[10]&nbsp;em 1875 apontavam as instala\u00e7\u00f5es como insalubres para um ambiente de cura. Contudo, o n\u00famero de enfermos continuava&nbsp;a crescer exponencialmente. Ent\u00e3o, em outubro de 1876, a mesa administrativa v\u00ea a necessidade de um novo edif\u00edcio que pudesse passar por amplia\u00e7\u00f5es e prestar servi\u00e7os com maior humaniza\u00e7\u00e3o para todos aqueles que os procuravam.<\/p>\r\n<p><strong>A Santa Casa e a arquitetura neog\u00f3tica de Pucci<\/strong><\/p>\r\n<p>\u00c9 proferido por Campos (2011) que, diante de todos os fatores enunciados na \u00e9poca, em meados de 1878, uma gleba[11]&nbsp;localizada na Ch\u00e1cara Bexiga foi destinada ao novo edif\u00edcio de sa\u00fade da institui\u00e7\u00e3o, e, contando com a presen\u00e7a de autoridades da \u00e9poca, foi lan\u00e7ada a funda\u00e7\u00e3o para erigir a obra.<\/p>\r\n<p>Entretanto, segundo Silva (2010), em 1881, ap\u00f3s press\u00e3o da comunidade e da imprensa, al\u00e9m da inviabilidade financeira, um novo local precisou ser definido. Diante de tal situa\u00e7\u00e3o, houve uma proposta de troca de terrenos apresentada por Jos\u00e9 Pinto Ant\u00f4nio do Rego Freitas[12], propriet\u00e1rio de uma gleba no bairro Arouche que seria vendida ao Bar\u00e3o Rafael Tobias de Barros[13]&nbsp;pela metade do pre\u00e7o. Este efetuaria a doa\u00e7\u00e3o para a constru\u00e7\u00e3o do novo hospital, localizado atualmente no bairro de Santa Cecilia, mais precisamente, na Rua Dr. Ces\u00e1rio Mota Jr., em troca pela \u00e1rea do Bexiga.<\/p>\r\n<p>As obras se iniciam e, em agosto de 1884, o novo hospital da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo \u00e9 entregue parcialmente conclu\u00eddo. Ocorre ent\u00e3o a transfer\u00eancia em definitivo para o novo endere\u00e7o no bairro de Santa Cecilia, onde permanece atualmente.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:149858613014985861302759218030.jpg\" \/><br \/>Figura 07 -<\/strong> Irmandade da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo - 1884 &nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\r\n<p>Enfim, o magn\u00edfico edif\u00edcio \u00e9 conclu\u00eddo. Projetado e constru\u00eddo pelo escrit\u00f3rio de Ramos de Azevedo[14]&nbsp;em arquitetura neog\u00f3tica, concebido pelas m\u00e3os habilidosas do arquiteto Luiz Pucci[15]&nbsp;em forma pavilhonar, com tijolos aparentes e alicerces constru\u00eddos com blocos de pedras assentados apenas por gravidade e sem argamassa, abrigando e proporcionando a continuidade dos trabalhos da Miseric\u00f3rdia no territ\u00f3rio de S\u00e3o Paulo, que se desenvolvia de forma vertiginosa, por\u00e9m, com grande car\u00eancia no atendimento aos menos favorecidos.<\/p>\r\n<p><strong>Funcionalidade do Edif\u00edcio da Miseric\u00f3rdia<\/strong><\/p>\r\n<p>Segundo Ferreira (2015), a Miseric\u00f3rdia iniciou as atividades no novo edif\u00edcio em 1884 com 200 leitos, sendo a maior constru\u00e7\u00e3o na cidade, provocando uma altera\u00e7\u00e3o na paisagem da \u00e9poca. Desempenhou fun\u00e7\u00f5es de hospital, dispens\u00e1rio, asilo, albergue e demais atividades de ajuda aos mais necessitados.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:149858620414985862045973547.jpg\" \/><br \/>Figura 08 -<\/strong> Enfermaria das crian\u00e7as - Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo (s\/data).<\/p>\r\n<p>Destarte, na concep\u00e7\u00e3o do projeto, segundo Campos (2011), o arquiteto Pucci&nbsp;foi fortemente influenciado pela arquitetura hospitalar pavilhonar que estava sendo praticada na Europa, principalmente pelos conceitos adotados no hospital de Lariboisi\u00e8re de Paris[16], onde a ventila\u00e7\u00e3o foi algo muito bem equalizada entre projeto e uso do edif\u00edcio, pois, se tratando de um ambiente hospitalar, a aera\u00e7\u00e3o \u00e9 algo que contribui muito para a cura da enfermidade. Diante disso, o arquiteto italiano designado por Ramos de Azevedo lan\u00e7ou m\u00e3o dessa t\u00e9cnica no edif\u00edcio de cura da Miseric\u00f3rdia de SP.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:149858622314985862235455275374.jpg\" \/><br \/>Figura 09 -<\/strong> Proje\u00e7\u00e3o horizontal da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo (1992).<\/p>\r\n<p>\u00c9 destacado por Mott et al (2011, p. 26) que havia um conceito de edifica\u00e7\u00e3o hospitalar conhecido como&nbsp;Tollet, desenvolvido em 1872 na Fran\u00e7a por meio do engenheiro militar franc\u00eas Casimir Tollet. Neste, se preconizava a constru\u00e7\u00e3o desse tipo de edifica\u00e7\u00e3o em locais afastados da aglomera\u00e7\u00e3o urbana e de grande exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 insola\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, sugeria que o local deveria favorecer a sua expansibilidade, fazendo proveito da superf\u00edcie do terreno e do conceito de disposi\u00e7\u00e3o paralela entre os pr\u00e9dios que fossem surgindo, anexos ao principal. Contudo, esse modelo de edif\u00edcio da sa\u00fade ficou conhecido pela sua tipologia pavilhonar, onde tamb\u00e9m era n\u00edtido o cuidado com a contamina\u00e7\u00e3o por germes em refer\u00eancia \u00e0s descobertas recentes realizadas por Louis Pasteur.&nbsp;N\u00e3o obstante tudo isso, tais pavilh\u00f5es possu\u00edam, no m\u00e1ximo, dois pavimentos, e os doentes ficavam isolados no interior destes em detrimento do tipo de doen\u00e7a pela qual eram acometidos.<\/p>\r\n<p>Consta tamb\u00e9m, segundo Salmoni e Debenedetti (1981, p. 101), o nome do arquiteto Italiano Giulio Micheli na constru\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o do complexo da Miseric\u00f3rdia, pois Pucci&nbsp;havia nomeado este jovem rec\u00e9m-chegado de Floren\u00e7a s\u00f3cio nos neg\u00f3cios do escrit\u00f3rio de arquitetura.<\/p>\r\n<p><strong>Preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico hospitalar<\/strong><\/p>\r\n<p>Contudo, mesmo sem mudan\u00e7as profundas em sua anatomia e tipologia arquitet\u00f4nica, o pr\u00e9dio da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo vem buscando absorver e acompanhar os avan\u00e7os realizados na arquitetura hospitalar mundial sem deixar o posto de pioneiro neste tipo de edifica\u00e7\u00e3o no Brasil. E, n\u00e3o obstante a isso, tentando cumprir o seu papel de sustent\u00e1culo da assist\u00eancia hospitalar em territ\u00f3rio paulistano, onde h\u00e1 car\u00eancia de investimentos por parte do poder p\u00fablico e privado para os menos abastados.<\/p>\r\n<p>Diante de todos esses fatores aqui apresentados e de sua import\u00e2ncia enquanto patrim\u00f4nio da arquitetura hospitalar, foi solicitado o seu tombamento no ano de 1984. A fim de elencar sucintamente os fatores de interesse relevantes que nortearam o processo de tombamento respons\u00e1vel por inserir o edif\u00edcio hist\u00f3rico na lista de bens protegidos pelo Conselho de Defesa do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Arqueol\u00f3gico, Art\u00edstico e Tur\u00edstico do Estado (CONDEPHAAT), deu vistas ao processo n\u00ba 23046, impetrado pelo provedor Dr. Mario de Moraes Altenfelder Silva,&nbsp;dirigente da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo, em 15 de agosto de 1984, neste \u00f3rg\u00e3o governamental na capital paulista onde, na ocasi\u00e3o, consta que foi recebido pela diretora em exerc\u00edcio, Judith Monari, que prosseguiu, remetendo a solicita\u00e7\u00e3o para an\u00e1lise deste referido \u00f3rg\u00e3o, conforme descrito a seguir.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:149858625114985862518718153612.jpg\" \/><br \/>Figura 10 -<\/strong> Solicita\u00e7\u00e3o de tombamento<\/p>\r\n<p>Vale salientar que a atitude adotada pelo dirigente do hospital segue a declara\u00e7\u00e3o proferida por Boito (1884, p. 22, 23) na confer\u00eancia realizada em Turim, onde orienta a todos os presentes sobre a necessidade da preserva\u00e7\u00e3o dos bens (monumentos ou arquitetura), e destaca como sendo esta uma responsabilidade de toda a sociedade e do governo.<\/p>\r\n<p>Consta nas folhas preliminares do processo apresentado pelo Dr. Altenfelder (1984) ao CONDEPHAAT um memorial descritivo, detalhando a localiza\u00e7\u00e3o do edif\u00edcio da Santa Casa, j\u00e1 citada no corpo deste artigo, al\u00e9m de detalhes sobre o concurso do projeto, do qual participaram arquitetos da \u00e9poca como: Jos\u00e9 Gandolpho, Dentiliano H. Ribeiros, Paulo Hamelin, Ramos de Azevedo e o vencedor Luiz Pucci, que apresentou a proposta de um edif\u00edcio pavilhonar em estilo neog\u00f3tico ingl\u00eas que seria edificado entre os anos de 1881 e 1884. Salienta-se que, de acordo com as necessidades das atividades do hospital, anos mais tarde, surgiram outros pr\u00e9dios que se anexaram ao pr\u00e9dio principal, formando um complexo, mas que mantiveram o estilo j\u00e1 presente no primeiro edif\u00edcio, sendo a sua manuten\u00e7\u00e3o realizada por meio de um corpo t\u00e9cnico pr\u00f3prio da institui\u00e7\u00e3o, buscando-se preservar intactas as caracter\u00edsticas arquitet\u00f4nicas.<\/p>\r\n<p>Altenfelder (1984) apresenta tamb\u00e9m no corpo do referido pleito um relat\u00f3rio contendo o n\u00famero de pacientes atendidos, que era da ordem de 2.000 pessoas por dia aproximadamente, e cerca de 1.000 leitos disponibilizados na \u00e9poca. Tamb\u00e9m enfatiza que o conjunto de pr\u00e9dios apresenta um grande acervo hist\u00f3rico e arquitet\u00f4nico para as gera\u00e7\u00f5es futuras.<\/p>\r\n<p>Entretanto, o arquiteto Carlos Lemos (1984), conselheiro do CONDEPHAAT, em seu parecer que comp\u00f5e o referido processo, nas folhas 21 e 22, datado de 3 de setembro de 1984, prop\u00f5e a preserva\u00e7\u00e3o somente das edifica\u00e7\u00f5es pioneiras constru\u00eddas e projetadas por Pucci, sendo estas, o n\u00facleo inicial, os jardins e a capela, ficando livres para altera\u00e7\u00f5es, e at\u00e9 mesmo demoli\u00e7\u00f5es, as demais constru\u00e7\u00f5es.<\/p>\r\n<p>Comp\u00f5e tamb\u00e9m o referido processo, em sua p\u00e1gina 36, datado de 18 de julho de 1985, a apresenta\u00e7\u00e3o das plantas e demais documentos solicitados pelo referido \u00f3rg\u00e3o \u00e0 Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo, &nbsp;os quais a arquiteta Tania Martinho Vega, funcion\u00e1ria do CONDEPHAAT respons\u00e1vel pelo setor, remete ao diretor t\u00e9cnico do \u00f3rg\u00e3o para aprecia\u00e7\u00e3o e providencias cab\u00edveis.<\/p>\r\n<p>Entretanto, em 27 de setembro de 1994, ou seja, uma d\u00e9cada ap\u00f3s a abertura do processo de tombamento, o provedor vigente, Prof. Dr. Waldemar de Carvalho Pinto Filho, surpreende ao solicitar o arquivamento do pedido de tombamento, por n\u00e3o mais convir, haja vista o interesse da institui\u00e7\u00e3o em amplia\u00e7\u00e3o e moderniza\u00e7\u00e3o dos edif\u00edcios, o que se tornaria muito dif\u00edcil ap\u00f3s a conclus\u00e3o favor\u00e1vel ao processo de preserva\u00e7\u00e3o dos pr\u00e9dios; conforme consta nas folhas 144 e 145 do processo remetidas pela Miseric\u00f3rdia ao CONDEPHAAT.<\/p>\r\n<p>Obstante a solicita\u00e7\u00e3o, a arquiteta Tania Martinho Vega reitera, em seu parecer t\u00e9cnico emitido ao diretor t\u00e9cnico do \u00f3rg\u00e3o, nas folhas 222, 223 e 224, em rela\u00e7\u00e3o ao pleito de tombamento do edif\u00edcio da Miseric\u00f3rdia, que deveriam ser preservados os primeiros edif\u00edcios que comp\u00f5em o n\u00facleo principal, al\u00e9m dos desenhos dos jardins fronteiri\u00e7os, bem como a capela e seus jardins e a galeria, sendo as demais edifica\u00e7\u00f5es liberadas para reforma e outras adapta\u00e7\u00f5es, desde que possu\u00edssem a anu\u00eancia deste respeitado \u00f3rg\u00e3o de preserva\u00e7\u00e3o do&nbsp;patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico e cultural.<\/p>\r\n<p>Entretanto, em uma carta de pr\u00f3prio punho escrita em 2002, o ent\u00e3o conselheiro do CONDEPHAAT, Rogerio Ribeiro da Luz, exprime uma grande d\u00favida entre aprovar ou arquivar a solicita\u00e7\u00e3o de tombamento, ao tentar entender a grande dificuldade que a irmandade enfrentava por n\u00e3o poder adequar as suas instala\u00e7\u00f5es \u00e0s necessidades daqueles que a procuravam com esperan\u00e7a de cura, em decorr\u00eancia da tramita\u00e7\u00e3o do processo de tombamento que impedia qualquer modifica\u00e7\u00e3o sem o aval&nbsp;deste \u00f3rg\u00e3o, e salienta: \"O atendimento aos&nbsp;enfermos e desamparados, a luta constante pela vida administrada pela irmandade, talvez tenha raz\u00f5es que o CONDEPHAAT desconhe\u00e7a e por melhor que sejam as exig\u00eancias hist\u00f3ricas, o viver \u00e9 fundamental\" e termina com a seguinte frase: \"Vamos aguardar o pronunciamento, ou seja, parecer de todos os profissionais deste \u00f3rg\u00e3o envolvidos neste pleito.\".<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:149858627314985862735144593548.jpg\" \/><br \/>Figura 11 -<\/strong> Carta de Rogerio Ribeiro da Luz<\/p>\r\n<p>Contudo, em outro parecer t\u00e9cnico datado de 2003, a arquiteta Tania Martinho Vega do CONDEPHAAT destaca obras em andamento no interior do complexo e sugere que a irmandade seja oficiada a apresentar um plano de ocupa\u00e7\u00e3o e obras para o conjunto, a fim de possibilitar a aprecia\u00e7\u00e3o deste \u00f3rg\u00e3o, a mesma reitera a proposta de tombamento j\u00e1 mencionada neste processo nas folhas 222 a 224.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/iph.org.br\/img\/revistas:149858629014985862903598368428.jpg\" \/><br \/>Figura 12 -<\/strong> Parecer final do CONDEPHAAT .<\/p>\r\n<p>No mesmo ano, uma vistoria minuciosa \u00e9 solicitada pelo CONDEPHAAT em todo o complexo do hospital, respeitando as peculiaridades de cada ambiente, a qual foi liberada em 2004. Sendo constatadas constru\u00e7\u00f5es n\u00e3o autorizadas durante o processo de tombamento, as discuss\u00f5es de ordem t\u00e9cnica se arrastam at\u00e9 meados de 2007, quando o colegiado deste \u00f3rg\u00e3o por meio de seu presidente, o Sr. Adilson Avansi de Abreu, delibera o parecer favor\u00e1vel ao tombamento dos edif\u00edcios da Miseric\u00f3rdia, conforme consta na p\u00e1gina 535 do referido pleito, recaindo a prote\u00e7\u00e3o aos pr\u00e9dios constru\u00eddos originariamente por Pucci e Micheli, al\u00e9m dos&nbsp;jardins junto \u00e0 capela.<\/p>\r\n<p>Portanto, segundo consta nos autos do processo de tombamento, na p\u00e1gina 593, o CONDEPHAAT conclui seu trabalho atrav\u00e9s da publica\u00e7\u00e3o no Di\u00e1rio Oficial do Estado de S\u00e3o Paulo, em 21 de setembro de 2010, na p\u00e1gina 42, do tombamento do conjunto arquitet\u00f4nico da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo, enfatizando a import\u00e2ncia social do trabalho realizado por essa institui\u00e7\u00e3o e de seu complexo de edif\u00edcios, que se tornaram um marco arquitet\u00f4nico e ambiental para a cidade, enfatizando o respeito por todos aqueles que ali passaram.<\/p>\r\n<p><strong>Considera\u00e7\u00f5es finais<\/strong><\/p>\r\n<p>J\u00e1 se foram quase 500 anos, e a Miseric\u00f3rdia permanece presente contribuindo para abrandar o sofrimento produzido pelas enfermidades que assolam os menos abastados. Se, no passado, os espa\u00e7os eram cedidos em localidades pouco hospitaleiras, o tempo se ocupou de determinar um local onde pudesse crescer e continuar seus feitos, proporcionando o vislumbrar de um futuro melhor para aqueles que v\u00e3o ao seu encontro no anseio de obter a cura. Desta forma, essa institui\u00e7\u00e3o ocupou o espa\u00e7o em terras paulistanas por meio de uma arquitetura funcional.&nbsp;<\/p>\r\n<p>Entretanto, ao conhecer todas as etapas de um processo de tombamento de um patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico dessa magnitude, nos surpreendemos, pois j\u00e1 se passaram 32 anos desde que o primeiro passo em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria da arquitetura hospitalar em terras paulistanas foi dado. Seus dirigentes talvez nunca pudessem imaginar o tempo que transcorreria, e os percal\u00e7os at\u00e9 a conclus\u00e3o.<\/p>\r\n<p>Portanto, a arquitetura materializada por Pucci e Micheli&nbsp;no final do s\u00e9culo XIX, por meio de tijolos e argamassa em seus arcos portantes, enfim encontra seu merecido lugar na hist\u00f3ria, permitindo \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es que testemunhem o princ\u00edpio da arquitetura hospitalar paulistana, fornecendo a real dimens\u00e3o da evolu\u00e7\u00e3o desse tipo de edifica\u00e7\u00e3o da sa\u00fade e sua contribui\u00e7\u00e3o arquitet\u00f4nica e cultural.<\/p>\r\n<p><strong>Refer\u00eancias<\/strong><\/p>\r\n<p><strong>Livros<\/strong><\/p>\r\n<p>BOITO, Camillo.&nbsp;Os restauradores: confer\u00eancia feita na exposi\u00e7\u00e3o de Turim em 07 de junho de 1884.&nbsp;S\u00e3o Paulo. Ateli\u00ea Editorial, 2008.<\/p>\r\n<p>MOTT, Maria Lucia et al.&nbsp;Hist\u00f3ria da sa\u00fade em S\u00e3o Paulo: institui\u00e7\u00f5es e patrim\u00f4nio arquitet\u00f4nico (1808 - 1958).&nbsp;S\u00e3o Paulo. Editora Manole e Fiocruz, 2011.<\/p>\r\n<p>MOURA, Carlos Eugenio Marcondes de.&nbsp;Vida cotidiana em S\u00e3o Paulo no s\u00e9culo XIX: mem\u00f3rias, depoimentos, evoca\u00e7\u00f5es. S\u00e3o Paulo. Ateli\u00ea Editorial, 1999.<\/p>\r\n<p>SALMONI, Anita; DEBENEDETTI, Emma.&nbsp;Arquitetura italiana em S\u00e3o Paulo.&nbsp;S\u00e3o Paulo. Editora Perspectiva, 1981.<\/p>\r\n<p>Secretaria do Estado da Cultura e Conselho de Defesa do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Arqueol\u00f3gico, Art\u00edstico e Tur\u00edstico do Estado - (CONDEPHAAT) (1984 - 2010).&nbsp;Processo de tombamento da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo - Volumes I, II e III.&nbsp;S\u00e3o Paulo.<\/p>\r\n<p><strong>Refer\u00eancias on-line<\/strong><\/p>\r\n<p>CAMPOS, Ernesto de Souza. (1943).&nbsp;Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de Santos.&nbsp;Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.novomilenio.inf.br\/santos\/<\/p>\r\n<p>CAMPOS, Eudes. (2011).&nbsp;Hospitais paulistanos: do s\u00e9culo XVI ao XIX.&nbsp;Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.arquiamigos.org.br\/info\/info29\/i-estudos2.htm<\/p>\r\n<p>FERREIRA, Flavio Luiz Fantini. (2015).&nbsp;O papel da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo na fus\u00e3o da homeopatia pelo Pa\u00eds.&nbsp;Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/lamasson.com.br\/biblioteca\/mais\/museuab\/artigos\/santacasa.htm<\/p>\r\n<p>MARCHESOTTI, Ana Paula. (2013).&nbsp;Santa Casa de Miseric\u00f3rdia: hist\u00f3ria e desafios.&nbsp;Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/tremdahistoria.blogspot.com.br\/2013\/05\/santa-casa-de-misericordia-historia-e.html<\/p>\r\n<p>SILVA, Marcia Regina Barros da. (2015).&nbsp;Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo - sa\u00fade e assist\u00eancia se tornam p\u00fablicas (1875-1910).&nbsp;Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php? script=sciarttext&amp;pid=S0104-87752010000200004&amp;lng=pt<\/p>\r\n<p>http:\/\/www.cremesp.org.br\/?siteAcao=Jornal&id=677<\/p>\r\n<p>http:\/\/www.dicionariodoaurelio.com\/<\/p>\r\n<p><strong>Figuras<\/strong><\/p>\r\nFigura 01 - Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.santacasasp.org.br\/portal\/site\/quemsomos\/historico<br \/>Figura 02 - Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.novomilenio.inf.br\/santos\/calixt89.htm<br \/>&nbsp;Figura 03 - Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/abstracaocoletiva.com.br\/2013\/03\/27\/jean-baptiste-debret-obras\/<br \/>&nbsp;Figura 04 - Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.arquiamigos.org.br\/info\/info29\/i-estudos2.htm<br \/>&nbsp;Figura 05 - Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.arquiamigos.org.br\/info\/info03\/index.html<br \/>&nbsp;Figura 06 - Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.arquiamigos.org.br\/info\/info29\/i-estudos2.htm<br \/>&nbsp;Figura 07 - Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.santacasasp.org.br\/portal\/site\/quemsomos\/museu\/pub\/8689\/web-site-museu---acervo-fotografico-2<br \/>Figura 08 - Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.santacasasp.org.br\/portal\/site\/quemsomos\/museu\/pub\/8689\/web-site-museu---acervo-fotografico-2<br \/>Figura 09 - MIQUELIN, Lauro Carlos.&nbsp;Anatomia dos edif\u00edcios hospitalares.&nbsp;S\u00e3o Paulo. Editora CEDAS, 1992.<br \/>Figura 10 - Secretaria do Estado da Cultura e Conselho de Defesa do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Arqueol\u00f3gico, Art\u00edstico e Tur\u00edstico do Estado - (CONDEPHAAT) (1984 - 2010).&nbsp;Processo de tombamento da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo - Volume I. S\u00e3o Paulo, p.01.<br \/>Figura 11 - Secretaria do Estado da Cultura e Conselho de Defesa do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Arqueol\u00f3gico, Art\u00edstico e Tur\u00edstico do Estado - (CONDEPHAAT) (1984 - 2010).&nbsp;Processo de tombamento da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo - Volume I. S\u00e3o Paulo, p.229.<br \/>Figura 12 - Secretaria do Estado da Cultura e Conselho de Defesa do Patrim\u00f4nio Hist\u00f3rico, Arqueol\u00f3gico, Art\u00edstico e Tur\u00edstico do Estado - (CONDEPHAAT) (1984 - 2010).&nbsp;Processo de tombamento da Santa Casa de Miseric\u00f3rdia de S\u00e3o Paulo - Volume I. S\u00e3o Paulo, p.535.\r\n<p><strong>Notas<\/strong><\/p>\r\n[1] Padre portugu\u00eas que chegou ao Brasil em 1549 com o governador-geral Tom\u00e9 de Souza chefiando o primeiro grupo de jesu\u00edtas. Dispon\u00edvel em: http:\/\/escola.britannica.com.br\/article\/483409\/padre-Manuel-da-Nobrega<br \/>[2] Padre natural da Espanha que ingressou na Companhia de Jesus em Portugal e depois foi enviado ao Brasil, onde ajudou a catequizar os \u00edndios e fundou o povoado de S\u00e3o Paulo. Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.prefeitura.sp.gov.br\/cidade\/secretarias\/cultura\/bibliotecas\/bibliotecas_bairro\/bibliotecas_m_z\/padrejosedeanchieta\/index.php?p=4942<br \/>[3] A Companhia de Jesus originou-se em 27 de setembro de 1540, com a aprova\u00e7\u00e3o do Papa Paulo III, colocando-se \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para servir em miss\u00f5es de evangeliza\u00e7\u00e3o da igreja. Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.asav.org.br\/nosso-fundador\/<br \/>[4] Benedicto Calixto de Jesus foi um pintor, historiador e professor que viveu em S\u00e3o Paulo entre 1853 e 1927, registrou muitas imagens do cen\u00e1rio paulista com seus pinc\u00e9is e depois at\u00e9 com uma c\u00e2mera fotogr\u00e1fica, trazida de Paris durante estudos que realizou na cidade-luz. Dispon\u00edvel em: http:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/pessoa8777\/benedito-calixto<br \/>[5] Jean-Baptiste Debret nasceu em Paris em 18 de abril de 1768. Foi aluno da Escola de Belas Artes de Paris, veio ao Brasil disseminar os valores neocl\u00e1ssicos, por volta de 1816. Foi um dos fundadores da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro. Visitou diversas cidades registrando seu cotidiano. Dispon\u00edvel em: http:\/\/enciclopedia.itaucultural.org.br\/pessoa18749\/debret<br \/>[6] Jo\u00e3o Rademaker possu\u00eda nacionalidade inglesa, por isso sua propriedade ficou conhecida como ch\u00e1cara dos ingleses. Dispon\u00edvel em:&nbsp;&nbsp;http:\/\/www.arquiamigos.org.br\/info\/info29\/i-estudos2.htm<br \/>[7] Dispositivo confeccionado em madeira constitu\u00eddo por um cilindro oco que, girando em torno do pr\u00f3prio eixo, apresentava em uma das faces uma abertura que ficava voltada para a via p\u00fablica e era destinada a receber crian\u00e7as enjeitadas. A crian\u00e7a era colocada no interior desse cilindro e este era girado 180 graus, passando, ent\u00e3o, a abertura do cilindro para o interior do pr\u00e9dio. Esse dispositivo foi instalado em julho de 1825 no hospital da Miseric\u00f3rdia (Ch\u00e1cara dos Ingleses) por Lucas A. Monteiro de Barros, primeiro governador de S\u00e3o Paulo, e foi desativado em 1949. Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/tremdahistoria.blogspot.com.br\/2013\/05\/santa-casa-de-misericordia-historia-e.html<br \/>[8] Daniel Pedro M\u00fcller (1785-1841), engenheiro militar portugu\u00eas, foi o autor do primeiro mapa impresso de S\u00e3o Paulo, o&nbsp;Mappa Chorographico da Provincia de S\u00e3o Paulo, desenhado em 1837 e publicado em 1841, na cidade de Paris. Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.lsie.unb.br\/rbc\/index.php?journal=rbc&amp;page=article&amp;op=view&amp;path%5B%5D=1264&amp;path%5B%5D=828<br \/>[9] Tipo de alojamento utilizado por senhores de engenho para abrigar seus escravos durante o per\u00edodo noturno. Era constru\u00edda com paredes de barro refor\u00e7ada com madeira e coberta com telhas ou palha. Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.historiabrasileira.com\/escravidao-no-brasil\/senzalas\/<br \/>[10] Prof. Dr. Caetano de Campos (1867-1891), natural de S\u00e3o Jo\u00e3o da Barra, RJ, m\u00e9dico formado pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, ocupou o cargo de m\u00e9dico-cirurgi\u00e3o da Santa Casa em 1875 e, posteriormente, o de diretor m\u00e9dico. Foi tamb\u00e9m Secret\u00e1rio da Educa\u00e7\u00e3o do Estado de S\u00e3o Paulo, cargo em que muito se destacou. Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.santacasasp.org.br\/upSrv01\/up_publicacoes\/4617\/3454_MUSEU-HISTORICOS-OS-PRIMEIROS-DIRETORESCLINICOS.pdf<br \/>[11] Toda a \u00e1rea n\u00e3o loteada localizada dentro do per\u00edmetro urbano ou fra\u00e7\u00e3o de \u00e1rea n\u00e3o loteada limitada por vias urbanas com infraestrutura m\u00ednima, considerada, para efeito de tributa\u00e7\u00e3o, a profundidade equivalente \u00e0 dimens\u00e3o m\u00e1xima de um quarteir\u00e3o, a partir de sua frente voltada para via p\u00fablica. Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.prefeitura.sp.gov.br\/cidade\/secretarias\/desenvolvimento_urbano\/legislacao\/planos_regionais\/index.php?p=822<br \/>[12] Bacharel em direito, ocupou v\u00e1rios cargos pol\u00edticos, entre os quais, presidente da C\u00e2mara Municipal de S\u00e3o Paulo em 1884, segundo Moura (1999).<br \/>[13] Rafael Tobias de Barros, segundo bar\u00e3o de Piracicaba (1830-1898), natural de Itu\/SP, foi um fazendeiro brasileiro, filho de Ant\u00f4nio Pais de Barros, primeiro Bar\u00e3o de Piracicaba, e de Gertrudes Eufrosina de Aguiar. Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.arquiamigos.org.br\/info\/info16\/i-estudos.htm<br \/>[14]&nbsp;Francisco de Paula Ramos de Azevedo (1851-1928) atuou como arquiteto na capital no final do s\u00e9culo 19 e come\u00e7o do s\u00e9culo 20, foi respons\u00e1vel por projetos como o do Mercado Municipal e do Pal\u00e1cio das Ind\u00fastrias em S\u00e3o Paulo. Dispon\u00edvel em:&nbsp;&nbsp;http:\/\/www.poli.usp.br\/pt\/a-poli\/historia\/galeria-de-diretores\/200-prof-dr-francisco-de-paula-ramos-de-azevedo-.html<br \/>[15]&nbsp;Arquiteto de origem italiana radicado no Brasil e que trabalhava para o escrit\u00f3rio de arquitetura de Ramos de Azevedo. Dispon\u00edvel em:&nbsp;http:\/\/www.cremesp.com.br\/?siteAcao=Jornal&amp;id=677<br \/>[16]&nbsp;Hospital edificado e conclu\u00eddo em 1846 em Paris que, de acordo com MIQUELIN (1992), possui uma configura\u00e7\u00e3o a partir de dois grupos de cinco pavilh\u00f5es paralelos intercalados por \u00e1reas de jardins, ligados por uma circula\u00e7\u00e3o (galeria) que contorna um p\u00e1tio interno. Os pavilh\u00f5es t\u00eam a forma de um \"L\", ligando-se pela haste menor \u00e0 circula\u00e7\u00e3o principal.\r\n<p>Esse texto faz parte da pesquisa de Mestrado orientado pela Prof\u00aa Dr\u00aa Paula De Vincenzo Fidelis Belfort Mattos, realizado na Universidade S\u00e3o Judas Tadeu.<\/p>\r\n<strong>Evandro Pereira da Silva<\/strong><br \/>Docente do curso de arquitetura e urbanismo da universidade Guarulhos;<br \/>Mestre em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade S\u00e3o Judas Tadeu (2016);<br \/>P\u00f3s-graduado em Engenharia de Seguran\u00e7a do Trabalho pela Universidade de Mogi das Cruzes (2013);<br \/>Graduado em Arquitetura e urbanismo pela Universidade Guarulhos (2010);<br \/>E-mail: evanpere@gmail.com","protected":false},"featured_media":0,"template":"","class_list":["post-8711","materia","type-materia","status-publish","hentry"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/materia\/8711","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/materia"}],"about":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/types\/materia"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/iph.org.br\/en\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=8711"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}